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MULTIDÕES TOMAM AS RUAS DO BRASIL PARA PROTESTAR CONTRA JAIR BOLSONARO

5/30/2019



Iniciados na manhã desta quinta-feira 30, os atos contra os cortes na educação promovidos pelo governo de Jair Messias Bolsonaro tem crescido ao longo do dia e já acontecem em mais de 22 estados do Brasil. Por volta de 18h, mais de 104 cidades realizavam atos em defesa de uma educação pública e de qualidade.
Desde o final da tarde e início da noite, começaram as manifestações nas maiores capitais do País, São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, o protesto se concentra no Largo da Batata, zona oeste da capital, que está lotado e onde lideranças estudantis discursam, como a presidente da UNE, Mariana Dias, que lembrou que "Bolsonaro não é o rei do Brasil". Os manifestantes devem caminhar em direção à Avenida Paulista.
No Rio de Janeiro, uma multidão se reúne da Candelária desde as 15h e toma as ruas da região central ao cair da noite. Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o ato ocorreu durante a tarde.
Brasília até o momento foi uma das maiores, com milhares de estudantes, professores e técnicos de educação percorrendo a Esplanada dos Ministérios.
Mais cedo, a primeira capital do país a sair às ruas em defesa da educação foi Teresina, no Piauí. Atos contra os cortes na educação também foram registrados no interior dos estados de São Paulo, Ceará, Bahia e Pernambuco, e em diversas outras regiões. No interior do Ceará, houve protestos nas cidades de Quixadá e Limoeiro do Norte, o mesmo ocorrendo em Caruaru e Araripina, interior de Pernambuco.
Ainda pela manhã, houve atos na Bahia, na capital, Salvador, e nas cidades de Ilhéus, Planalto e Feira de Santana. Em Goiás, os estudantes fizeram manifestações nas cidades de Rio Verde, Catalão e Posse. Em São Carlos, importante polo universitário no interior de São Paulo, milhares de estudantes tomaram as ruas.
Além do corte de verbas que afeta o funcionamento de escolas, institutos federais e universidades, os manifestantes também protestam contra a proposta de "reforma" da Previdência, que pretende restringir o acesso às aposentadorias.
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Professores, estudantes e o povo em geral voltam às ruas contra o corte de verba na educação pretendido pelo governo Bolsonaro

5/29/2019



Estudantes, professores e trabalhadores ligados à educação ocuparão as ruas do Brasil, nesta quinta-feira (30), contra corte de verbas nas universidades e institutos federais, pretendidos pelo governo Jair Messias Bolsonaro. De acordo com um levantamento da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da CUT, são cerca de 150 cidades com manifestações marcadas, seja por secundaristas, universitários, pós-graduandos, professores e trabalhadores.

Apesar da força apresentada no último dia 15, quando 200 cidades pararam contra Bolsonaro, os estudantes afirmam que a educação ainda está sob ataque. "Estive na Câmara dos Deputados em uma audiência pública, na última semana, para tentar argumentar com o ministro da Educação contra os cortes, mas ele se recusa a nos ouvir. Então será pelas ruas que ele vai ter que entender. No dia 15 levamos mais de 2 milhões de pessoas para as ruas, e o próximo dia 30 tem tudo para repetir esse público", disse a presidenta da UNE, Marianna Dias.

As manifestações desta quinta-feira também colocam em pauta a" reforma" da Previdência e a greve geral, marcada pelas centrais sindicais, no dia 14 de junho. A CUT e entidades filiadas, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), aderiram à mobilização.

Na capital paulista, o ato está marcado para o Largo da Batata, zona oeste, a partir das 17h. No Rio de Janeiro, o movimento estudantil se concentrará na Candelária, centro da cidade, a partir das 15h e em Salvador na Praça do Campo Grande, a partir das 10h. Manifestações em defesa da educação também estão marcadas ao redor do mundo, como em Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Lisboa (Portugal) e Dublin (Irlanda).

