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JUNINAS

6/09/2019




É tempo de Festa da Cidade, tempo de festas típicas, tempo de se comemorar o São João, quando as ruas de muitas cidades do interior da Bahia estarão enfeitadas de bandeirolas multicoloridas e uma multidão acerta os passos na quadrilha junina, ao som da sanfona entre as barracas de bebidas e comidas típicas, quando se homenageia o São João ao redor da fogueira.



Aqui em Xiquexique ainda há a festa junina no bairro da Ponta da Ilha e no dia 29 de junho atinge-se o apogeu festeiro com a contagiante alegria dos xiquexiquenses na animadíssima festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores, no bairro dos Paramelos.


Em Xiquexique uma vitoriosa parcela do povo, que é progressista e sem grilhões, festejará no melhor e harmonioso compasso em ritmo livre.
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MINISTRO ABOMINÁVEL

2/13/2019




O cidadão que senta na cadeira de Ministro do Meio-Ambiente mostra que é, definitivamente, um ser abjeto.

Depois de ter dito, no Roda Viva, que Chico Mendes, assassinado a tiros de escopeta em 1988, “usava os seringueiros para se beneficiar”, completou o vilipêndio  do líder seringueiro morto.

— O pessoal do agro, que conhece a região, diz que ele era grileiro — disse Ricardo Salles a Bernardo Mello Franco, em O Globo.
Os amigos de Salles no “agro” do Acre, vários dos quais mestres em ocupar terras devolutas da União, vão muito bem, obrigado, com milhares e milhares de hectares de terras.

Chico Mendes, de seu, só tem os sete palmos de seu túmulo.
Sobre os quais, mesmo morto, Salles espezinha.

Se alguém entende de grilagem de terras, na sua versão moderna e urbana, é ele, Ricardo Salles, condenado por fraudar mapas para permitir licenciamentos ambientais indevidos na calha do Rio Tietê.

Fraudar mapas sempre foi atributo de grileiros.

Este imbecil, que de divisão de propriedade só sabe aquilo que ele fez, num negócio nebuloso onde teria dividido ao meio um apartamento de R$ 2 milhões e ficado com  dois apartamentos de R$ 3 milhões, cada.

Recomenda-se que Ricardo Salles não compareça a eventos de meio-ambiente, onde o nome de Chico Mendes é uma legenda.

Corre o  risco de levar uma bofetada.

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Três corpos já foram resgatados no rio

12/03/2018



Três dos quatro pescadores desaparecidos no naufrágio ocorrido ontem  em Xique-Xique, foram encontrados.   Os corpos de Jebson Luiz dos Santos,  de Washington Bispo dos Santos e Mario Jorge dos Santos foram resgatados na manhã desta segunda-feira (3) no Rio São Francisco.   Seis  pessoas estavam no barco.




Um pescador de nome Bartolomeu Mariano Bento  continua desaparecido. O resgate dos três  corpos foi realizado por unidades da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe). As vítimas estavam pescando com amigos em uma pequena embarcação  quando ocorreu o acidente. 

Dois homens Givaldo Pereira dos Santos e Raniere Santos de Souza, que estavam no barco, conseguiram nadar até as margens. Foram eles que acionaram a polícia que começou as buscas no domingo. O trabalho de procura foi retomado nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira. 

A Marinha foi acionada. Além de unidade especializada, Cipe,  equipes do 7° Batalhão da Polícia Militar, do Destacamento de Xique-Xique e pescadores ajudam nas buscas.
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Barco naufraga a 2 Km de Xique-Xique, com seis pessoas



Um pequeno barco   com seis  pessoas  naufragou por volta das 15:30 deste domingo, 2, no rio São Francisco a 2 km de Xique-Xique.

Dois homens conseguiram sobreviver, nadando até à margem do rio e quatro estão desaparecidos.

No inicio da noite do domingo  as buscas foram suspensas, devendo retornar os trabalhos ainda  na manhã desta segunda-feira, 3.

Um dos sobreviventes, Sr. Givaldo Pereira dos Santos, 46 anos, residente no Bairro do Polivalente em Xique-Xique, informou que todos  foram pescar, mas como chovia e ventava forte, a embarcação adernou,  indo para o fundo do rio,  quando quatro dos seus companheiros  desapareceram imersos  nas águas.

Pereira informou, ainda, que além dele outro ocupante do barco, Ranieri Santos de Souza, 22 anos, também sobreviveu ao naufrágio.

Os desaparecidos são Mário Jorge dos Santos Matos, 52 anos; Jebson Luiz dos Santos, 29 anos; Washington Bispo dos Santos e Bartolomeu Mariano Bento, 42 anos.

