Em 2015, o esquema de compra
de apoio político do PSDB de Minas Gerais completará 10 anos sem que nenhum dos
acusados tenha sido julgado; o processo contra o ex-governador Eduardo Azeredo,
desaforado para a primeira instância pelo STF, sequer tem data marcada para a
primeira audiência; enquanto isso, ex-dirigentes do PT, duramente sentenciados
com rapidez inédita e num processo sumário e midiático, já finalizam o
cumprimento de suas penas por um escândalo que ocorreu sete anos depois
Passada
quase uma década, petistas já finalizando o cumprimento de suas penas por conta
de acusações semelhantes, e os denunciados pelo chamado mensalão tucano de
Minas Gerais sequer foram julgados. O escândalo de compra de apoios à reeleição
do então governador Eduardo Azeredo (PSDB) aconteceu em 1998, mas foi
descoberto apenas em julho de 2005. De acordo com denúncia do Ministério
Público Federal, o mensalão tucano envolveu desvios de R$ 3,5 milhões de
empresas públicas de Minas, usados na campanha eleitoral.
Enquanto
isso, a Ação Penal 470, o mensalão do PT, foi julgado com rigor extremo pelo
Supremo Tribunal Federal (STF), comandado implacavelmente pelo então ministro
Joaquim Barbosa e num ambiente de espetacularização da mídia familiar.
Praticamente
todos os acusados receberam penas duríssimas, sumárias e inéditas na história
da Corte Suprema. Figuras importante do petismo e da República, a exemplo do
ex-tesoureiro Delúbio Soares, o ex-presidente da sigla José Genoíno e do
ex-ministro da Casa Civil José Dirceu cumprem suas estão em pleno cumprimento
de suas condenações já no regime semi aberto.
Em relação
ao escândalo envolvendo o tucanato, o STF não teve o mesmo rigor. A corte que
não admitiu o desmembramento do processo para envio às instâncias inferiores,
teve entendimento diferente nos caso de Azeredo. O processo do então governador
mineiro, que desde março de 2014 está pronto para ir a julgamento, deverá ser
analisado pela primeira instância da Justiça mineira. A data sequer foi marcada
ainda.
Azeredo,
numa clara manobra, renunciou ao mandato de deputado federal e perdeu o foro
privilegiado. Apesar de a renúncia ter ocorrido em março, somente no dia 4 de
dezembro a ação penal chegou à 9ª Vara Criminal, em BH, onde já tramita outro
processo, esse com oito réus.
Essa outra
ação tinha dez réus, mas a morosidade da Justiça permitiu que o crime
prescrevesse para dois deles, que completaram 70 anos. Os favorecidos foram o
ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e o tesoureiro da campanha de Azeredo,
Cláudio Mourão.
Esse
processo ainda se arrasta, e nenhum réu foi nem sequer ouvido. A última
audiência do ano não aconteceu porque os advogados dos réus não foram
notificados do depoimento com a última testemunha de defesa, justamente do réu
José Afonso Bicalho. A audiência foi remarcada para 21 de janeiro.
Há ainda um terceiro processo,
que envolve o ex-senador Clésio Andrade (PMDB). Ele também renunciou ao
mandato, o que levou o processo para a primeira instância.
Agência Brasil
Agência Brasil

0 comentários:
Postar um comentário
Os comentários serão de responsabilidade dos autores. podendo responder peço conteúdo postado!