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PROGRAMA "MAIS MÉDICOS" AGONIZA E ESTÁ CHEGANDO AO FIM

5/25/2019



Antes considerado um dos principais programas do Ministério da Saúde, responsável por levar atendimento médico a milhares de brasileiros que não tinham acesso a esse serviço, principalmente nas regiões mais afastadas do país, o Mais Médicos, desde a posse de Jair Bolsonaro, agoniza e se aproxima do fim.
Reportagem de Natália Cancian e João Pedro Pitombo publicada na Folha de São Paulo, neste sábado (25), mostra que "o Mais Médicos registra hoje locais com 'apagão' de profissionais e enxugamento de parte de suas vagas, processo que tende a se agravar em cidades de grande porte e em outros municípios no Sudeste, Sul e Centro-Oeste".
"A situação ocorre devido a uma decisão do governo de prorrogar e renovar vagas apenas em cidades classificadas como de perfis 4 a 8, de maior vulnerabilidade, até que haja a substituição do Mais Médicos por um novo programa. Cidades de perfis 1 a 3, como capitais, municípios em regiões metropolitanas e outras com mais de 50 mil habitantes, têm ficado de fora de editais e de vagas de reposição", conta a reportagem.
De 18.240 vagas autorizadas no Mais Médicos, 7.859 estão em cidades com esses perfis 1 a 3, apontam dados obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação.
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MILHÕES DE FAMÍLIAS BRASILEIRAS JÁ ESTÃO COZINHANDO COM LENHA E CARVÃO

5/22/2019




Um quinto das famílias brasileiras já usa lenha ou carvão para cozinhar. São 14 milhões de lares preparando alimentos dessa forma, alta de 27% ou mais 3 milhões de domicílios nos últimos dois anos. No Sudeste a expansão foi maior, de 60%. Os dados são da pesquisa Pnad Contínua, do IBGE.


O aumento do desemprego e a alta no preço do botijão de gás explicam esse salto. Entre 2016 e 2018, período contemplado pelo levantamento, o gás de cozinha acumulou alta de 24% e a taxa média de desemprego passou de 11,5% para 12,3%.



O Nordeste concentra 35% ou 4,8 milhões dos lares que fazem uso de lenha ou carvão. No Sudeste, onde o salto foi o maior entre todas as regiões, no ano passado havia 2,9 milhões de famílias preparando alimentos dessa forma.



No último mês de abril, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse e prometeu que o preço do gás de cozinha vai cair pela metade em até dois anos, dentro do plano do governo de fazer um “ choque de energia barata ”. Para isso, ele afirmou ser preciso "quebrar o monopólio” do refino do petróleo, mercado concentrado nas mãos da Petrobras, e da distribuição do combustível, entendeu leitor?
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FALTA DE REMÉDIOS E INCOMPETÊNCIA COLOCAM EM RISCO A VIDA DE MILHARES DE PESSOAS NO BRASIL

5/20/2019




De 134 drogas que são distribuídas pelo Ministério da Saúde, 25 já estão com estoques zerados. Pelo menos quatro destas são para atender trasplantados, para evitar a rejeição do órgão pelo organismo, o que pode levar à perda do órgão adquirido para o procedimento.
Para evitar a ameaça de morte a milhares de pessoas transplantadas que dependem das medicações, o Ministério Público Federal moveu uma ação alertando o Ministério da Saúde.
No dia 9 de abril de 2019, o juiz federal Paulo Cezar Duran determinou que o ministério resolva o problema.
O médico e professor adjunto de Nefrologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Edison Régio, comentou:
"Todas as pessoas quando recebem órgãos, pela diferença genética entre doador e receptor, necessitam tomar medicamentos imunossupressores, normalmente dois dias antes da cirurgia, e essa medicação se estende por toda a vida do paciente", explica Regio.
Segundo ele, qualquer órgão que é transplantado exige o uso da medicação e quando isso não ocorre num período de até 48 horas começa o risco da rejeição do órgão.
"No caso do [transplante de] rim, o paciente perde o enxerto e volta para a máquina [hemodiálise]. É terrível. No caso do coração, fígado e pulmões, o paciente morre se faltar a medicação imunossupressora".
Embora ameace a vida das pessoas, o desabastecimento não é inédito no Brasil, diz o médico que lida com transplantes de rins há 35 anos.
A falta da medicação leva à suspensão da cirurgia para quem está na fila, pronto para receber o órgão. De 80 a 90% dos pacientes que fazem transplantes realizam por meio do SUS, que também disponibiliza o medicamento via Ministério da Saúde às secretarias estaduais de Saúde.
"No momento existe de 30 mil a 40 mil pacientes com órgãos funcionando, rins, pulmões, corações, fígado, tecidos também, como córneas, ossos e pele. Existe também uma fila de 40 mil pacientes aguardando por esses órgãos", alerta.
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BRASIL BATE RECORDE HISTÓRICO EM DESEMPREGO

