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Do Intercept: enquanto julgava Lula, Moro disse à Lava Jato para emitir nota oficial contra “showzinho” da defesa

6/14/2019

Intercept liberou a parte 6 de sua série sobre o escândalo da Lava Jato.
Desta vez trata-se de um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o então procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima.
O ex-juiz pediu aos procuradores da Lava Jato uma nota à imprensa para rebater o que chamou de “showzinho” da defesa de Lula após o depoimento no caso do triplex do Guarujá:


Os procuradores acataram a sugestão do atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, em mais uma evidência de que Moro atuava como uma espécie de coordenador informal da acusação no processo do triplex. Em uma estratégia de defesa pública, Moro concedeu uma entrevista nesta sexta-feira ao jornal o Estado de S. Paulo onde disse que considera “absolutamente normal” que juiz e procuradores conversem.
Agora, está evidente que não se trata apenas de “contato pessoal” e “conversas”, como diz o ministro, mas de direcionamento sobre como os procuradores deveriam se comportar.
Juntamente com as extensas evidências publicadas pelo Intercept no início desta semana – em que Moro e Deltan conversam sobre a troca da ordem de fases da Lava Jato, novas operações, conselhos estratégicos e pistas informais de investigação –, esta é mais uma prova que contraria a tentativa de Moro de minimizar o tipo de relacionamento íntimo que ele teve com os promotores.

Ao contrário da defesa de Moro de que as comunicações eram banais e comuns – contendo apenas notícias e informações, mas não ajudando os promotores a elaborar estratégias (“existia às vezes situações de urgência, eventualmente você também está ali e faz um comentário de alguma coisa que não tem nada a ver com o processo”, disse ao Estadão) –, essas conversas provam que Moro estava sugerindo estratégias para que os procuradores realizassem sua campanha pública contra o próprio réu que ele estava julgando.

O episódio ocorreu em 10 de maio de 2017, quando Moro já presidia um processo criminal contra o ex-presidente no caso do “apartamentro triplex do Guarujá”. 

Eram 22h04 quando o então juiz federal pegou o celular, abriu o aplicativo Telegram e digitou uma mensagem ao Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba.
“O que achou?”, quis saber Moro. O juiz se referia ao maior momento midiático da Lava Jato até então, ocorrido naquele dia 10 de maio de 2017: o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que ele era acusado – e pelo qual seria preso – de receber como propina um apartamento triplex no Guarujá. Disponibilizado em vídeo, o embate entre o juiz e o político era o assunto do dia no país.
Seguiu-se o seguinte diálogo:
Santos Lima – 22:10 – Achei que ficou muito bom. Ele começou polarizando conosco, o que me deixou tranquilo. Ele cometeu muitas pequenas contradições e deixou de responder muita coisa, o que não é bem compreendido pela população. Você ter começado com o Triplex desmontou um pouco ele.
Moro – 22:11 – A comunicação é complicada pois a imprensa não é muito atenta a detalhes
Moro – 22:11 – E alguns esperam algo conclusivo
Além do depoimento, outro vídeo com Lula também tomava conta da internet e dos telejornais naquele mesmo dia. Depois de sair do prédio da Justiça Federal, o ex-presidente se dirigiu à Praça Santos Andrade, em Curitiba, e fez um pronunciamento diante de uma multidão.
Por 11 minutos, Lula atacou a Lava Jato, o Jornal Nacional e o então juiz Sergio Moro; disse que estava sendo “massacrado” e encerrou com uma frase que entraria para sua história judicial: “Eu estou vivo, e estou me preparando para voltar a ser candidato a presidente desse país”. Era o lançamento informal de sua candidatura às eleições de 2018.
Um minuto depois da última mensagem, Moro mandou para o procurador Santos Lima:
Moro – 22:12 – Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele
Moro – 22:13 – Por que a Defesa já fez o showzinho dela.
Santos Lima – 22:13 – Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal.
Santos Lima – 22:16 – Não estarei aqui amanhã. Mas o mais importante foi frustrar a ideia de que ele conseguiria transformar tudo em uma perseguição sua.
Moro, o juiz do caso, zombava do réu e de seus advogados enquanto fornecia instruções privadas para a Lava Jato sobre como se portar publicamente e controlar a narrativa na imprensa.
As afirmações do então magistrado que o Intercept divulga agora contradizem também o que ele dissera horas antes a Lula, naquele mesmo dia do julgamento, publicamente, ao iniciar o interrogatório do petista: que o ex-presidente seria tratado com “todo o respeito”.
“Eu queria deixar claro que, em que pesem alegações nesse sentido, da minha parte não tenho nenhuma desavença pessoal contra o senhor ex-presidente. Certo? O que vai determinar o resultado desse processo no final são as provas que vão ser colecionadas e a lei. Também vamos deixar claro que quem faz a acusação nesse processo é o Ministério Público, e não o juiz. Eu estou aqui para ouvi-lo e para proferir um julgamento ao final do processo”, disse Moro. (…)

