O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
será responsável pela coordenação de um plano de reanimação nacional quando
assumir o comando de um ministério no governo da presidente Dilma Rousseff, segundo informações
do jornal Valor Econômico.
Com o plano, o governo pretende evitar o
aprofundamento da recessão e a eliminação de mais empregos. De acordo com uma
fonte, a adoção do plano não refletirá em uma “guinada à esquerda”, já que o
governo continuará comprometido com as diretrizes fiscais estabelecidas por
Nelson Barbosa, ministro da Fazenda. “Não se vai dar um cavalo de pau na
economia”.
Além disso, o “Plano Lula” deve excluir a reforma da Previdência Social proposta por Barbosa. O governo chegou a anunciar que enviaria a proposta para o Congresso em abril, mas ela continuará sendo debatida no âmbito do Fórum da Previdência.
Também deve ser estabelecida uma ampliação de
crédito para a construção civil, além da destinação de mais recursos ao
programa Minha Casa Minha Vida e ao Programa de Aceleração do Crescimento. Será a
utilização de mais verbas públicas para investimentos.
Segundo a publicação, Dilma não quer forçar o corte da taxa básica de juros e não está de acordo com Lula e o PT sobre o uso de reservas cambiais para promover o investimento. "Os juros cairão quando houver espaço para isso, dependendo da avaliação do BC (Banco Central)".
Desafios para Barbosa
O ingresso de Lula no governo Dilma/ pode afetar o
projeto de Barbosa, já que o ex-presidente é contrário à reforma da
previdência defendida pelo ministro da Fazenda. Mesmo com as diferenças, o
ministro deve permanecer à frente da Fazenda. Lula, porém, não esconde que
gostaria de ter no comando do "plano de reanimação nacional" alguém
com credibilidade no mercado. "Na cabeça do ex-presidente, o nome mais
adequado para o cargo é o do Henrique Meirelles".

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