5/18/2019



O desemprego aumentou mais um vez no último trimestre, atingindo 12,7%, uma alta de 10,2% com relação ao trimestre encerrado em dezembro. Ao todo, 13,4 milhões de brasileiros procuraram emprego no período.

A taxa de subutilização da força de trabalho bateu recorde histórico, chegando a 25% da população economicamente ativa. Isso significa que 28,3 milhões de brasileiros não trabalharam ou trabalharam menos do que gostariam no período.

É o maior índice desde o início da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua, iniciada em 2012. Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, houve alta de 5,6%, ou 1,5 milhão de pessoas.
Os números alarmantes foram o tema do programaForum Sindical desta semana.

Com mediação do jornalista Ivan Longo, Conceição de Maria e Valdik Oliveira, do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (SindipetroNF), analisaram os motivos que levaram o Brasil a ser assombrado novamente pelo desemprego, as consquências da reforma trabalhista e do aumento da informalidade e falaram sobre a importância dos sindicatos para os trabalhadores.

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EX-PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF RESPONDE AO SEU CALUNIADOR E VAI PROCESSA-LO CRIMINALMENTE

5/16/2019





Em nota, ex-presidente Dilma Rousseff respondeu aos ataques de Jair Messias Bolsonaro e anunciou que vai processá-lo cível e criminalmente. Ela diz: "o senhor Jair Bolsonaro, imerso em seu mundo de fake news mostrou mais uma vez seu despreparo para dirigir o País e representá-lo internacionalmente. Impondo sua presença constrangedora onde não é bem-vindo, e nem sequer é convidado, este senhor que infelizmente dirige o Brasil fez, em Dallas, uma declaração mentirosa e caluniosa sobre minha história política."



Durante a resistência à ditadura — e muito menos no período democrático —, jamais participei de atos armados ou ações que tivessem ou pudessem levar à morte de quem quer que seja. A própria Justiça Militar — as auditorias, o STM e até o STF — em todos os processos que foram movidos contra mim, comprovaram tal fato. Os autos respectivos documentam isso. 


Ao contrário dos heróis e homenageados pelo senhor Bolsonaro que, durante a ditadura e depois dela, tiveram suas mãos manchadas do nosso sangue – militantes brasileiros e brasileiras – pelas torturas e assassinatos cometidos contra nós.


Minhas mãos estão limpas e foram fortalecidas, ao longo da vida, pela militância a favor da democracia, da justiça social e da soberania nacional. Foi esta luta que me levou à Presidência da República, cargo que honrei representando dignamente meu País, sem me curvar a qualquer potência estrangeira, respeitando todas as nações, da mais empobrecida à mais rica.


Se o senhor Bolsonaro quer se ocultar do "tsunami" das investigações que recaem sob seu clã, a partir da abertura dos vários sigilos, não me use como biombo, nem tampouco menospreze os cidadãos e cidadãs que foram às ruas do País em defesa de uma educação de qualidade.



Senhor Bolsonaro, as ruas estão cheias porque ao se dispor, com seu ministro desinformado, a destruir a educação, vocês estão tirando a esperança de melhores dias para milhões de estudantes já beneficiados e também os que poderiam sê-lo pela expansão e interiorização das universidades e institutos federais de educação. Oportunidades de acesso ao ensino superior que foram proporcionadas pelos nossos governos do PT em todo o País.



