Um
relatório divulgado pela Controladoria Geral da União revela que nos últimos 11
anos, mais de 5 mil servidores públicos federais perderam seus cargos no
governo por envolvimento em atividades ilícitas, sendo que a maioria delas
envolvia corrupção.
Só em 2014, 550 foram demitidos ou tiveram suas
aposentadorias cassadas como forma de punição por ter comedido algum delito em
relação ao governo. Esse número é recorde desde 2003, quando os dados começaram
a ser computados.
Em 67% dos casos,
os servidores públicos afastados foram acusados de ligação com
práticas de corrupção; ou seja, foram mais de 3,4 mil expulsos por este
motivo. Em segundo lugar está Abandono de emprego, faltas contínuas e
acumulação ilícita de cargos, com 22% dos casos.
A maioria dos expulsos –3.794-- saiu por demissão, enquanto 380 foram
destituídos. A destituição ocorre quando se trata de cargo em comissão, e não
de um servidor efetivo. Também há 307 casos de destituição de aposentadorias. A
íntegra do levantamento pode ser conferida no portal da CGU na
internet.
O número de demissão vem crescendo ao longo dos anos. Entre 2003 e 2012,
o número de servidores expulsos praticamente dobrou. Foram 269 expulsos, no
primeiro ano do governo Lula, saltando para 506 no ano passado.
A corrupção é a maior causa de expulsões do serviço público. Em 11 anos,
foram 3.009 casos de demissões, destituições ou cassações de aposentadoria, o
que representa mais de 60% do total. Outros 1.015 saíram por abandono de cargo,
inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos.
O Estado com maior número de expulsões é o Rio de Janeiro, com 761
casos, mais que o Distrito Federal, que teve 556. Em São Paulo foram 438
casos. Juntas, as três unidades da federação responderam por 39% das
demissões. Já o Acre registrou o menor número de demissões desde 2003: 23.
O Ministério da Previdência Social é o que teve mais expulsões, tanto em
números absolutos como em termos proporcionais. Foram 1.140 casos, o que
corresponde a 2,8% do total dos 40 mil servidores que passaram pela efetividade
no período
Os
ministérios da Justiça e do Meio Ambiente são os outros dois que tiveram mais
de 2% de funcionários públicos afastados nos últimos 11 anos. Já o Ministério
do Desenvolvimento Social e Combate à Fome não houve nenhum caso, segundo a CGU.
Fonte: Controladoria Geral da União
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