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Com o jeitinho brasileiro

3/17/2012





Grandes indústrias de consumo já perceberam que, se quiserem vender bem para os brasileiros, precisam adaptar seu portfólio. Ou seja: aquele hidratante que agrada às americanas, por exemplo, pode encalhar ao desembarcar nas prateleiras daqui. Daí, muitas multinacionais passaram a entender melhor as necessidades desse consumidor e fazem mudanças na estrutura ou mesmo na fórmula de vários artigos. Com o mercado de trabalho em alta e a massa salarial em expansão, o Brasil é um mercado estratégico para as marcas globais — especialmente em tempos de crise na Europa, que ratifica a importância dos consumidores dos países emergentes.

Várias marcas da L’Oréal já pensam nas brasileiras na hora de criar um produto. A fórmula do Innéov Nutri-Care (R$ 109,90, em média) — cosmético que visa a reforçar a fibra capilar — se baseou em estudo com cerca de 40 brasileiras. O hidratante Iso-Urea Loção (R$ 39,90), de La Roche-Posay, ganhou nova textura desenvolvida especialmente para a pele brasileira . Assim como o Normaderm Teint, de Vichy, que também observou a pele, em geral mais oleosa, das consumidoras daqui. Todos esses produtos são importados e já chegam por aqui adaptados.

— As brasileiras são extremamente vaidosas e demandam produtos de toque seco, já que a pele é mais oleosa. Diferentemente, por exemplo, das europeias, que, por causa do clima, têm a pele mais ressecada e por isso precisam de produtos mais hidratantes. Daí nossa necessidade de adaptar sempre — disse Délio de Oliveira, diretor-geral da Divisão Cosmética Ativa da L’Oréal.
Também foram alterados os tons de colorações da Wella — que trouxe muitos de marrons, especialmente os mais naturais, que são a preferência das brasileiras. Já a fórmula do xampu Pantene foi mexida porque as brasileiras usam muito condicionador. E, assim, foi retirada de sua fórmula parte dos ativos condicionantes.

Nos supermercados, o paladar dos brasileiros foi respeitado. O tempero Meu Frango Assado da Knorr deixa para trás algumas especiarias apreciadas pelos mexicanos, como a manjerona. Em seu lugar, entraram itens como orégano e salsa. Já o Ades de vitamina de banana precisou ter a cor amenizada para agradar aos brasileiros.
— Cada país tem sua peculiaridade de paladar, de cultura e, por isso, é preciso considerar isso antes de colocar os produtos à venda — disse Fernanda Bordin, coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento da Unilever.

Frota flex é considerada por marca de lubrificante



E houve alterações para o universo masculino também. A Procter & Gamble aprimorou o Prestobarba Gillette Mach3, depois que uma pesquisa mostrou que 40% dos homens brasileiros consideram sua pele muito ou extremamente sensível. Por isso, se buscou uma tecnologia que proporcionasse menos irritação para a pele e mais hidratação. Já, para os carros, a Mobil se rendeu à frota nacional.

— Seguimos o padrão global da ExxonMobil ao mesmo tempo em que nos adequamos às particularidades nacionais. Um exemplo disso foi o óleo lubrificante Mobil Super Flex. Em nenhum lugar do mundo, existe uma frota flex tão significativa como a do nosso país: os flex correspondem a 96% da produção de veículos leves — disse Renato Fontalva, diretor de Lubrificantes da Cosan, detentora do direito de uso da Mobil no Brasil.

O Globo

2 comentários:

O.G disse...

Gal
Ainda bem que o seu blog está publicando notícias que podem ser lidas. Chega de tanta politicagem, meu caro Gal.

17/3/12 12:08
Anônimo disse...

Falar de política em inevitável, pois ta em tudo.
E os acontecimentos precisam ser publicados.
Jogue duro Gal.
Manda ver!

17/3/12 12:23

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