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DEMITIDO O GENERAL SANTOS CRUZ

6/13/2019



O general Carlos Alberto dos Santos Cruz foi demitido pelo presidente capitão Jair Messias  Bolsonaro e deixará o ministério da Secretaria Geral da Presidência do governo. O militar foi comunicado de sua saída em reunião nesta quinta-feira 12, em que estavam, além do presidente, os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.
Segundo O Globo, a decisão foi atribuída a uma "falta de alinhamento político-ideológico" e embates com outros integrantes do próprio governo.
Durante sua permanência no Planalto, o militar foi alvo constante de críticas dos filhos do presidente e do ideólogo Olavo de Carvalho, alimentando um embate entre a ala militar e os olavistas.

Santos Cruz chegou a defender os militares após críticas feitas por Olavo ao grupo, em especial ao vice-presidente, Hamilton Mourão. "Não leio Olavo de Carvalho. Acho ele 1 desocupado esquizofrênico", afirmou em maio, após um tuíte de Olavo em que afirma que Santos Cruz "fofoca e difama pelas costas".
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O BRASIL VAI PARAR NESTA SEXTA-FEIRA CONTRA A POLÍTICA DESUMANA IMPLANTADA POR BOLSONARO





Bancários, professores, metalúrgicos, trabalhadores da Educação, estudantes e docentes de universidades federais e estaduais, trabalhadores da saúde, de água e esgoto, dos Correios, da Justiça Federal, químicos e rurais, portuários, agricultores familiares, motoristas, cobradores, caminhoneiros, eletricitários, urbanitários, vigilantes, servidores públicos estaduais e federais, petroleiros, enfermeiros, metroviários, motoristas de ônibus, previdenciários e moradores de ocupações por todo o Brasil.

O que toda essa gente tem em comum? O fato de que decidiram, em assembleia e como categoria, cruzar os braços e se juntar aos atos desta sexta-feira (14), na Greve Geral contra a reforma da Previdência, contra os cortes na educação e por mais empregos.

As paralisações, convocadas pelas centrais CUT, CTB, Conlutas, Força Sindical e Intersindical, com apoio das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, prometem ser o ápice da luta contra os retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Enquanto leva adiante medidas impopulares, o presidente de extrema direita vê a economia desabar diante das políticas ultraliberais de Paulo Guedes, acompanhada da deterioração de seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, após a comprovação da parcialidade do julgamento de Lula.

Como não haverá transporte público em cidades como São Paulo (SP), Porto Alegre (SP), Recife (PE), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Brasília (DF), a paralisação se estenderá a milhões de trabalhadores que não aderiram à greve. Vários estabelecimentos na região central dessas capitais confirmaram que não abrirão as portas na sexta porque, ao que tudo indica, as ruas estarão vazias.
É GREVE PORQUE É GRAVE!

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ESCÂNDALO DA VAZA JATO



“O chefe da Lava Jato não era ninguém mais, ninguém menos do que Moro. O Dallagnol, está provado, é um bobinho. É um bobinho. Quem operava a Lava Jato era o Moro”, disse o ministro do Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, à revista Época. “Eu acho, por exemplo, que, na condenação do Lula, eles anularam a condenação”.

"Mendes viu até a prática de um crime nas conversas vazadas. 'Um diz que, para levar uma pessoa para depor, eles iriam simular uma denúncia anônima. Aí o Moro diz: ‘Formaliza isso’. Isso é crime', avaliou Mendes, referindo-se a um trecho das mensagens em que Dallagnol escreveu que faria uma intimação oficial com base em notícia apócrifa, diante da negativa de uma fonte do MPF de falar", aponta ainda a reportagem. “Simular uma denúncia não é só uma falta ética, isso é crime.”