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ANALFABETOS POLÍTICOS ATACAM COVARDEMENTE O EX-PRESIDENTE LULA

9/15/2016



Rotulado pelo Ministério Público como "comandante máximo da propinocracia", o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda ocupa um outro espaço no imaginário do povo brasileiro. Lula é, para milhões e milhões de brasileiros, o presidente que mais atenção dedicou aos mais humildes, com programas como o Fome Zero, o Bolsa-Família, o ProUni e tantos outros. Não por acaso, deixou o Palácio do Planalto com 80% de popularidade, um índice inédito de aprovação popular.

Se os pobres ficaram satisfeitos com o primeiro governo na história do Brasil conduzido por um autêntico representante do povo, e não das oligarquias, o mesmo se pode dizer dos mais ricos. Sob Lula, a economia brasileira viveu seu período de maior prosperidade, dentro de uma democracia. O Brasil se tornou a sétima economia global, acumulou mais de US$ 300 bilhões em reservas e atingiu o chamado "grau de investimento" – o que permitiu que os grandes empresários lançassem ações em bolsa e se tornassem bilionários.

Portanto, foi um momento único em que todas as classes sociais progrediram. A tal ponto que Jim O'Neill, criador da expressão BRICs (usada para designar o bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China), definiu Lula como o mais importante líder político do mundo nos últimos 50 anos. O cantor Bono Vox afirmou que Lula era um patrimônio do mundo – e não apenas do povo brasileiro. E Barack Obama, com uma indisfarçável inveja, o definiu como "o cara".

Paralelamente, o prestígio de Lula irradiava para as empresas brasileiras e para o País como um todo. Em menos de dois anos, sob seu governo, o Brasil conquistou o direito de sediar os dois maiores eventos do esportivos do planeta: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Revistas internacionais de grande prestígio, como a Foreign Affairs, apontavam a emergência de uma nova potência global, cujas empresas ocupavam espaços na África, na América Latina e mesmo nos mercados mais desenvolvidos.

Bons tempos, em que o Brasil, mais do que respeitado, era admirado por todos. No entanto, de repente, tudo começou a desmoronar desde que foi colocado em marcha o projeto de destruição do maior líder popular da história do País, sob os mais variados pretextos. Para uns, Lula era "populista", quando, na verdade, era apenas popular. Para outros, era "bolivariano", quando tão-somente enxergava valor, para as próprias empresas brasileiras, nos processos de integração sul-americana. Para outros, era antiamericano, quando era nacionalista.

Aos movimentos orquestrados pelas forças políticas derrotadas nas últimas quatro eleições presidenciais, se somou um ingrediente destrutivo: o preconceito de parte da elite brasileira, que, complexada, não se reconhece em seu próprio povo. Um dos primeiros sintomas desse mal-estar foi a clássica coluna de Danuza Leão, que afirmou que não tinha mais graça ir a Paris, porque era possível dar de cara com o porteiro do seu prédio. A igualdade começava a incomodar.

Quando o porteiro viajava, no entanto, as companhias aéreas vendiam mais bilhetes. Se os porteiros financiavam carros, apartamentos e iam às compras, expandia-se o mercado da própria elite empresarial brasileira. O pobre, como dizia Lula, não era mais problema. Era a solução, desde que fosse incorporado ao mercado de consumo. E assim mais de 30 milhões de brasileiros saíram da miséria.

Nos últimos dois anos, desde que o Brasil foi paralisado por uma guerra político-judicial que não se esgotou no impeachment da presidente Dilma Rousseff, e que tem agora como segundo objetivo o impedimento preventivo de Lula, só se viu destruição no Brasil. As empresas de engenharia, que disputavam mercados globais, foram arruinadas. Distribuidoras de energia estão sendo vendidas para grupos chineses, sob aplauso das autoridades. E os donos do maior grupo exportador brasileiro, a JBS, tiveram que depositar R$ 1,5 bilhão em juízo, simplesmente para terem o direito de entrar na própria empresa.

Tempos estranhos, em que se alardeia a "volta da confiança" empresarial, num país onde as vendas desabam, a arrecadação vai ao fundo do poço e nada menos que 14 entes da federação anunciam estar prestes a decretar estado de "calamidade pública".

Talvez nunca se saiba se esse processo foi orquestrado de fora para dentro ou de dentro para fora. Mas o Brasil poderá entrar para a história como o primeiro país do mundo que aceitou passivamente a sua própria autodestruição, num processo autofágico e irracional.

