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Dramas de poder político

4/22/2014


O mundo todo comemora hoje, 22 de abril, os 450 anos de nascimento de William Shakespeare (1564-1616), considerado, veja só, depois de Jesus, Napoleão e Maomé, a quarta pessoa mais importante da História, segundo o livro “Who’s bigger? Where historical figures really rank”, de Steven Skiena e Charles Ward.

Muita gente não sabe direito quem foi esse inglês, mas tropeça com ele ao repetir frases como “nem tudo que reluz é ouro” ou “o que não tem remédio, remediado está”.

Para um cidadão pouco afeito à leitura de clássicos, o bom de ler Shakespeare é não  ficar pensando: “Eu vou ler um clássico!”. Não. Seus textos são de fácil compreensão e é acessível, exageros à parte,  até para crianças. É um prazer ler as peças de Shakespeare porque  falam sempre de comportamentos humanos que nos interessam.

Assim, "enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança."

Os seus enredos dramatúrgicos são atualíssimos. Costumamos dizer que o segredo de Shakespeare é ter ele passado a vida tendo um grande caso de amor com a Humanidade. Ele escreve sobre o que o ser humano tem de bom, de mau, de certo, de errado, de interessante, de brilhante e até mesmo de chato. Para ele, o ser humano é fascinante, e, por isso, tudo o que escreve continua a ser enriquecedor e, no melhor sentido da palavra, divertido para todos nós.
Que tal ler “Júlio César” sobre a luta política pelo poder, ou “Romeu e Julieta” sobre o conflito entre duas famílias.

Entendemos que das melhores obras, para se iniciar no universo de Shakespeare,  são recomendáveis “Júlio César”, “O mercador de Veneza” e “Henrique V”.  São obras muito concisas e claras, e nelas se pode encontrar a beleza com que o imortal dramaturgo compõe o enredo e cria seus personagens. Uma coisa é certa: quanto mais se lê William Shakespeare mais se aprecia os seus personagens.

Eis uma frase de Shakespeare que algum turista xiquexiquense em Londres e  versado no idioma inglês, deve ter lido na parede pichada da Oxford Circus Station: “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à  ponta da espada.” (Tradução).
É algo parecido ao que disse nosso querido poeta Vinicius de Moraes: “É melhor ser alegre que ser triste.”

Mas aí é outra história.


Fonte: Guia da dramaturgia 

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