O governador
Rui Costa retornou a Brasília para levar suas considerações sobre a vida de um
dos rios mais importantes do País, o São Francisco. A explanação aconteceu
durante o evento ‘Diálogo Público: Revitalização do São Francisco’, promovido
pelo Tribunal de Contas da União (TCU), nesta quinta-feira (11/08/2016), na
sede do órgão.
“Ou
construímos uma governança que envolva poder público, sociedade civil,
produtores, proprietários de terra, ou vamos viver dos ‘soluços’ de
investimentos federais que, por mais importantes que sejam, não asseguram de
fato a preservação das águas do Velho Chico, condenando-o a um fim rápido”,
afirmou o governador da Bahia.
Além do
alerta, Rui apontou caminhos. De acordo com ele, a principal ideia é que parte
do lucro que os usos da água proporcionam seja devolvida ao rio em ações de
revitalização e manutenção. “Quando se fala em recuperação, é preciso garantir
uma ação transversal. Precisamos desassorear o rio e prevenir para que não
volte a ser assoreado”.
Outra
sugestão é estruturar um novo marco legal que torne a bacia hidrográfica do
Velho Chico sustentável, o que depende do poder Legislativo nacional. Rui disse
ainda que não basta fiscalizar. “Este não pode ser o motor e modelo do
desenvolvimento. Que possamos pactuar um modelo de governança para o São
Francisco”.
Cobrança do
uso da água
O governador
também propôs que seja instituída rapidamente a cobrança do uso da água. “Não
pode ser punição”, enfatizou ao exemplificar que se a água será para gerar
energia, parte dos recursos oriundos do lucro deve garantir a revitalização do
rio.
Ao sugerir
mais educação ambiental, o governador comentou sobre a produção de mudas de
árvores nas escolas públicas do estado para enraizar o conceito de preservação
do rio, e que o Ministério da Educação fizesse medidas nesse sentido, a exemplo
de cartilhas e vídeos. O trabalho conjunto também fez parte da explanação do
gestor baiano. Para o governador, as parcerias permitem ações mais rápidas, a
um custo menor e de forma mais eficiente.
O Velho Chico
percorre os estados de Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, e Sergipe. As
águas cortam 2.700 quilômetros do território brasileiro e são fonte para a
economia e o desenvolvimento, principalmente no semiárido nordestino.
1 comentários:
Só conversa fiada,porque ação que é bom...nada!
12/8/16 15:56Postar um comentário
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