 
Agência Reuters - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, voltou a acompanhar o presidente Jair Bolsonaro em um evento público após a revelação de supostas mensagens trocadas por Moro com procuradores quando era juiz da Lava Jato, ao comparecerem juntos a jogo do Flamengo em Brasília na noite de quarta-feira.

Bolsonaro e Moro vestiram a camisa do clube carioca e foram aplaudidos pela torcida do Flamengo, que formava a imensa maioria dos presentes no estádio Mané Garrincha para o jogo do Campeonato Brasileiro. O Flamengo venceu por 2 x 0.

Na terça-feira, Moro e Bolsonaro tiveram um primeiro encontro, no Palácio da Alvorada, após a publicação de reportagens no domingo pelo site Intercept Brasil que mostraram uma suposta colaboração entre o então juiz da Lava Jato e os procuradores da operação, e depois o presidente e o ministro participaram lado a lado de uma cerimônia militar. 
O presidente e o ministro voltaram a se reunir na quarta-feira, desta vez com a presença também do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.

De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, os três discutiram as supostas mensagens trocadas entre Moro e o coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, divulgadas no domingo pelo site Intercept Brasil, assim como as investigações da PF sobre o atentado que Bolsonaro sofreu em setembro do ano passado durante a campanha eleitoral.

Ao ser indagado durante briefing à imprensa se Bolsonaro confia no ministro, o porta-voz afirmou que “todos os ministros do governo do presidente Jair Bolsonaro detêm a confiança do nosso chefe do Poder Executivo”.

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Sérgio Moro e Deltan Dallagnol mantiveram relações beirando a promiscuidade, diz a Folha de São Paulo em editorial

6/11/2019




A Folha de S. Paulo também condena, em editorial, as relações espúrias entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, chefiados por Deltan Dallagnol.

"Quem acompanha a movimentação de juízes, policiais e procuradores desde que se instalaram as mais ambiciosas e bem-sucedidas operações anticorrupção no Brasil não se surpreendeu, infelizmente, com a revelação da proximidade, às raias da promiscuidade, entre o então magistrado federal Sergio Moro e investigadores da Lava Jato", diz o texto.

"A Lava Jato tem uma obra invejável a defender. Quebrou paradigmas de impunidade em elites empresariais e políticas que se lançaram numa corrida desleal e corrupta por privilégios, poder e negócios. 

Mas, com alguma frequência, foi flagrada também a praticar heterodoxias processuais e a patrocinar invectivas que ameaçam direitos fundamentais de quem é perseguido por um braço do Estado", aponta o editorial.

"Não é forçando limites da lei que se debela a corrupção. Quando o devido processo não é estritamente seguido, só a delinquência vence."

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ATOS POR BOLSONARO FRACASSAM E PERDEM PARA MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

5/26/2019



Os atos a favor do governo Jair Messias Bolsonaro neste domingo (26) ficaram aquém das expectativas dos apoiadores do governo e foram menores do que os atos de 15 de maio, contra o contingenciamento de verbas na educação pública federal.

Segundo balanço do Portal G1 às 17h de hoje, os atos em favor de Bolsonaro somaram 122 cidades de 21 estados, mais o Distrito Federal. No dia 15, com medição também às 17h, os protestos alcançaram 162 cidades dos 26 estados do país, mais o Distrito Federal, sendo que o dia terminou com atos em 222 cidades.

Na quinta-feira (30), os estudantes estarão de volta às ruas do país e a expectativa é que a mobilização cresça em relação ao dia 15, já que o governo não sinalizou qualquer mudança no sentido aliviar os cortes orçamentários.

Uma imagem que simbolizou o fracasso do dia de protestos deste domingo foi registrada na manifestação em Curitiba. Em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), uma faixa que trazia mensagem em defesa da educação foi retirada pelos bolsonaristas.