"Idiotas úteis" são aqueles que esquecem um ditado popular: "a mentira tem pernas curtas". O senhor Bolsonaro responderá no juízo criminal e cível por mais essa leviandade contra mim. Ele não poderá se escudar no cargo de Presidente da República e irá ser cobrado por suas mentiras, calúnias e difamações.

Dilma Rousseff


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HOSPEDADO NOS ESTADOS UNIDOS BOLSONARO XINGA OS MANIFESTANTES DE MELIANTES E IDIOTAS

5/15/2019




À frente de um governo que cultua a ignorância e pretende destruir a educação e a soberania do Brasil, Jair Messias  Bolsonaro partiu para o confronto e decidiu provocar milhões de brasileiros que saíram e estão saindo às ruas neste 15 de maio. Do Texas, onde foi receber uma premiação após ser impedido de ir a Nova York, ele xingou os estudantes brasileiros, chamando-os de de "idiotas úteis". E ainda atacou os desempregados do país, dizendo que "não têm qualquer qualificação"

Bolsonaro parece alheado do que está acontecendo no país; disse que "a maioria ali é militante", referindo-se aos milhões de manifestantes.

O que ele disse na porta do hotel onde ficará hospedado: "É natural, é natural, mas a maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil".

Enquanto isso, as ruas do país, nas capitais, cidades grandes, médias e pequenas, estão ocupadas por manifestações em defesa da Educação e em protesto contra os ataques de Bolsonaro e seu governo, especialmente o ministro Abraham Weintraub, às universidades e escolas. 

Bolsonaro chegou a dizer na rápida entrevista que os milhões de desempregados do país "não têm qualquer qualificação" atribuindo o fato ao PT. Enquanto seu governo desmonta a educação do país, resultado de uma construção de anos durante os governos Lula e Dilma, Bolsonaro tenta vender uma ficção, acusando "a garotada, com 15 anos de idade", de não saber "uma regra de três simples". No entanto, quem tem dado seguidas demonstrações de desconhecer a regra de três têm sido o ministro da Educação, em suas apresentações públicas. 

O que disse Jair Messias Bolsonaro: "Se você pega as provas, que acontecem de três em três anos, está cada vez mais ladeira abaixo. A garotada, com 15 anos de idade, na oitava série, 70% não sabe uma regra de três simples. Qual o futuro destas pessoas? Fala-se que tem muito desempregado, 14 milhões, mas parte deles não têm qualquer qualificação porque esse cuidado não teve pelo PT ao longo de 13 anos".

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PROFESSORES, ESTUDANTES E SERVIDORES DA EDUCAÇÃO PARALISAM ATIVIDADES COM MANIFESTAÇÕES CONTRA BOLSONARO



Em praticamente todo o País, professores, estudantes e servidores da educação cruzam os braços em protestos contra o projeto de desmonte da educação pública conduzido por Jair Messias Bolsonaro e Abraham Weintraub; corte de 30%, que será questionado no Congresso, visa asfixiar financeiramente as instituições públicas e abrir espaço para a privatização total do ensino. 


"Vai ser uma grande arrancada para construirmos a maior greve geral da história desse país e derrotar a proposta de reforma da Previdência do governo", afirma Douglas Izzo, presidente da CUT-SP.


A paralisação ocorre em repúdio ao corte de 30% no orçamento discricionário de 2019 para todas as universidades e institutos federais, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) há alguns dias. Segundo Douglas Izzo, o grande ato será um "esquenta" para a paralisação geral de todas as categorias convocada para 14 de junho. 



Ele acrescenta que as mobilizações evidenciam a crítica às políticas de Bolsonaro e de sua equipe ministerial. "Uma greve geral no primeiro semestre, ainda nem completando 6 meses de governo, significa que esse governo está caminhando para o lado errado", considera.


"Significa que a política do governo é uma política equivocada. A democracia é o governo do povo para o povo. Infelizmente, esse governo foi eleito pelo povo mais está fazendo política para atender a parte mais rica da sociedade. 


