Uma semana depois de devolver metade dos andares
que ocupava na Marginal Pinheiros, a Editora Abril, da família Civita, voltou
ao palanque.
Vivendo uma
profunda crise financeira, que a obrigou a devolver metade dos andares da sede
na Marginal Pinheiros, a Editora Abril, da família Civita, decidiu se pintar
para a guerra. Com as cores do PSDB, é claro.
Numa edição em que usa as
cores azul e amarelo, utilizadas pelos tucanos em sua comunicação, Veja aponta,
na capa, o que enxerga como contrastes entre o discurso de campanha da
presidente Dilma Rousseff e as primeiras medidas anunciadas no seu segundo mandato.
Nesse contraste entre
"promessa" e "realidade", há espaço para uma entrevista com
o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "O país foi enganado", diz ele, que
fala ainda em "estelionato eleitoral". "Assistimos a um governo
fazendo o oposto do que prometeu. Isso explica o sentimento de frustração e
perplexidade que se percebe no País. Muita gente se sente enganada".
O alvo agora é Lula
Apesar dos esforços de Veja,
que tentou fraudar as eleições presidenciais com a notória capa "Eles
sabiam de tudo" e, por isso, foi condenada a publicar um direito de
resposta no dia do segundo turno, 2014 já passou. Dilma venceu, foi empossada e
já governa.
Portanto, a próxima batalha
capital da Editora Abril tem data marcada: 2018. Não por acaso, a reportagem
seguinte de Veja se chama "Dossiê Venina" (que já estava sendo
esquecida até pelos meios de comunicação que a lançaram) e tem como alvo o
ex-presidente Lula, potencial candidato à presidência daqui a quatro anos.
Lula costuma dizer que
encontrou um modo de não mais se incomodar com a revista Veja. "Não a vejo
como um meio de comunicação, mas apenas como um panfleto do PSDB", costuma
dizer.
Nesta semana, a
revista assumiu suas cores.
Tribuna Hoje
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