A denúncia foi feita pelo reitor da UFPR, Ricardo Fonseca. “Neste exato momento manifestantes retiraram, com muitos aplausos, uma faixa no Prédio Histórico da UFPR em que estava escrito: “Em defesa da educação”. Inacreditável”, disse Fonseca pelo Twitter.
O ato violento dos bolsonaristas curitibanos faz parte do ambiente de obscurantismo difundido no país por Jair Messias Bolsonaro e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, em campanha contra a Universidade, com perseguições ideológicas e cortes de verbas.

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PAULO GUEDES, UM MINISTRO DE BOLSONARO




Por Paulo Moreira Leite, para o Jornalistas pela Democracia :


Examinando a possibilidade do governo ser derrotado no objetivo de arrancar 1 trilhão de reais do povo brasileiro na reforma da Previdência, Paulo Guedes  disse: "pego um avião e vou morar lá fora. Já tenho idade para me aposentar".

Embora tenha sido apresentada em tom dramático, a queda de Paulo Guedes, em qualquer momento que venha a ocorrer, só irá fazer bem ao Brasil e aos brasileiros. Na verdade, não faz sentido falar em ameaça ou chantagem - pois, indiscutivelmente, sua saída é uma das primeiras medidas necessárias para a recuperação da economia e o resgate da dignidade dos brasileiros. Pode provocar pânico e lágrimas nos salões da nova aristocracia, mas será celebrada nas ruas.  

Numa história com uma imensa galeria de gestores ruinosos, pelas responsabilidades que assumiu, pelos poderes que concentra, Paulo Guedes ocupar um lugar único e insubstituível na produção do desastre em que o país afunda, dia após dia.


Entre tantos antecessores incapazes, corrompidos e limitados, será difícil encontrar um ministro tão desastroso e incapaz de oferecer qualquer perspectiva positiva para o crescimento, a criação de empregos, o bem-estar da maioria. 


Fanático do Estado mínimo, o primitivismo sem remédio de Paulo Guedes provoca gargalhadas de desprezo por parte de estudiosos sérios - como André Lara Rezende e Pérsio Arida, pais intelectuais do Plano Real - na mesma proporção que inunda as ruas do país com massas de desempregados e miseráveis, que ao contrário do ministro, não têm condição tomar "um avião e morar lá fora". 


Tampouco poderão pensar em se aposentar, ainda que boa parte já tenha atingido a idade, caso a reforma que Paulo Guedes apresentou ao país venha a ser aprovada. 


Como um garçom que descreve as atrações de um patrimônio construído em séculos de história, pelo sangue e o suor de uma população recompensada apenas com migalhas, Paulo Guedes oferece negócios na bandeja com a certeza de que terá direito a uma polpuda recompensa no fim da noite. Não constrói, não planeja. Vende a qualquer preço. Numa imagem lamentável, mas indicativa, já disse que até o palácio presidencial, endereço ocupado pelo voto popular, será colocado a venda.   


A essência de sua visão econômica é o egoísmo desprovido de todo escrúpulo, uma forma de ver o mundo na qual explorados, desprotegidos e indefesos devem ser esmagados como insetos que não tiveram competência nem mérito para obter coisa melhor.


Seus compromissos com a democracia fazem a ponte entre Jair Bolsonaro e Augusto Pinochet. Dos 30 países que mudaram a Previdência no caminho do modelo chileno que Guedes tenta implantar no país, 18 já iniciaram a viagem de retorno, informa estudo da Organização Internacional do Trabalho. 


Cada dia que permanecer em seu posto  Paulo Guedes estará produzindo uma idéia nociva, assinando um decreto em prejuízo da maioria, preparando uma nova armadilha que o país será obrigado a desmontar no futuro. Sua meta - assumida, sincera - é nos tornar mais dependentes, mais colonizados. Construtor de um imenso país negativo, quanto mais cedo se for, melhor.

Alguma dúvida?
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BOLSONARO NEGA RECUO E DIZ QUE ESTÃO MANTIDOS OS CORTES DE VERBAS PARA EDUCAÇÃO

5/14/2019


Decisão vem na véspera de greve e protesto marcado para esta quarta (15)

O governo de Jair Messias Bolsonaro negou nesta terça-feira (14) que vá recuar de cortes no Ministério da Educação (MEC), na véspera de protestos marcados por todo o Brasil por conta do contigenciamento.

Líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (PLS-GO) disse que o presidente ligou para o ministro Abraham Weintraub para determinar que o corte fosse suspenso. O telefonema aconteceu diante de líderes partidários que estavam com o presidente no Palácio do Planalto hoje, diz o político.

"O presidente ligou para o ministro na nossa frente e pediu para rever. O ministro tentou contra-argumentar, mas não tem conversa", afirmou. O valor contigenciado não seria cortado de outra pasta, acrescentou ele ainda. 

Logo depois da notícia ser publicada, o Ministério da Educação e a Casa Civil negaram o recuo e afirmaram que os cortes estão mantidos. Além de Delegado Waldir, outros quatro líderes partidários tinham confirmado a informação.

Manifestações em universidades e escolas públicas estão agendadas para esta quarta-feira (15) em 26 estados e no Distrito Federal.
Polêmica



O bloqueio de 30% no orçamento de universidades e institutos federais foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) um dia após o ministro Abraham Weintraub ter dito ao jornal O Estado de S. Paulo que instituições de ensino seriam penalizadas com corte de verbas por "balbúrdia". A pasta esclareceu que o corte seria feito em todas as instituições federais, não só nas que tivessem casos considerados como "bagunça". 



O PDT entrou com a ação há uma semana, após o bloqueio ter sido confirmado em decreto publicado no Diário Oficial. No processo, o partido alega que o bloqueio fere artigos da Constituição que tratam do dever do Estado com a educação e da autonomia administrativa e de gestão financeira das universidades.

CORREIO DA BAHIA

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BOLSONARO ADMITE SEU DESPREPARO E DIZ QUE NÃO NASCEU PARA SER PRESIDENTE

4/06/2019



"Não nasci para ser presidente, nasci para ser militar", afirmou o presidente Jair Messias Bolsonaro durante um evento com servidores do Palácio do Planalto nesta sexta-feira (5). Ele ainda reclamou das dificuldades de ocupar o cargo.

"Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar, mas no momento estou nessa condição de presidente e, junto com vocês, nós podemos mudar o destino do Brasil. Sozinho não vou chegar a lugar nenhum", disse Bolsonaro, que usou a idade para justificar seu cansaço.

Essa não foi a única reclamação de Bolsonaro sobre o exercício da presidência. "Eu me pergunto, olho pra Deus e pergunto: Meu Deus, o que eu fiz para merecer isso? É só problema", disparou.

A declaração foi dada durante uma cerimônia de inauguração do Espaço Integridade da Ouvidoria da Presidência da República.

Ele disse que a sua eleição foi um "milagre" e lembrou do atentado que sofreu durante a campanha.

"Confesso que nunca esperava chegar na situação que me encontro. Primeiro porque sobrevivi a um atentado, um milagre. Depois, o outro milagre foi a eleição.

A gente tava contra tudo, né? Imprensa, fakenews, tempo de televisão, recuso de campanha, mas respeito quem não tenha religião, mas eu tinha do nosso lado Deus", afirmou.

Em seguida, citou mais uma vez uma passagem bíblica repetida a exaustão durante a campanha: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".
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MINISTRO DO TURISMO AMEAÇA DAR UM SOCO EM LÍDER BOLSONARISTA

3/30/2019


Ministro Marcelo Álvaro Antônio

O tempo fechou na noite da quinta-feira (28) no voo LATAM 3845, de Brasília para Belo Horizonte. Segundo testemunhas, o ministro do turismo Marcelo Álvaro Antônio bateu boca e ameaçou dar um soco em um antigo desafeto, Michel Neves Winter, uma das lideranças de apoio a Bolsonaro em Minas Gerais. Depois de ser chamado de "bosta" pelo ministro, Winter o acusou de "oportunista", lembrando das investigações da Polícia Federal e do Ministério Público sobre seu envolvimento com candidaturas laranjas.


A confusão aconteceu na área de acesso à aeronave. Segundo o relato de outros passageiros, o clima esquentou e um funcionário da companhia interveio, determinando que os dois se sentassem em áreas isoladas do avião. Houve até ameaça de chamar a PF para retirá-los do voo.