A parte da sociedade que detém o poder econômico. A maioria dos brasileiros já percebeu que essas políticas atacam o conjunto da população brasileira, seja nos seus direitos, seja lá na educação, seja nas política públicas", explicou o dirigente.
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Caminhoneiros ameaçam entrar em greve mais radical do que a do ano passado

5/08/2019

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SÉRGIO MORO COGITA PEDIR DEMISSÃO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

5/03/2019




O ex-juiz Sergio Moro pode pedir demissão do cargo, segundo informa site Antagonista, o mais ligado à Lava Jato. "Sergio Moro não está nada satisfeito com as recorrentes sabotagens contra sua gestão e chegou a falar com assessores sobre uma possível demissão, caso seu pacote anticrime não seja aprovado. 

Moro também não vai tolerar o esvaziamento do Ministério da Justiça, sem Coaf e Segurança Pública. O ex-juiz da Lava Jato, por enquanto, não pretende expor sua insatisfação", diz o texto da nota.

Jair Messias Bolsonaro cogita retirar o Coaf de sua alçada para agradar o Congresso Nacional. Moro também está numa posição desconfortável, por estar num governo com posições claramente fascistas, como a permissão para que fazendeiros assassinem sem-terra impunemente.

Para agravar sua situação, ontem a Associação Americana de Juristas reconheceu que Lula é um preso político.

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BOLSONARO QUER DECLARAR GUERRA À VENEZUELA CONFIANDO NOS ESTADOS UNIDOS

O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PSL), tentou impor seu alinhamento incondicional a Washington e disse, na noite passada, que será apenas sua a decisão de uma eventual declaração de guerra à Venezuela. A declaração foi mal recebida por líderes militares brasileiros.

Bolsonaro, que mais uma vez optou por mandar mensagem aos comandantes militares pelas redes sociais, afirmou que qualquer decisão sobre a Venezuela seria decidida “exclusivamente” por ele.

Embora o alvo fosse a parcela majoritária das Forças Armadas que não admite uma intervenção armada em um país vizinho, que não agrediu a soberania brasileira, o texto terminou por atingir o Congresso.

LEGISLATIVO
Entre os líderes militares há também a certeza de que as Forças Armadas brasileiras não teriam condições de sustentar os gastos bilionários de uma guerra, no momento.

Assim, os comandantes brasileiros se veriam na constrangedora situação de precisar ceder na soberania nacional para que forças estrangeiras, basicamente dos EUA, usassem o território nacional para invadir a Venezuela.

A bravata foi lida, inicialmente, como afronta direta ao Parlamento, o que gerou a resposta imediata do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que lembrou a necessidade de uma decisão desse porte ser aprovada nas duas Casas do Legislativo.

ACOLHIDA
Outro ponto que irritou os parlamentares foi a decisão de Bolsonaro de enviar R$ 224 milhões para o acolhimento de venezuelanos em Roraima.

— Brasileiros de Roraima estão passando fome. Não há dinheiro para investir em políticas públicas. Mas tem para manter venezuelanos? — questionou o deputado Jhonatan de Jesus (PRB-RR).

A situação apenas piorou, segundo o parlamentar do Estado, após Bolsonaro anunciar que sustentará um sistema de acolhida aos cidadãos do país vizinho.

— Sabendo disso, mais gente vai querer vir para o Brasil — deduz.

ENERGIA
Bolsonaro baseia sua intenção de promover uma aventura militar no norte do país na informação que lhe chegou de que existem “fissuras nas Forças Armadas da Venezuela”. Ele aposta nesta diretiva, mesmo após o líder da oposição Juan Guaidó anunciar que tinha apoio de militares para derrubar Nicolás Maduro e precisar fugir em seguida, sem nenhum suporte militar venezuelano.

Ao lado do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, Bolsonaro disse que, “se por ventura vier (a ocorrer a declaração de guerra contra a Venezuela), o que é normal acontecer, o presidente reúne o Conselho de Defesa, toma a decisão, participa o Parlamento brasileiro”.

O presidente também manifestou preocupação com o fornecimento de energia elétrica para Roraima e disse que até o dia 15 deste mês o governo deverá receber um posicionamento de comunidades indígenas em cujas terras passariam as obras de uma linha de transmissão que ligará o Estado ao sistema nacional.

