Limite mínimo para candidato a
senador será 29 anos e para deputado, 21.
Proposta de emenda constitucional ainda terá de ser votada em 2º turno.
Proposta de emenda constitucional ainda terá de ser votada em 2º turno.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira
(11), como parte das votações da reforma política, a redução da idade mínima
para candidatos a senador (de 35 para 29 anos); deputado federal ou estadual
(de 21 para 18 anos); e governador (de 30 para 29 anos).
Os deputados mantiveram em 21 anos a idade mínima
para candidatos a prefeito e em 18 anos a exigência para alguém se candidatar a
vereador.
A análise dos requisitos para se candidatar a cargo
eletivo é um dos tópicos da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma
política, que começou a ser votada no final de maio pelo plenário da Câmara.
Por se tratar de emenda que altera a Constituição,
a proposta terá de passar por um segundo turno de votação na Câmara e por mais
dois turnos no Senado.
Ainda nesta quinta, o plenário aprovou proposta que
muda para 5 de janeiro a data de posse do presidente da República,
atualmente em 1º de janeiro – por se tratar do primeiro dia do ano, o dia
dificulta a presença de chefes de Estado estrangeiros. As posses de
governadores, pela proposta aprovada, passa de 1º para 4 de janeiro.
Na próxima terça (16), a Câmara retomará a votação
da PEC da reforma política com a análise dos demais tópicos, entre os quais a
proposta de criar uma cota mínima para mulheres parlamentares no Congresso
Nacional.
Os parlamentares também analisarão se fixam uma
regra de 500 mil assinaturas para a apresentação de projetos de lei de
iniciativa popular. Atualmente é necessária a assinatura de, no mínimo, 1% do
eleitorado nacional, distribuído por pelo menos por cinco estados.
Os parlamentares terão ainda que definir se mudam a
regra atual de suplência na Câmara, pela qual a vaga do deputado que se ausenta
por mais de 120 dias ou que assume cargo no Executivo é ocupado pelo segundo
mais votado na coligação. O texto do relator estabelece que assumirá o suplente
mais bem votado na ordem da votação.
O que foi aprovado
Desde o início da análise da reforma política, foram aprovadas cinco mudanças na legislação: mudança do tempo de mandato, fim da reeleição, restrições de acesso de pequenos partidos ao fundo partidário, permissão de doações de empresas a legendas e alteração da idade mínima para concorrer ao Legislativo.
Desde o início da análise da reforma política, foram aprovadas cinco mudanças na legislação: mudança do tempo de mandato, fim da reeleição, restrições de acesso de pequenos partidos ao fundo partidário, permissão de doações de empresas a legendas e alteração da idade mínima para concorrer ao Legislativo.
Ponto de polêmica entre os deputados, a ampliação do mandato de 4 para cinco anos foi
aprovada nesta quarta (10) pelo plenário da Câmara como uma forma de
"compensar" o fim da reeleição para mandatos do Executivo, aprovado
em 28 de maio pelo plenário.
Atualmente o mandato de senador é de oito anos,
enquanto os demais cargos eletivos têm mandato de quatro anos. Para viabilizar
a aprovação do texto, PSDB e PT entraram em acordo para estabelecer uma “regra
de transição”, segundo a qual presidente, governadores, deputados federais e
estaduais eleitos em 2018 ainda terão mandato de quatro anos, enquanto
senadores eleitos naquele ano terão mandato de nove anos.
Os prefeitos eleitos em 2016 também terão mandato
de quatro anos. Assim, o mandato de 5 anos passará a valer a partir das
eleições municipais de 2020 e presidenciais de 2022. Na mesma sessão, os
parlamentares decidiram manter o voto obrigatório para as eleições do país.
No entendimento da maioria do plenário, a democracia no Brasil não está
“madura” o suficiente para que seja instituído o voto facultativo.
O primeiro tópico aprovado pelos deputados desde o
início da discussão da reforma política foi a inclusão na Constituição Federal
da possibilidade de doações de empresas a partidos políticos. Pelo texto,
pessoa jurídica não poderá financiar candidatos individualmente.
Doações a candidatos terão que ser feitas por
pessoas físicas, que também poderão doar às legendas. O tópico da doação de
empresas foi um dos que mais geraram discussões entre os deputados. Isso
porque, no início da madrugada da última quarta-feira (27), o plenário havia rejeitado emenda de autoria do PMDB que previa
doação de pessoas jurídicas tanto a partidos quanto a campanhas de candidatos.
O partido, então, se empenhou para aprovar, pelo
menos, a garantia de doação de empresas aos partidos políticos. Contrário à
proposta, o PT questionou a continuidade das votações sobre financiamento de
campanha, alegando que a derrubada da primeira emenda impedida a continuidade
da discussão sobre o tema.
No entanto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha
(PMDB-RJ), decidiu manter a análise de outros modelos de financiamento,
alegando que, pelo regimento, essas votações eram necessárias, já que o teor
das propostas não era idêntico.
Reeleição
O fim da reeleição foi aprovado em plenário logo depois da votação sobre financiamento. A proposta foi defendida pelos líderes de todos os partidos da Câmara.
O fim da reeleição foi aprovado em plenário logo depois da votação sobre financiamento. A proposta foi defendida pelos líderes de todos os partidos da Câmara.
A regra só não vai valer para prefeitos eleitos em
2012 e governadores eleitos em 2014, que terão direito a uma última tentativa
de recondução no cargo. O objetivo dessa medida foi garantir o apoio de
partidos com integrantes atualmente no poder.
Cláusula de barreira
No dia 28 de maio, os deputados aprovaram instituir uma cláusula de barreira para limitar o acesso de partidos pequenos a recursos do fundo partidário e ao horário gratuito em cadeia nacional de rádio e televisão.
No dia 28 de maio, os deputados aprovaram instituir uma cláusula de barreira para limitar o acesso de partidos pequenos a recursos do fundo partidário e ao horário gratuito em cadeia nacional de rádio e televisão.
Pelo texto, terão direito a verba pública e tempo
de propaganda os partidos que tenham concorrido, com candidatos próprios, à
Câmara e eleito pelo menos um representante para qualquer das duas Casas do
Congresso Nacional.
A intenção ao instituir uma cláusula de barreira ou
desempenho é evitar a proliferação de partidos que só tenham interesse em
receber os recursos do fundo partidário ou negociar alianças em troca de tempo
a mais de televisão. O fundo partidário é formado por dinheiro de multas a
partidos políticos, doações privadas feitas por depósito bancário diretamente à
conta do fundo e verbas previstas no Orçamento anual.
Pela legislação atual, 5% do montante total são
entregues, em partes iguais, a todos os partidos com estatutos registrados no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os outros 95% são distribuídos às siglas na
proporção dos votos obtidos na última eleição para a Câmara.
Quanto à propaganda política na TV e no rádio, a
legislação prevê a distribuição igualitária de um terço do total de tempo
disponível a todos os partidos que tenham candidato próprio a cargo eletivo. O
restante é repartido de forma proporcional ao número de representantes na
Câmara dos Deputados filiados ao partido. No caso de haver coligação, é
considerado o resultado da soma do número de representantes de todas as
legendas que a integram.
G1


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