Embora receoso, o prefeito de Salvador, ACM Neto, uma das poucas lideranças que restam ao Democratas (DEM), já admite em público que deve mesmo deixar o partido até outubro próximo, quando acaba o prazo de filiações para quem planeja se candidatar a algum cargo eletivo nas eleições de 2016.
Em conversa com jornalistas ontem (15) na cerimônia de autorização das obras de requalificação do bairro Rio Vermelho, ele deixou claro que busca um partido que garanta sua sobrevivência política nas eleições de 2016 e de 2018, quando deverá disputar a reeleição e o governo da Bahia, respectivamente.
"É natural que nesse momento, respeitando o calendário eleitoral que impõe que até o início de outubro exista uma definição de filiações partidárias, existam várias especulações. Vários partidos têm especulado. Primeiro, quero dizer que fico, obviamente, lisonjeado de saber que alguns partidos gostariam de me ter nas suas fileiras", disse o prefeito, agradecendo convite público do PSDB no final de semana.
Ele pondera que sua saída não é certeza e que vai buscar ao máximo aparar as arestas no DEM.
"Neste momento, existe uma discussão interna no Democratas que precisa ser esgotada. Somente depois de esgotada a discussão é que nós vamos avaliar as possibilidades. Eu fico feliz com a manifestação do interesse do PSDB. Existem outros partidos como os quais eu converso permanentemente. Porque são partidos que integram a minha base, mas só vou tomar qualquer decisão dividindo e compartilhando com esse conjunto de lideranças que eu entendo co-responsáveis pela construção de um projeto futuro para Salvador e para a Bahia".
Depois de não ter dado certo a fusão do PSB com o PPS, que seria o provável futuro de ACM Neto, o primeiro partido a abrir suas portas para o ainda democrata foi o PMDB.
Bahia Política

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