Numa de suas primeiras missões internacionais, no
Uruguai, o chanceler interino José Serra causou mal-estar ao pedir que os
uruguaios não passem a presidência temporária do Mercosul à Venezuela, como
preveem as regras do bloco; Serra levou a tiracolo o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso e ambos pediram ao presidente Tabaré Vazquez que não ceda o
posto a Nicolás Maduro; o pedido, no entanto, foi negado; “Existe uma
posição do Uruguai que compreendemos, que se tem de respeitar as regras”,
admitiu FHC; Serra pretendia aplicar a cláusula democrática à Venezuela, quando
o próprio Brasil vem sendo contestado pela Unasul por ter levado adiante um
golpe parlamentar contra a presidente eleita Dilma Rousseff
O chanceler interino José Serra fracassou numa de suas primeiras missões
internacionais, mesmo tendo levado a tiracolo o ex-presidente Fernando Henrique
Cardoso.
Ambos foram ao Uruguai com o intento de convencer o presidente do
Uruguai, Tabaré Vazquez, a não passar a presidência interina do Mercosul à
Venezuela no próximo dia 12, como preveem as regras do bloco.
O pedido, no entanto, causou mal-estar diplomático e foi rechaçado pelos
uruguaios. “Existe uma posição do Uruguai que compreendemos, que se tem de
respeitar as regras”, admitiu FHC. Em seguida, ele relativizou a posição
brasileira. “Não estamos pedindo para não respeitar as regras, mas que se
possa discutir, mais adiante, se a Venezuela fez a lição de casa para ingressar
no Mercosul”, declarou o ex-presidente.
Curiosamente, Serra pretendia aplicar a cláusula democrática à
Venezuela, quando o próprio Brasil vem sendo contestado dentro da própria
Unasul por ter levado adiante um golpe parlamentar contra a presidente eleita
Dilma Rousseff.
Reação imediata
Essa
contradição provocou reações imediatas da Venezuela. Em sua conta no Twitter, a
chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, escreveu: “A República Bolivariana da
Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de facto do
Brasil.”
Brasil247
Ela insistiu que há no Brasil um golpe de Estado “que vulnera a vontade
de milhões de cidadãos que votaram na presidenta Dilma (Rousseff)”, e atacou:
“O chanceler de facto José Serra se soma à conspiração da direita internacional
contra Venezuela e vulnera princípios básicos que regem as relações
internacionais”.
Leia mais
na reportagem de Lu Aiko Otta.
Brasil247
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