O advogado e
deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) explica, didaticamente, em artigo na
Folha neste sábado 12, por que o processo de impeachment contra a presidente
Dilma Rousseff "é um golpe disfarçado".
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| Alguns dos chefetes do golpe |
"Ao contrário
do que dizem, o impeachment não é um processo estritamente político. É também
e, sobretudo, um julgamento jurídico. Dizer simplesmente que é uma 'questão
política' significa rebaixá-lo a um jogo de vale-tudo, onde o Congresso poderia
julgar contra a Constituição", destaca.
O ex-presidente da
OAB-RJ lembra que no regime de governo presidencialista, como é o nosso, o
presidente "só pode ser destituído do cargo pela prática direta e dolosa
de ato tipificado na lei como crime de responsabilidade. Ou crime comum, o que
não vem ao caso."
"E isso nos
leva à outra conclusão: alguns sustentam que, como o impeachment está previsto
na Constituição, não é o caso de golpe. Ledo engano. Se inexistir a prática de
uma das hipóteses de crime de responsabilidade previstas na Constituição, é
golpe sim", afirma ele.
Ele sustenta ainda
que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), "violou o devido
processo legal" ao usurpar competência do plenário ao admitir o pedido; ao
violar o contraditório e a ampla defesa ao não ouvir a defesa da presidente
Dilma; e ao ter praticado o ato "em desvio de finalidade, já que o fez por
retaliação."
E destaca para o
fato de que "as pedaladas fiscais", argumento utilizado para a
deposição de Dilma, "é improcedente".
Leia aqui a íntegra.

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