O governo brasileiro fez todos os esforços para salvar o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado à pena de morte, afirmou nessa sexta-feira 16 Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais. Segundo ele, a reação do governo da Indonésia pode afetar a relação com o Brasil.
Preso em agosto de 2003 após tentar entrar na Indonésia, pelo aeroporto da capital, Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína, o brasileiro será fuzilado neste sábado 17, à 15 horas de Brasília. A principal promessa de início de mandato do presidente recém-eleito no país, Joko Widodo, foi a tolerância zero com os traficantes.
Widodo já havia negado clemência ao brasileiro em dezembro. Nesta manhã, ele recebeu um telefonema da presidente Dilma Rousseff, que apelou pessoalmente pelos brasileiros Marco e Rodrigo Muxfeldt Gularte, que também foi condenados à morte pela Justiça da Indonésia.
O gesto não surtiu efeito. O presidente Widodo disse que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e que foi garantido o devido processo legal aos brasileiros.
"Nós fizemos um movimento muito forte há cerca de dez dias quando se evidenciou que era iminente a execução de um dos presos. Para nós foi extremamente frustrante porque o presidente Widodo persistiu na posição de levar adiante a execução do Marco Archer", disse hoje Marco Aurélio Garcia.
"Então evidentemente isso vai criar uma dificuldade grande no relacionamento entre Indonésia e o Brasil porque nos parece que, respeitando a legislação daquele país, de qualquer maneira está se utilizando uma pena extremamente pesada para um crime grave, mas que poderia perfeitamente ser resolvido de outra forma", acrescentou o assessor.
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