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Na Bahia, oposição junta os cacos.

3/30/2011

Depois da devastação que sofreu nas eleições e com as adesões ao governo no período pós-eleitoral, a oposição que restou começa a tentar juntar os cacos na Bahia. Afinal, a vida continua, a política também. Mas os cacos são poucos.

Ontem, no restaurante da Assembleia Legislativa, reuniram-se o deputado federal e presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, o líder do Democratas na Câmara dos Deputados, ACM Neto, e a bancada de oposição na Assembleia Legislativa. O motivo da reunião foi a articulação das cúpulas com a bancada oposicionista na Assembleia.

Mas, a comprovar que são poucos os cacos a juntar, estiveram presentes apenas nove deputados estaduais – Luciano Simões, Leur Lomanto Neto e Pedro Tavares, do PMDB, Tom Araújo, Herbert Barbosa e Paulo Azi, do DEM, e Sandro Régis, Elmar Nascimento e Reinaldo Braga, do PR, e Augusto Castro, do PSDB. Ao todo, 11.
 
Não estiveram presentes, porque estão com um pé na base governista e o outro também, Gildásio Penedo, do DEM, Temóteo Brito, Alan Sanches e Ivana Bastos, do PMDB. Os quatro deverão oportunamente ingressar no PSD, partido a ser fundado e liderado na Bahia pelo vice-governador Otto Alencar.

O democrata Rogério Andrade, que se acreditava que permaneceria em sua atual legenda, não compareceu ao almoço. O presidente do DEM, ex-governador Paulo Souto, não compareceu. Ele parece não estar muito ligado no dia a dia da política baiana.

Sabe-se também que para o novo partido, o PSD, invenção do prefeito paulistano Gilberto Kassab e do vice-governador paulista Afif Domingos, vai, entre muitos outros, o prefeito democrata de Feira de Santana, Tarcísio Pimenta. Com isso, abre-se um leque de três prováveis candidatos a prefeito de Feira de Santana: Tarcísio Pimenta, pelo PSD, o petista Zé Neto, atual líder do governo na Assembleia Legislativa e que já disputou a prefeitura local na eleição de 2008, e o ex-prefeito democrata José Reinaldo, que tem grande popularidade no município. Assim, configurada, deverá ser uma grande e bela batalha no segundo maior colégio eleitoral da Bahia, provavelmente travada em dois turnos.

Mas, voltando ao cenário da oposição baiana, não foi somente no restaurante da Assembleia Legislativa que houve reunião. A direção estadual do PMDB reuniu-se na manhã de ontem para discutir e fixar estratégias para as eleições municipais do ano que vem. O ex-ministro Geddel Vieira Lima esteve presente.

A estratégia principal é a de ter de preparar candidaturas próprias a prefeito e vice no maior número possível de municípios, como recomendado pelo diretório nacional – e com especial ênfase nos principais colégios eleitorais baianos. Realizar debates junto às bases e agregar lideranças nos municípios em que o PMDB teve desempenho inferior ao esperado é outra medida acertada.

Um ponto destacado no encontro da bancada oposicionista com Imbassahy e ACM Neto na Assembleia foi a sucessão em Salvador. Um dos possíveis candidatos oposicionistas, o deputado ACM Neto afirmou que, unidas, as oposições são “imbatíveis” em Salvador, baseando sua afirmativa nas pesquisas eleitorais que diversos partidos já começaram a encomendar a respeito. Os “rumores” são de que ACM Neto lidera amplamente essas pesquisas. (Ivan de Carvalho, Tribuna da Bahia)

3 comentários:

Jornalista em Ssa disse...

A oposição ao governo do estado ainda tá tonta da porrada que recebeu na última eleição.
E vai ser difícil juntar alguma coisa, deputados procurando sombra, lider da oposição sem fazer oposição querendo espaço, o povo vai acreditar onde que eles lutam pela sociedade.
Estão querendo só o poder que perderam, nem que seja do lado de Wagner não é deputado?
Quem viu a entrevista do braga no A Tarde percebeu como o deputado não responde nada, só enrrola pra não se comprometer, doido por uma boquinha no governo e até já vislumbra uma possível candidatura de Otto e comecou a puxar o saco.

30/3/11 09:18
Anônimo disse...

Isso meus amigos é democracia. É o direito de ir e vir a que todos têm. Assim como o incorruptível PT pode se juntar a diversos partidos para se manter no poder, a oposição baiana junto o PMDB com o PSDB.

30/3/11 10:48
Antony disse...

Colcha de retalhos, nada mais que isso, é como vejo o sistema partidário pós era LULA.
Ademais, a oposiçao ( que mais parece situação) nao tem representatividade e nem uma figura que faça frente ( e oposiçao) ao atual governo do "mickey olhos azuis".

COmo o nosso eleitor é alheio a tudo e assiste o governo fazer o que bem entende, fico a imaginar por quanto tempo suportaremos as picuinhas, imoralidades e infidelidades desses que se autodenominam nossos representantes.

O PT aprendeu bem a se sustentar no poder, ainda que a custa de seu passado de luta pela ética e moralidade, ainda que cuspindo no seu legado de luta contra os seus agora "aliados". O seu projeto ( parecidíssimo com o do antigo PFL ) é de se perpetuar no poder,e, pelo andar da vontade do povo, vai conseguir.

30/3/11 14:13

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