Dezenas de líderes políticos, a maior parte do mundo ocidental, estão em Paris neste domingo para se juntar à centenas de milhares de cidadãos franceses em uma marcha em homenagem às vítimas de ataques de militantes radicais islâmicos ocorridos há poucos dias.
Cerca de 2,2 mil policiais e soldados patrulhavam ruas de Paris para proteger os manifestantes de eventuais novos ataques, com atiradores de elite da polícia sobre os telhados e detetives à paisana misturando-se com a multidão. Esgotos da cidade foram revistados antes do evento e estações de trem em todo o percurso deverão ser fechadas.
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Dezessete pessoas, incluindo jornalistas, perderam a vida em três dias de violência, que começou com um ataque a tiros no jornal satírico Charlie Hebdo na quarta-feira e terminou com a tomada de reféns em um supermercado judeu na sexta-feira. Os três militantes do Islã político, protagonistas da ação extremista, também foram mortos.
As forças de segurança estarão no mais alto grau de alerta para o evento, que terá a participação de cerca de 40 chefes de Estado e de Governo.
A chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, marcharão com o presidente da França, François Hollande. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, e de Israel, Benjamin Netanyahu, também são esperados.
A presidente Dilma Rousseff solicitou ao embaixador do Brasil, José Bustani, que a represente no evento.
"Vai ser uma manifestação sem precedentes, que será escrito nos livros de história", disse o primeiro-ministro Manuel Valls. "É preciso mostrar o poder e a dignidade do povo francês, que vai clamar seu amor pela liberdade e pela tolerância", disse ele.
Durante a madrugada, o edifício do jornal alemão Hamburger Morgenpost foi alvo de um incêndio criminoso e dois suspeitos foram presos. Como muitos outros jornais alemães, o Hamburger Morgenpost publicou charges do jornal francês Charlie Hebdo depois do ataque mortal na quarta-feira em Paris.
Enquanto isso, fontes turcas e franceses disseram que uma mulher procurada pela polícia francesa como suspeita dos ataques teria deixado a França vários dias antes dos assassinatos. Acredita-se que ela esteja na Síria.
A polícia francesa começou em uma busca intensiva para capturar Hayat Boumeddiene, de 26 anos, parceira de um dos atacantes, descrevendo-a como "armada e perigosa".
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