Os analistas apontam que há quase uma geração os brasileiros não viam o país crescer tanto quanto em 2010. Para quem tem menos de 24 anos, esta será a primeira vez que testemunharão um crescimento brasileiro superior a 7% ao ano.
Segundo dados do IBGE, até setembro o país cresceu 8,4%. A projeção do Banco Central é que o PIB encerre o ano com incremento de 7,3%, o maior desde 1986. Muito desse avanço "chinês" é explicado por um efeito estatístico - o bom resultado de 2010 é comparado ao desempenho fraco do ano passado, quando a crise atingiu a economia brasileira.
Neste ano, o nível de desemprego atingiu o patamar mais baixo da história recente, a renda per capita cresceu, as famílias compraram mais e o mercado interno ficou mais robusto em razão do ingresso desses novos consumidores. O economista Rudinei Toneto Jr., professor da USP, afirma que, enquanto na década de 1970 e ao longo do processo de industrialização brasileira, o avanço do PIB se dava com aumento dos desequilíbrios macroeconômicos, agora a estabilização foi o fator determinante para a retomada do crescimento.
Toneto ressalta que, com o forte aumento dos investimentos, o Brasil já vinha apresentando trajetória de crescimento elevada desde 2007. Entretanto, o processo foi interrompido pela crise. "A retomada dos investimentos até 2007 ocorreu de modo diferente de outros períodos de expansão do PIB, que se concentraram no consumo ou nas exportações e resultavam nos chamados 'voos da galinha', em que a demanda se ampliava sem a ampliação da capacidade produtiva."
Segundo dados do IBGE, até setembro o país cresceu 8,4%. A projeção do Banco Central é que o PIB encerre o ano com incremento de 7,3%, o maior desde 1986. Muito desse avanço "chinês" é explicado por um efeito estatístico - o bom resultado de 2010 é comparado ao desempenho fraco do ano passado, quando a crise atingiu a economia brasileira.
Neste ano, o nível de desemprego atingiu o patamar mais baixo da história recente, a renda per capita cresceu, as famílias compraram mais e o mercado interno ficou mais robusto em razão do ingresso desses novos consumidores. O economista Rudinei Toneto Jr., professor da USP, afirma que, enquanto na década de 1970 e ao longo do processo de industrialização brasileira, o avanço do PIB se dava com aumento dos desequilíbrios macroeconômicos, agora a estabilização foi o fator determinante para a retomada do crescimento.
Toneto ressalta que, com o forte aumento dos investimentos, o Brasil já vinha apresentando trajetória de crescimento elevada desde 2007. Entretanto, o processo foi interrompido pela crise. "A retomada dos investimentos até 2007 ocorreu de modo diferente de outros períodos de expansão do PIB, que se concentraram no consumo ou nas exportações e resultavam nos chamados 'voos da galinha', em que a demanda se ampliava sem a ampliação da capacidade produtiva."
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