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Mercadante varreu Aécio

6/16/2014

A convenção nacional do PSDB oficializou anteontem (14) a candidatura de Aécio Neves, senador e presidente do partido nas eleições de outubro.
Em discurso de 20 minutos, Aécio disse que pretende promover o “reencontro do Brasil”, defendeu o controle da inflação, o combate à corrupção, fez críticas ao atual governo e elogiou a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e disse que uma tsunami iria varrer o PT do poder. (sic).

O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, rebateu Aécio: “Metade do discurso é uma defesa do governo do passado e a outra metade é um ataque ao nosso governo. Eu, como chefe da Casa Civil, faço questão não só de defender o governo, como aprofundar essa comparação, porque, nas três últimas eleições, o povo votou para continuar avançando nas mudanças e para não ter retrocesso em relação ao passado. A essência do discurso [de Aécio] é uma proposta de reencontro com o passado. Não apresentaram propostas para o futuro do país. A candidatura não apresentou um vice-presidente e nem uma equipe”, disse Mercadante.

“O meu papel é fazer uma análise qualitativa do nosso governo, uma análise do governo tucano em comparação com os 11 anos e meio do governo do PT.  É uma orientação da presidenta que os ministros defendam o governo. Tenho certeza de que ela apoia minha iniciativa”, ressaltou o ministro.

Mercadante citou temas como inflação, geração de emprego, educação, moradia, política externa e energia e disse que os dados do governo são muito consistentes. “Houve distribuição de renda, o menor índice de desemprego da nossa história, uma forte recuperação do poder de compra da população, o maior programa habitacional que tivemos, o maior programa de ensino técnico profissionalizante com mais de 7 milhões de matrículas, o maior programa de bolsas de estudos da nossa história, o Ciência sem Fronteiras, o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] como política de acesso a universidades”, listou.

Sobre a declaração de Aécio de que "um tsunami varrerá o PT do poder", Mercadante disse que “o tsunami que tivemos foi a gestão pública de alguns governos do passado". 

O ministro avaliou que as manifestações contra os gastos da Copa do Mundo estão tranquilas. “Esses pequenos grupos que têm a violência como proposta estão isolados socialmente, sem capacidade de resposta. É legítimo reivindicar, cobrar, manifestar, mas um certo corporativismo oportunista que apareceu às vésperas da Copa e grupos que propõem o vandalismo como linguagem têm que ser combatidos não apenas pela segurança, mas principalmente pela opinião pública, que tem manifestado repúdio a esse tipo de iniciativa. Dentro do campo está vencendo quem tem melhor futebol. Fora do campo já perderam os pessimistas".

Agência Brasil

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