A assessoria do ministro informou que "vai registrar boletim de ocorrência sobre as ameaças que sofreu por parte de Michel Neves Winter". Para a assessoria, Marcelo Álvaro é alvo de uma "campanha difamatória" e Michel teria insinuado participação nas denúncias recentes de ex-candidatas do PSL, ao dizer que são "apenas o começo e vão até as últimas consequências".
Localizado pela coluna, Michel negou ter difamado o ministro, mas refrescado sua memória.

– Ele me abordou e me difamou, me chamando de "bosta". Ele vai ter que explicar o que quis dizer com isso. Diferentemente dele, não sou acusado de nada, não sou filiado ao partido dele, nem culpa tenho no que aconteceu. Fui líder da campanha independente do Bolsonaro em Minas. Ao me denegrir, ele ameaçou a todos bolsonarianos – afirmou.
Michel também negou fazer "campanha difamatória" contra Marcelo Álvaro.

– A raiva dele e a implicância comigo vêm desde a época da campanha, quando gravei um vídeo sobre ele, contando que achava um absurdo ele desmerecer a candidatura do Zema (governador de Minas), a única realmente comprometida com a mudança – disse.

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BOLSONARO É CARTA FORA DO BARALHO E JUNTA MILITAR ASSUME O PODER

2/20/2019


Foram pouco mais de 45 dias da experiência mais bizarra de poder na história do país. Mas acabou. O governo Jair Messias Bolsonaro, como aquele arranjo de poder vitorioso nas urnas em outubro de 2018, não existe mais. 

Começa agora a fase dois do regime que está encerrando o tempo da Constituição Cidadã de 1988. Assume o poder uma junta militar num governo já dominado por eles. São quatro generais, todos encastelados no Palácio do Planalto: Augusto Heleno, Hamilton Mourão, Carlos Alberto dos Santos Cruz e Eduardo Villas Bôas. A junta pode incorporar nos próximos dias o general Floriano Peixoto Neto, que substitui Bebianno.

Não é propriamente um golpe de Estado. Golpe houve em 2015-16. Eles já estão lá. Já ocuparam todos os postos-chave do governo. Assumem o poder deixado vago pelas figuras caricatas de Bolsonaro e seus filhos. O capitão Jair poderá continuar morando no Palácio do Alvorada e até jogar videogame em seu escritório no Planalto. Basta obedecer seus superiores, os generais.  


A junta militar assume com amplo apoio das elites civis. Os militares são vistos como, talvez , a última chance de implementação de um programa para o país que pretende alienar as riquezas nacionais e concentrar riqueza em escala nunca vista, sob o discuso da "competência", do ultraliberalismo e sob a égide do "mercado".

Bolsonaro é carta fora do baralho.

As elites já haviam concluído que com Jair Bolsonaro não vai dar pé antes das gravações com Bebianno, que desmoralizaram pai e filho de maneira irremedável. Os editoriais de O Globo e d'O Estado de S.Paulo desta terça foram definitivos: acabou. 

"Seria ingênuo acreditar que Bolsonaro, de uma hora para outra, passará a se comportar como presidente e assumirá as responsabilidades de governo", decretou o jornal paulista. 

Os Marinho,  donos da Rede Globo, fazendo jus à longa tradição golpista da família, não se fizeram de rogados: pediram uma junta militar para assumir o comando depois do desgoverno de Bolsonaro. Eles sabem o que querem.

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PODEROSO CARLOS 02, O PITBULL DE BOLSONARO

2/19/2019





Pivô da crise política que levou à queda de Gustavo Bebianno do comando da Secretaria-Geral da Presidência em menos de dois meses de governo (Leia mais no Brasil 247), o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Messias Bolsonaro e conhecido como "02", ou Pitbull, atua como uma espécie de eminência parda dentro do Palácio do Planalto. 

Além da influência por meio dos laços familiares, Carlos mantém sob seu comando um grupo de quatro assessores que atuam nas redes sociais oficiais da Presidência da República e com acesso direto às contas do presidente, bem como ao próprio Palácio do Planalto.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o núcleo montado por Carlos Bolsonaro envolve os ex-assessores Tercio Arnaud Tomaz e José Matheus Sales Gomes, que como assessores especais da Presidência recebem salários brutos de R$ 13 mil, além do primo Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Leo Índio. 

