O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
divulgou ontem (22) o perfil dos candidatos às
eleições de outubro. Segundo o tribunal, 24,9 mil candidatos vão disputar 1.709
vagas para os cargos de deputado federal, estadual e distrital, senador,
governador e presidente da República, além de suplentes para o Senado e vices.
De acordo com o levantamento, o cargo
mais concorrido é o de deputado distrital. São 1.003 candidatos para 24 vagas,
o que representa uma concorrência de 41,79 por vaga. Deputado federal e
estadual têm concorrência de 13,19 candidatos por vaga e 15,71 candidatos por
vaga, respectivamente.
O partido que mais tem candidatos é o
PT, com 1.323, seguido pelo PSB (1.264); Psol (1.221); PMDB (1.198); PV (1092)
e PSDB (1.086). A legenda com menos candidatos é o PCO (46).
De acordo com o grau de instrução, 45%
dos candidatos (11.429) têm curso superior completo. Cerca de 30% têm ensino
médio completo, e 1% (254) apenas lê e escreve.
O número de mulheres que vão disputar
as eleições de outubro subiu em relação ao pleito de 2010, quando 5.056
registraram candidaturas (22,4 % do total). Este ano, serão 7.437
mulheres (29,81% do total de candidatos).
Com relação à faixa etária, os dados
mostram que 60% dos registros são de candidatos que têm entre 40 e 59 anos.
Três registros são de pessoas maiores de 100 anos. A maioria dos pedidos de
registros é de empresários (9,3%); advogados (5,5%); deputados (4,28%) e
vereadores (4,21%).
Os números poderão ser atualizados até
o dia da eleição, pois os pedidos de registro ainda serão julgados pelos juízes
eleitorais e novas informações devem ser recebidas pelos tribunais regionais
eleitorais. Após a decisão da Justiça Eleitoral, os candidatos estão aptos a
concorrer. Além disso, as coligações podem mudar os candidatos que escolheram.
A entrega do registro não garante a
participação do político nas eleições. Após parecer do Ministério Público
Eleitoral (MPE), os pedidos são julgados por um juiz eleitoral, que verifica se
as formalidades foram cumpridas.
Para estar apto a concorrer às eleições
de outubro e ter o registro deferido pela Justiça Eleitoral, além de não se
enquadrar na Lei da Ficha Limpa, os candidatos devem apresentar declaração de
bens, certidões criminais emitidas pela Justiça, certidão de quitação eleitoral
que comprove inexistência de débito de multas aplicadas de forma definitiva,
entre outros documentos, como previsto na Lei das Eleições (Lei 9.504/97).
O primeiro turno do pleito deste ano
será em 5 de outubro. O segundo está marcado para o dia 26, nos casos de
eleições para governador ou à Presidência da República em que o primeiro
colocado não obtiver 51% dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos.

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