De acordo com o jornal
da família Marinho, que também sinaliza apoio ao impeachment, os quatro
principais generais da tropa do vice-presidente seriam Eliseu Padilha, Moreira
Franco, Geddel Vieira Lima e Romero Jucá; para Geddel, classificado como o "homem-bomba"
do grupo, Temer não precisa se mover agora; "Tem que deixar as ondas
baterem nas pedras para ver a espuma que fará, como as ruas vão se manifestar,
como as forças no Congresso vão se aglutinar", afirmou; no entanto, o vice
de Dilma Rousseff Temer já selou acordos com as principais lideranças do PSDB,
como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin; ontem, Dilma disse ter
"total confiança" no vice, mas Temer tem se negado a oferecer
lealdade e tem falado em novo governo; a seu favor, Dilma tem contado por apoio
de líderes do PMDB do Rio, como Luiz Fernando Pezão, Eduardo Paes e Leonardo
Picciani
Reportagem de capa do jornal O Globo deste domingo,
6, confirma que o vice-presidente Michel Temer já montou sua equipe para
trabalhar em prol da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no
Congresso Nacional.
O QG do golpe é formado pelo presidente da Fundação
Ulysses Guimarães e ex-ministro de Dilma, Moreira Franco; pelo recém saído da
Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, pelo senador Romero Jucá (RR) e
pelo ex-ministro de Integração Nacional do governo Lula Gedel Vieira Lima (BA).
Perguntado se Temer vai segurar o grupo para não
trabalhar pelo impeachment, Geddel disse que Temer não tem como segurar o
movimento em torno dele. "Temer não precisa se mover agora. Tem que deixar
as ondas baterem nas pedras para ver a espuma que fará, como as ruas vão se
manifestar, como as forças no Congresso vão se aglutinar", afirmou.
Já Eliseu Padilha, expert em planilha e controle de
votos desde a Constituinte, começa a trabalhar a partir de amanhã no gabinete
da presidência do PMDB, que fica na Câmara dos Deputados.
Outro membro atuante do grupo do vice-presidente é
o ex-governador e ex-ministro Moreira Franco, autor do documento intitulado
"Ponte para o Futuro", o plano de governo de uma eventual gestão
Temer. "O impeachment está posto e certamente será uma grande contribuição
para que possamos recuperar 2015, um ano que se perdeu na queda de braço entre
a presidente Dilma e Eduardo Cunha, e de retomarmos o esforço de criar
condições para que possamos sair da maior crise econômica da História",
afirmou Moreira.
Apesar das articulações golpistas
autorizadas pelo vice-presidente, a presidente Dilma Rousseff também se
articula para aglutinar forças políticas suficientes para arquivar o processo
de impeachment. Para isso conta com uma ala importante do PMDB, a do Rio de
Janeiro, que tem o maior número de membros da bancada do partido na Câmara (leia mais).
Leia aqui a reportagem do
Globo.

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