“A situação é emergencial. Não podemos ficar de forma eterna com a energia de óleo diesel, porque nós aqui, o resto do Brasil, paga um pouco mais de 1 bilhão por ano para a energia de Roraima”, disse.


Correio do Brasil
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Extinção do Programa "Mais Médicos" causará mais de 100 mil mortes no Brasil

4/29/2019



Dados de duas pesquisas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em colaboração com pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, e do Imperial College, em Londres, mostram que o Brasil pode registrar 100 mil mortes consideradas evitáveis até 2030 em consequência de uma eventual paralisação do programa Mais Médicos e do congelamento dos gastos federais na atenção básica de saúde no país, com o teto de gastos.

Segundo a jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, um dos estudos analisou dados de 5.507 municípios brasileiros em uma projeção de 2017 até 2030. O levantamento não inclui os óbitos em maiores de 70 anos. "De acordo com a pesquisa, as principais causas de morte seriam em decorrência de doenças infecciosas e deficiências nutricionais", diz a jornalista. 

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BOLSONARO EVITA VIAJAR PELO NORDESTE

4/26/2019



Jair  Messias Bolsonaro teme  a região Nordeste, onde tem a sua pior avaliação, segundo pesquisa divulgada esta semana pelo Ibope. Apenas 25% avaliam a gestão como "ótima ou boa" - dez pontos percentuais abaixo da média da população brasileira e a pior avaliação entre as regiões.

Em cerca de quatro meses de governo, Bolsonaro não viajou uma vez sequer ao Nordeste.

A região é fundamental para a tramitação da reforma da Previdência na Câmara, porque muitos parlamentares da bancada nordestina demonstram "desconforto" com a matéria antipopular.

Devido a sua impopularidade Bolsonaro tem medo de viajar pelo Nordeste, mas  já esteve no Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo), no Sul (Foz do Iguaçu-PR), no Norte (Macapá-AP), e despacha diariamente no Palácio do Planalto, em Brasília, na região Centro-Oeste. Ou seja, o Nordeste é a única região brasileira que ele não foi,  até agora.

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VERBA PARA O MINHA CASA MINHA VIDA SÓ DURA ATÉ JUNHO

4/24/2019




O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, do Governo Bolsonaro,  afirmou nesta quarta-feira que os recursos para o programa habitacional Minha Casa Minha Vida vão se esgotar em junho e a continuidade dependerá de aportes.

Segundo a Agência Câmara, o ministro bolsonarista fez o comentário durante audiência conjunta na Câmara dos Deputados. "Nós só temos recursos orçamentários para seguir até outubro. Mas com o contingenciamento só chegaremos até junho. A partir de junho, se não houver ampliação do nosso limite, não teremos como executar", disse o ministro, de acordo com a agência.

Canuto afirmou durante a audiência que já houve um aporte de 800 milhões de reais para abril, maio e junho. "Foi uma liberação adicional para garantir a execução regular do programa até junho. O aporte permitirá pagar as dívidas. A partir de julho, vai depender muito desta Casa", declarou o ministro de Bolsonaro.

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GENERAL DIZ QUE NÃO HOUVE ASSASSINATO E SIM FATALIDADE

4/18/2019


Houve uma fatalidade. O pessoal tem colocado assassinato, não é", afirmou o general O general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste a jornalistas nesta quinta-feira 18; "A gente, para julgar o que aconteceu, tem que esperar as investigações"

O general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste, disse nesta quinta-feira 18 a jornalistas que o fuzilamento de militares contra o carro de uma família com mais de 80 tiros, matando o músico Evaldo Rosa dos Santos e o catador Luciano Macedo, que estava em coma e morreu hoje, não foi um assassinato. 


"Houve uma fatalidade. O pessoal tem colocado assassinato, não é", disse aos jornalistas que acompanhavam a cerimônia do Dia do Exército, no Quartel General da Força em São Paulo. "Os soldados que estavam em missão na parte da manhã tinham sido emboscados. Quem como eu já esteve em uma situação dessa, de muita tensão, muito difícil... A gente, para julgar o que aconteceu, tem que esperar as investigações", completou.