O outro aliado é Filipe Martins, que apesar de ser ligado ao deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é apontado como o quarto integrante do núcleo. A movimentação do grupo nas dependências do Planalto é intensa, tanto que que somente Leonardo já entrou no prédio 58 vezes desde a posse do governo. 

Nos últimos dias, ministros militares e civis cobraram uma atitude de Jair Messias Bolsonaro no sentido de coibir as crises geradas pelo filho por meio da internet. Também existe o temor de que o grupo colocado por ele na Secretaria Especial de Comunicação (Secom) use as redes sociais para atacar desafetos e opositores.

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BEBIANNO É DEMITIDO POR DECISÃO DE FORO ÍNTIMO

2/18/2019



Após dias de crise e troca de farpas no Twitter, o presidente Jair Messias Bolsonaro exonerou nesta segunda-feira 18 o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. É o primeiro ministro a cair em decorrência do escândalo das candidaturas laranjas de seu partido, o PSL, que durante as eleições foi presidido por Bebianno.

"Deseja sucesso em sua caminhada", disse o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, ao ler uma nota em que anunciava a exoneração. "O motivo da exoneração é uma decisão de foro íntimo do nosso presidente", disse ainda Rêgo Barros. A mesma explicação foi dada para a demora na exoneração e para a manutenção do ministro do Turismo, mais um alvo de denúncias no caso dos laranjas do PSL.

O pivô da crise, provavelmente devidamente orientado pelo presidente, foi o filho 02,  Carlos Bolsonaro, que chamou o agora ex-ministro de "mentiroso" nas redes sociais e levou o exército digital pró-Bolsonaro a defender os Bolsonaros e a "fritar" publicamente o integrante do governo.

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BEBIANNO É AMEAÇADO DE MORTE




O até agora secretário-geral da Presidência, cuja demissão foi confirmada dezenas de vezes pelo Planalto desde a última sexta-feira (15) mas não foi oficializada até o começo da tarde desta segunda-feira, executa, com o núcleo bolsonarista do governo uma espécie de balé macabro. Ameaças, ofensas, recuos, marchas e contramarchas. 
O ponto culminante deste balé, até o momento, é a revelação de que ele está sofrendo ameaças de morte do bolsonarismo mais radical. Ele aparentou no domingo recuar em suas afirmações, atemorizado, mas voltou ao ataque no começo desta segunda-feira, confrontando as ameaças. Toda a trama indica que a melhor proteção para a vida de Bebianno, no cenário de um governo de  perfil cada vez mais neofascista é contar tudo o que sabe. Fará isso? 
Bebianno já disse que Bolsonaro é louco, que Carlos Bolsonaro é incontrolável e que o cenário dos Bolsonaros é "assustador", que iria sair atirando,. Primeiro disse que "não sou moleque, e o presidente sabe e está com medo de receber algum respingo", chegando ao ponto de afirmar que "se eu cair, Bolsonaro cai junto", que devia pedir desculpas ao país por ter ajudado a eleger Bolsonaro. 
Estas Foram algumas de suas respostas aos ataques de Carlos Bolsonaro a ele depois da revelação do laranjal que floresce no PSL, partido que Bebianno presidiu até ser guindado ao governo.
Para surpresa do (ainda) secretário-geral da Presidência, Bolsonaro apoiou o filho, em vez dele, seu aliado político. A decepção e a mágoa de Bebianno foram enormes. E ele recorreu a uma imagem que combina com um regime que tem fixação em armas, para responder ao apoio de Bolsonaro aos ataques de Carlos, o 02: "Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado. É preciso ter um mínimo de consideração com quem esteve ao lado dele o tempo todo".
O contra-ataque de Bebianno não ficou sem resposta. E ela veio com a truculência típica do neofascismo bolsonarista, embalado pela retórica de ódio e guerra que marca. Iniciou-se uma campanha de desmoralização e ameaças contra o ex-queridinho de Bolsonaro que em nada ficou a dever aos ataques bolsonaristas ao PT. A partir da última sexta-feira (15), começou a circular nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais um áudio intitulado "O Verdadeiro Bebianno". Dá para imaginar o conteúdo.
Finalmente, nesta segunda-feira, a revelação de que se  chegou aonde todos sabiam que chegaria: ameaças de morte. A revelação foi feita no final da manhã pela colunista Mônica Bérgamo (aqui) e a reação de Bebianno no domingo, ao afirmar que jamais acusara Bolsonaro de "louco" soou como recuo de alguém intimidado. No entanto, no começo da tarde, ele afrontou as ameaças, disse que as devolverá "em triplo", e que "Não tenho medo de briga" (aqui).

