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Técnicos analisam dimensão da crise nos hospitais filantrópicos do Nordeste

2/18/2011

Um diagnóstico da fragilidade financeira dos hospitais que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi elaborado pelos participantes da reunião da Confederação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos (CMB), realizada em Recife, com os dirigentes das Federações Estaduais de Pernambuco, Alagoas, Bahia, Ceará e Piauí.


Na avaliação do presidente da CMB, Jose Reinaldo, ficou evidente que persistindo a situação atual, muitos hospitais poderão encerrar suas atividades, como já ocorreu com alguns nos últimos meses. O problema maior é que, na maioria das vezes, esses hospitais se constituem no único recurso de saúde no município .

Diante da constatação da gravidade do problema, a CMB vai elaborar um plano de ação para aplicação na região visando a amenizar os problemas mais agudos e prementes. Esses assuntos deverão estar na pauta da audiência com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já solicitada.

Bahia – O presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos da Bahia (FESFBA), Maurício Dias, defendeu a elaboração de uma proposta nacional para o segmento filantrópico de saúde, levando em consideração as diferenças regionais e também o porte das entidades.

A realidade das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos muda de acordo com a região e até dentro de cada Estado, analisou Mauricio Dias. A situação do Hospital San Rafael (Salvador) não pode ser comparada com a da Santa Casas de Poções (interior da Bahia), por exemplo. Os pequenos hospitais filantrópicos atuam na média complexidade e suprem a deficiência da atenção básica. Na alta complexidade, explicou ele, em muitos estados já existe incentivos complementares e alguns procedimentos são remunerados de forma satisfatória.

Maurício Dias defendeu a revisão do Programa da Contratualização, na lógica de se criar uma política específica para o setor que contemple: o equilíbrio financeiro dos filantrópicos ,com o cumprimento do artigo 26 da Lei 8080/1990 que criou e regulamentou o Sistema Único de Saúde.Isso deve ser feito através dos incentivos ,de reajustes anuais nos contratos e convênios ,através de reajustes lineares na tabela SUS ou da atualização do Incentivo à Contratualização (IAC).E mais: a atualização do valor do Integrasus-II, congelado desde o ano de 2002, quando foi criado.

O presidente da FESFBA apresentou propostas de ações a serem desenvolvidas pela CMB: uma campanha nacional focada no desequilíbrio financeiro dos contratos,mostrando os custos dos procedimentos ofertados,cumprindo a legislação e as exigências contratuais para tirar o discurso do governo e o valor pago pelo SUS. A CMB devera mostrar os reflexos da crise nas entidades os riscos para a população e para o Estado.

Defendeu também para o programa de qualificação continuada do setor filantrópico de saúde a integração dos programas do Ministério da Saúde e da CMB com o das Federações estaduais,otimizando os custos e melhorando os resultados.É importante também, segundo Mauricio Dias, dar visibilidade maior do tamanho e da importância do setor filantrópico de saúde:por postos de trabalho gerados, impacto na economia local e percentual dos atendimento dos setor em relação ao total da rede SUS.

2 comentários:

Anônimo disse...

esse gal não tem jeito mesmo, coloca uma matéria só pra dar indireta no julieta viana. inveja é assim mesmo

18/2/11 10:51
Anônimo disse...

E precisa de indireta pra mostrar o caus do hospital julieta viana?
Que os reinaldos enrricaram e deixaram acabar o hopital?
Qualquer nota colocada a carapuça cai na hora, isso é a prova da forma como vocês tratam as coisas públicas.
Metam a mão mesmo, o povo gosta é assim.

18/2/11 11:02

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