Lula
na condição de ministro as investigações sobre ele ganham um novo elemento: o
ex-presidente contaria com o chamado "foro privilegiado".
No
cenário atual essas investigações seriam tratadas na 13ª Vara Federal de Curitiba
onde atua o juiz Sérgio Moro – a denúncia feita na semana passada pelo três
promotores Ministério Público de São Paulo, que gerou muita polêmica, foi
encaminhada na segunda-feira passada para Curitiba pela juíza Maria Priscilla
Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo.
Mas,
com a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil, tanto a investigação quanto o
julgamento do ex-presidente passam para a última instância, qual seja o Supremo Tribunal Federal. ( Não há mais recurso, nessa hipótese.)
Isso
porque, como ministro, Lula passa a ter foro privilegiado. Tudo o que os três
promotores de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo já apurou é
aproveitado para a decisão, mas os autos da investigação serão remetidos à Procuradoria da República. O
julgamento será feito pelo Supremo Tribunal Federal e não mais pelo juiz
Sérgio Moro.
O que é foro privilegiado?
A
lei brasileira entende que há pessoas que exercem cargos e funções de especial
relevância para o Estado e, em atenção a eles, é necessário que sejam
processados por órgãos superiores, de instância mais elevada. Isso porque
órgãos superiores teriam maior independência para julgar altas autoridades dos
três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
No
caso do presidente da República, dos secretários de governo e dos ministros,
por exemplo, o órgão responsável é o Supremo Tribunal Federal, o mais alto do
Judiciário.
Se o caso for direto a julgamento em última instância, isso fará com que o processo para uma eventual condenação ou absolvição seja mais curto. Se Lula fosse julgado na Vara de Curitiba – e se houvesse uma eventual condenação - ele poderia recorrer em mais duas instâncias, até que o STF desse a decisão definitiva.
Se o caso for direto a julgamento em última instância, isso fará com que o processo para uma eventual condenação ou absolvição seja mais curto. Se Lula fosse julgado na Vara de Curitiba – e se houvesse uma eventual condenação - ele poderia recorrer em mais duas instâncias, até que o STF desse a decisão definitiva.
Judicialmente, o foro privilegiado seria pior para o ex-presidente, porque
depois da decisão do STF não há como apelar para outra instância porque
já seria julgado direto na última instância.


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