Toda a trama-dança entre Bebianno e os Bolsonaros tem um tom de novela mexicana, farsesco, meio bufão. Mas na escalada que as coisas vão e a julgar pelos antecedentes em regimes similares ao novo regime brasileiro, a melhor defesa do quase ex-ministro à sua vida talvez seja mesmo contar o que sabe de uma vez. 

Brasil 247

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JÁ É MANHÃ DE SEGUNDA-FEIRA E BEBIANNO AINDA NÃO FOI DEMITIDO



A edição regular do Diário Oficial da União (DOU) já está no ar e não traz a exoneração de Gustavo Bebianno do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, como era esperado. No Diário desta segunda-feira (18/2), Bebianno ainda é formalmente ministro. O documento formaliza atos assinados por ele na sexta (15), dentre eles uma portaria sobre atribuições de assessores especiais da pasta.
Conforme a reportagem antecipou no sábado (16), o presidente Jair Messias Bolsonaro já estava com o ato de demissão do ministro assinado. O próprio ministro também já havia dito que tinha recebido sinalizações de que sua dispensa sairia no Diário Oficial desta segunda. No entanto, o ato não veio publicado ainda, mas pode sair em edição extra ao longo do dia.
A não formalização da demissão, pelo menos por ora, indica que o governo ainda está tratando do assunto. No fim de semana, o presidente Bolsonaro e auxiliares, como o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tiveram reuniões para encontrar uma forma “honrosa” de demitir Bebianno, o que também poderia ter sido feito ainda no fim de semana em edição extra do Diário Oficial, se o governo quisesse.

Nos últimos dias, políticos e militares tentaram interceder a favor de Bebianno, mas o presidente estava irredutível e, segundo apurou a reportagem, deverá nomear um general para o lugar do ministro. O general Floriano Peixoto deve ficar à frente da Secretaria, ao menos interinamente – ele é o secretário executivo da pasta. Com isso, Peixoto seria o oitavo militar a ocupar o primeiro escalão do governo, o que tornaria a Casa Civil a única pasta palaciana sob a liderança de um civil.

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JAIR É DOIDO, UM PERIGO PARA O BRASIL, DIZ BEBIANNO

2/17/2019








O PROBLEMA NÃO É O PIMPOLHO. O JAIR É O PROBLEMA

De acordo com a coluna de Lauro Jardim deste domingo (17), no Globo, Gustavo Bebianno não joga toda a culpa de sua demissão na conta do número 02, Carlos Bolsonaro.

Bebianno disse, segundo um interlocutor, que "o problema não é o pimpolho. O Jair é o problema. Ele usa o Carlos  como instrumento. É assustador."

O mesmo interlocutor falou que Bebianno perdeu a confiança no então chefe na sexta-feira (15), dia em foi anunciada a sua demissão no SBT. "Perdi a confiança no Jair".
"Tenho vergonha de ter acreditado nele. É uma pessoa louca, um perigo para o Brasil", disse o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

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BEBIANNO MANDA RECADO A BOLSONARO: DESLEAL E PARANOICO

2/16/2019





O coordenador da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, que está deixando a Secretaria de Governo, mandou um recado claro ao chefe. "Uma pessoa leal, sempre será leal. Já o desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça", postou Bebianno, que está sendo demitido, com apenas 45 dias de administração. "A lealdade é um gesto bonito das boas amizades. Só consegue ser amigo quem aprende a ser leal", apontou ainda em suas redes sociais.

O texto é atribuído ao escritor brasileiro Edgard Abbehusen e foi publicado por Bebianno no Instagram, segundo aponta reportagem do portal Uol. "Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade. É ela quem conduz os passos das pessoas que jamais irão se perder do caminho", aponta ainda o texto. 

Bebianno chefiava interinamente o PSL quando da campanha eleitoral de 2018, sobre a qual recaem denúncias de uso de candidatos laranjas.
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