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PESQUISA DATAFOLHA: GOVERNO BOLSONARO É O PIOR DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO

4/07/2019


Três em cada dez brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, de acordo com Datafolha.


Governo Bolsonaro é marcado por polêmicas e ritmo lento na economia

Após três meses, e prestes a completar 100 dias, o governo do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) tem a pior avaliação para presidentes em início de primeiro mandato desde a redemocratização do país, em 1985, de acordo com pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada neste domingo (07).

Segundo os dados, 30% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a gestão como boa ou ótima, e 33% consideram regular. Já 4% dos entrevistado não souberam opinar.

No total, foram ouvidas 2.086 pessoas com mais de 16 anos em 130 cidades brasileiras, nos dias 2 e 3 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A expectativa de que Bolsonaro faça um bom governo também caiu. 


Antes da posse, 65% acreditavam que o presidente do PSL faria um mandato bom ou ótimo, agora são 59%. 


Já o índice de quem esperava um governo ruim ou péssimo subiu de 12%, antes da posse, para 23%. 


O número dos entrevistados que acredita que o mandato será regular se manteve estável dentro da margem de erros, de 17% para 16%.
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Queda de avião da FAB mostra que o Governo Bolsonaro se prepara para a guerra com a Venezuela

4/06/2019


A queda de uma avião de caça AMX A-1B da Força Aérea Brasileira (FAB) em uma área rural de Viamão, Rio Grande do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, nesta sexta-feira (5), aponta que as Forças Armadas estão se preparando para uma possível guerra contra a Venezuela, apesar do discurso oficial contrário a uma intervenção militar encabeçada pelos Estados Unidos.

Segundo reportagem da revista Fórum, "o aparelho participava de uma grande operação de treinamento com grande parte do efetivo da FAB, envolvendo inclusive as unidades que operam nas bases próximas à fronteira com a Venezuela, como o esquadrão de Manaus".

"A missão de treinamento inclui aeronaves radar de alerta antecipado E-99; caças supersônicos de superioridade aérea F-5M; aviões de ataque A1, como o que foi perdido no acidente; aparelhos de reconhecimento R-35, capazes de monitorar o solo mesmo abaixo da densa cobertura da selva; reabastecedores aéreos de combustível KC-130; e helicópteros H-36 Caracal, especializados em missões de busca e salvamento de tripulações de aeroplanos abatidos em território inimigo", destaca a reportagem.

"Além da Venezuela, não há nenhum outro cenário onde operações nessa envergadura sejam previsíveis na América do Sul. Pelo perfil do treinamento e pelas unidades envolvidas, a FAB não está treinando para combater a Argentina, como é tradição na força, ou, mesmo, qualquer outro vizinho do Brasil, cujas forças aéreas são mais fracas, ou desequilibradas", diz o texto.
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Dieese aponta que salário mínimo em março deveria ser de R$ 4.277,04

4/05/2019




Em março, o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 4.277,04. O valor é 4,29 vezes o salário mínimo em vigor no mês passado, de R$ 998. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) e foi divulgada hoje. O departamento divulga mensalmente uma estimativa de quanto deveria ser o salário mínimo para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, como estabelecido na Constituição: moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,  higiene, transporte e Previdência Social.

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre 18 capitais pesquisadas. Em março, o maior valor foi registrado em São Paulo (R$ 509,11). Os valores mais baixos foram observados em Salvador (R$ 382,35) e Aracaju (R$ 385,62). A diferença entre o salário mínimo real e o necessário subiu de fevereiro para março. No segundo mês do ano, o ideal era que ele fosse de R$ 4.052,65 (4,06 vezes o salário mínimo).

O salário mínimo em 2019 passou de R$ 954 para R$ 998. De acordo com decreto assinado pelo presidente Jair Messias  Bolsonaro, o valor diário do salário mínimo ficou em R$ 33,27, e o valor por hora, em R$ 4,54. O aumento do salário mínimo foi de R$ 44 (4,6%) em relação ao anterior. No entanto, o valor ficou abaixo dos R$ 1.006 aprovados pelo Congresso para o Orçamento deste ano.

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