A região de Irecê, no centro norte da Bahia, integra cidades como Ibititá, Canarana, Lapão e João Dourado. Durante mais de 30 anos a cidade manteve o título de capital mundial do feijão. Em 2000, a produção chegou a 5 milhões de toneladas do grão, mas essa foi a última grande safra, um ano depois a cultura perdeu o rendimento de forma assustadora. A maioria dos agricultores teve prejuízos e desistiu de plantar feijão em escala comercial. “A questão do feijão é uma questão climática. A falta de chuva na região de Irecê foi o primeiro ponto que enfraqueceu a produção de feijão. O segundo ponto é a chamada dívida agrícola. Então Irecê, que nos tempos passados plantava 400 mil hectares de feijão, hoje planta 40, 30 mil hectares de feijão. Um declínio total”, avalia Joelson Matos, coordenador regional da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (Ebda). Endividados, mas precisando manter a atividade agrícola, mais de 10 mil agricultores familiares passaram a apostar na produção do milho seco e o que era pra ser alternativa para escapar da crise do feijão se tornou um dos principais grãos cultivados na região. Em vinte anos nessa atividade a área de milho que ocupava 15 mil hectares, subiu para 150 mil hectares, 10 vezes mais. Seu João foi um dos que acreditou na força do milho para manter a renda da família e hoje diz que só tem o que comemorar.(...)Com um grão de qualidade o preço da saca com 60 quilos chegou a R$ 35, valor considerado muito bom por Seu Tito. Ele e os outros agricultores da região de Irecê escoam metade da produção para Minas Gerais, Paraná, São Paulo e estados do Nordeste. A outra parte eles usam na alimentação dos animais. “A gente faz a ração para dar a eles. No ano passado a gente estava com 80 sacos de ração para eles, e a gente vem dando a ração naquele tempo seco”, relata Tito Francisco Trindade, produtor de milho.
G1
Obs: Irecê como sempre rumo ao desenvolvimento diferente de Xiquexique que com tanto potencial agrícola, fica mais uma vez a mercêr do sucesso de Irecê.
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