Sob
chuva de críticas pela execução de seis réus, o procurador-geral da Indonésia,
Muhammad Prasetyo, pediu respeito às leis do país neste domingo em entrevista a
imprensa local.
Foram
fuzilados por tráfico de drogas o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de
53 anos, uma indonésia, um holandês, dois nigerianos e um vietnamita em duas
penitenciárias no centro da ilha de Java. Brasil e Holanda reagiram às
execuções com consultas de seus respectivos embaixadores em Jacarta.
-
Podemos entender a reação do mundo e dos países que tem cidadãos que foram
executados. No entanto, cada país deve respeitar as leis que se aplicam em
nosso país - disse Prasetyo ao jornal "The Jakarta Globe
O
procurador-geral reiterou a defesa da pena capital como medida dissuasória na
luta contra o tráfico de drogas e delitos relacionados com o narcotráfico, e
avisou que os condenados vão continuar sendo castigados com tal tipo de pena.
- Acho
que se compreenderá que a pena de morte está vigente na Indonésia - disse o
procurador-geral.
A
presidente Dilma Rousseff manifestou sua "consternação" e
"indignação" tão logo foi confirmada a execução de Marco Archer. Em
telefonema ao presidente Joko Widodo na sexta-feira, Dilma teve seu pedido de
clemência negado.
Widodo,
considerado por muitos ativistas como uma esperança de mudança no país, optou
pela linha dura na luta contra o narcotráfico, e no final de ano anunciou que
não afrouxaria a pena para os condenados por estes delitos.
O
procurador-geral indonésio anunciou a aceleração da segunda fase de execuções.
- Não
deve haver nenhum processo legal para ser concluído. Uma vez o tenhamos
completado prepararemos as execuções tão em breve quanto for possível - afirmou
Prasetyo ao portal "Jpnn.com".
0 comentários:
Postar um comentário
Os comentários serão de responsabilidade dos autores. podendo responder peço conteúdo postado!