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Em 11 anos o Governo Federal expulsou mais de 4 mil servidores infratores

1/13/2015

Um relatório divulgado pela Controladoria Geral da União revela que nos últimos 11 anos, mais de 5 mil servidores públicos federais perderam seus cargos no governo por envolvimento em atividades ilícitas, sendo que a maioria delas envolvia corrupção.
Só em 2014, 550 foram demitidos ou tiveram suas aposentadorias cassadas como forma de punição por ter comedido algum delito em relação ao governo. Esse número é recorde desde 2003, quando os dados começaram a ser computados.
Em 67% dos casos, os servidores públicos afastados foram acusados de ligação com práticas de corrupção; ou seja, foram mais de 3,4 mil expulsos por este motivo. Em segundo lugar está Abandono de emprego, faltas contínuas e acumulação ilícita de cargos, com 22% dos casos.
 

A maioria dos expulsos –3.794-- saiu por demissão, enquanto 380 foram destituídos. A destituição ocorre quando se trata de cargo em comissão, e não de um servidor efetivo. Também há 307 casos de destituição de aposentadorias. A íntegra do levantamento pode ser conferida no portal da CGU na internet.
O número de demissão vem crescendo ao longo dos anos. Entre 2003 e 2012, o número de servidores expulsos praticamente dobrou. Foram 269 expulsos, no primeiro ano do governo Lula, saltando para 506 no ano passado.

A corrupção é a maior causa de expulsões do serviço público. Em 11 anos, foram 3.009 casos de demissões, destituições ou cassações de aposentadoria, o que representa mais de 60% do total. Outros 1.015 saíram por abandono de cargo, inassiduidade ou acumulação ilícita de cargos.
O Estado com maior número de expulsões é o Rio de Janeiro, com 761 casos, mais que o Distrito Federal, que teve 556. Em São Paulo foram 438 casos. Juntas, as três unidades da federação responderam por 39% das demissões. Já o Acre registrou o menor número de demissões desde 2003: 23.
O Ministério da Previdência Social é o que teve mais expulsões, tanto em números absolutos como em termos proporcionais. Foram 1.140 casos, o que corresponde a 2,8% do total dos 40 mil servidores que passaram pela efetividade no período
Os ministérios da Justiça e do Meio Ambiente são os outros dois que tiveram mais de 2% de funcionários públicos afastados nos últimos 11 anos. Já o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome não houve nenhum caso, segundo a CGU.
Fonte: Controladoria Geral da União

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