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ANTES QUE O GENERAL MOURÃO DERRUBE O CAPITÃO...

11/25/2018



Quando em 1964 tomaram o poder por meio do golpe a que eles mesmos chamaram de revolução, os militares deram o segundo golpe com a edição do Ato Institucional nº 5, o AI-5, que foi o pontapé inicial de uma guerra sangrenta entre os golpistas e os democratas, que os primeiros tentaram rotular de comunistas para justificar as atrocidades que perpetraram.


Os golpistas também sofreram golpes de seus pares. O General Silvio Frota, o mandarim da linha dura, tentou derrubar o General Ernesto Geisel. E então foi derrubado por ele. Os Generais Otávio Medeiros e Newton Cruz, adeptos de Silvio Frota conspiraram para derrubar o General João Batista de Figueiredo e colocar no cargo alguém mais afinado com sua linha política contrária à abertura em face do atentado do Riocentro.


Os militares voltaram aos quartéis, mas as tentativas de golpe, não. Fora Sarney, fora Collor, fora Itamar, fora FHC, fora Lula, fora Dilma passaram a cobrir muros e paredões das capitais brasileiras e é o que se repete há mais de 30 anos.


Os números são eloquentes. Dos 20 governos no poder desde 1930 temos 14 episódios em que presidentes sofreram tentativas de golpe ou foram derrubados: 1) Getúlio derrubou Washington Luis; 2) Gois Monteiro derrubou Getúlio; 3) generais derrubaram Getúlio levando-o a se suicidar; 4) Café Filho foi afastado; 5) Nereu Ramos deposto: 6) tentativa de golpe contra posse e a revolta de Aragarças contra Juscelino Kubitschek; 7) Jânio Quadros foi  derrubado por "forças terríveis" e  renuncia; 8) João Goulart  foi derrubado: 9) tentativa de derrubar Geisel; 10) tentativa de derrubar Figueiredo; 11) Collor derrubado; 12) tentativa de derrubar FHC; 13) tentativa de derrubar Lula e 14)   Dilma derrubada.


Não tenho como avaliar o que o país perdeu com essa sucessão de guerras civis, armadas ou não, mas é certeza que perdeu muito porque o desenvolvimento não convive bem com terremoto político. Mais do que lamentar as perdas cabe constatar que esse não é o caminho, não se constrói um país destruindo seus líderes a torto e a direito, a não ser que o General Mourão derrube o Capitão Jair, invocando a hierarquia militar.

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