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Agricultores do Velho Chico recebem primeira parcela do Brasil Sem Miséria

3/07/2012

A primeira parcela dos recursos financeiros do Plano Brasil sem Miséria, do governo federal, já foi disponibilizada aos agricultores familiares em estado de extrema pobreza dos municípios de Matina e Riacho de Santana, Território Velho Chico, no sertão baiano. O recurso, não reembolsável, visa garantir a segurança alimentar e a comercialização de produtos produzidos pelos agricultores beneficiários, a partir de um trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), que, nestes municípios, é de responsabilidade da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri).

“Por intermédio dos nossos técnicos são identificadas as carências dos agricultores e seus potenciais, com o objetivo de desenvolver projetos destinados à aplicação dos recursos, de forma a gerar alimentos e renda para a manutenção da família”, explicou a gerente Regional de Bom Jesus da Lapa, Ivani Pereira Santos.

Nesse primeiro momento foram contemplados, em média, 20 famílias de cada município, que, de acordo com o estipulado pelo plano, receberão um benefício no valor total de R$ 2,4 mil, divididos em três parcelas, sendo a primeira de R$ 1 mil e as demais de R$ 700, cada, pagas a cada seis meses, a partir da primeira parcela.

O Brasil sem Miséria alcança agricultores familiares que vivem em situação de extrema pobreza, com renda de até R$ 70, por componente familiar, e que já recebam Bolsa Família. Esta ação é dos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Secom

2 comentários:

Anônimo disse...

Noticia boa!!!

7/3/12 11:15
Anônimo disse...

Xique-Xique possui mais de 20 associações entre áreas de CDA (de responsabilidade do governo do estado) e INCRA (governo federal). Façamos um cálculo rápido e consideremos que em cada associação existam cerca de 30 famílias, isso totaliza cerca de 600 famílias em nosso município, que teoricamente vivem em situação de extrema pobreza (todos são beneficiários de programas assistenciais do governo federal). Atender apenas 20 famílias é muito pouco!!! Embora seja inegável a importância do benefício, ele certamente não resolverá muita coisa. Há necessidade de se criar mecanismos eficientes para distribuição destes recursos não apenas na fase de distribuição, mas também na fase de acompanhamento/aplicação dos mesmos. A EBDA não tem condições de atender a esta demanda (empresa totalmente sucateada, faltam funcionários... etc, etc). Fico me perguntando o que virá depois... Mais e mais assistencialismo?

7/3/12 16:04

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