No momento em que o Brasil se vê às voltas com fantasmas do
passado, e forças golpistas tentam derrubar um governo democraticamente eleito,
assim como ocorreu em 1964, o presidente dos Estados Unidos faz uma visita
histórica a Cuba; numa curta mensagem em seu perfil no Twitter, divulgada
pouco depois de aterrissar, no fim desta tarde, Obama escreveu em espanhol,
usando uma expressão popular para perguntar como estão os cubanos (“Que bolá
Cuba?”), e disse estar “ansioso para conhecer e ouvir diretamente o povo
cubano”.

O presidente norte-americano, Barack Obama, desembarcou no fim da
tarde de hoje (20) em Havana. Com a chegada à ilha, ele torna-se o primeiro
líder dos Estados Unidos a visitar Cuba nos últimos 88 anos, e mostrou-se ansioso
para conhecer o povo cubano.
O Air Force One, avião presidencial norte-americano, aterrissou
cerca de 16h15, horário local (17h15, em Brasília) no aeroporto Jose Martí,
nome do pai da independência da antiga colônia espanhola.
Numa curta mensagem em seu perfil no Twitter, divulgada pouco
depois de aterrissar, Obama escreveu em espanhol, usando uma expressão popular
para perguntar como estão os cubanos (“Que bolá Cuba?”), e disse estar “ansioso
para conhecer e ouvir diretamente o povo cubano”.
Barack Obama tornou-se hoje o primeiro presidente norte-americano,
depois de Calvin Coolidge em 1928, a visitar Cuba, procurando acabar com
décadas de animosidade relacionada à Guerra Fria.
Base naval americana em Guantánamo, um problema a ser resolvido
A base tem 45 milhas quadradas e está "alugada" de Cuba desde 1903, após os EUA ajudarem Cuba a ganhar independência da Espanha. Foi alugada por U$ 4.085 por ano e, de acordo com Fidel Castro os cheques, que Cuba considerava um insulto, não foram descontados desde a revolução.
Havana pede a devolução do território diversas vezes. Em 2015, o presidente Raúl Castro disse que o retorno do território "legalmente ocupado" seria "indispensável" em qualquer normalização de laços com os EUA. Os EUA nunca indicaram ter planos para fechar a base naval.
Base naval americana em Guantánamo, um problema a ser resolvido
Havana
e Washington não conseguiram um acordo sobre a base de Guantánamo, que ganhou
notoriedade após os ataques de 11 de Setembro, quando os EUA construíram ali um
centro de detenção para suspeitos de terrorismo.
A base tem 45 milhas quadradas e está "alugada" de Cuba desde 1903, após os EUA ajudarem Cuba a ganhar independência da Espanha. Foi alugada por U$ 4.085 por ano e, de acordo com Fidel Castro os cheques, que Cuba considerava um insulto, não foram descontados desde a revolução.
Havana pede a devolução do território diversas vezes. Em 2015, o presidente Raúl Castro disse que o retorno do território "legalmente ocupado" seria "indispensável" em qualquer normalização de laços com os EUA. Os EUA nunca indicaram ter planos para fechar a base naval.
Agência Brasil

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