Se todos perdem, sejam eles ricos, pobres ou remediados, a quem interessa essa situação? Aos grupos internacionais, que poderão comprar o Brasil e suas reservas de petróleo (entre as dez maiores do mundo) a preço de banana, certamente. Aos Estados Unidos, que se livram de uma

Aos grupos de comunicação que apoiaram o golpe? Em parte. Basta notar que a Folha acaba de fechar sua sucursal do Rio de Janeiro, encerrar sua cobertura de esportes e vender por R$ 20 milhões metade do Valor Econômico para a Globo – um projeto onde foram investidos mais de R$ 300 milhões. E mesmo à Globo, por maior que seja seu domínio midiático no Brasil, já não convém ser associada a dois golpes de estado em pouco mais de 50 anos e reinar num país onde haverá cada vez menos anunciantes públicos e privados.

O fato é que, para destruir Lula, uma parte da elite empresarial, política e burocrática do País decidiu destruir o próprio Brasil, que talvez não resista como nação depois desse processo. Afinal, como se resolve um impasse onde milhões foram levados a desejar a prisão de Lula e outros tantos milhões querem reconduzi-lo à presidência da República?
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O Brasil entregou o ouro aos bandidos

8/25/2016




No passado Dom João VI fugiu para o Brasil, forçado pelo francês  Napoleão Bonaparte,  e aqui ele abriu os nossos portos para as nações amigase, desse modo, foi o nosso ouro para a Inglaterra credora de Portugal.

Neste contexto,  já no Século XXI, o libanês Michel Temer, colocado na marra no comando do Brasil, está vendendo o nosso ouro negro da Petrobrás e está trazendo para o Brasil uma escuridão análoga à  entrega do ouro brasileiro por parte dos nossos colonizadores portugueses. Assim,  Temer é um obscurantista, incentivador de propostas de massacre da classe trabalhadora e do povo em geral. Conquistas sociais que custaram lutas de muitas gerações  estão sendo perdidas.

Tenho consciência de que Michel Temer será  um governante mau e, próximo a isto, um sujeito  mal amanhado  além de ser  muito malvado. Temer é traidor, é um verdadeiro usurpador, violento, insensível, desmedido, parcial, amigo da onça, vampiro, mordomo e por aí vai.

Vocês, meus inefáveis queridos amigos e amigas comparem, até para sentir minha inquietação, Fernando Henrique  Cardoso  e  Temer. Ambos são neoliberais, privatistas, à busca do Estado mínimo. Mas, não me recordo de Fernando Henrique Cardoso, quando diretamente exercia o poder,  se aliar com torturadores e assassinos e olhem que o governo desse mau brasileiro foi uma lástima para os brasileiros.

A usurpação social em Fernando Henrique Cardoso era a de que a legislação criada pela oligarquia dominante permitia, seria a "usurpação legal". FHC foi e é um atacadista que com seu famigerado partido o golpista PSDB é  o símbolo da traição, depois desses Judas aparece   o vampiro Michel Temer, que chegou ao Nirvana político brasileiro, na cabeça doentia dele.  Temer não representa o povo nordestino, inclusive, nós barraqueiros do São Francisco talvez teremos de  invocar a proteção do Nêgo DÁgua para desafiar o vampiro Temer.

Em razão do golpe todo mundo já sabe que o mordomo de filme de terror será o presidente ( entre aspas mesmo)   do Brasil , sem nenhum voto.

Inequivocamente foi fáci derrubar a presidenta Dilma ( é presidenta mesmo), por essa corja de vira-latas.



Foi muito fácil  usar  a usurpação legal e qualquer outra que permita maior acúmulo de rendimentos e posses.

Na moral disso tudo,  uma coisa é certíssima: Fernando Henrique  e Michel Temer são dois sem-vergonhas golpistas e o Brasil surpreende, mais uma vez o Mundo por entregar o ouro aos bandidos, sem nenhum luta.
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Cunha cometerá mais um crime se descumprir a ordem do STF

4/05/2016



O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, afirmou, nesta terça-feira (5), que a decisão que ele tomou hoje determinando que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abra processo de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer deve ser cumprida imediatamente.

Se houver descumprimento da liminar, Cunha poderá ser enquadrado em crime de responsabilidade, explicou Melo.

"É impensável que não se observe uma decisão do Supremo. A decisão não é do cidadão Marco Aurélio, é do Supremo e deve ser observada. (Se houver descumprimento) é crime de responsabilidade e sujeito a glosa penal —disse, completando: — Eu ainda acredito que o presidente Eduardo Cunha cumprirá imediatamente e reconhecerá o valor dessa decisão.

Quando se inobserva (decisão judicial) é porque as coisas não vão bem e eu não posso pensar em fechar o Brasil para balanço”, disse Marco Aurélio.

O ministro se recusou a responder as críticas de Cunha à liminar: "Não, de forma alguma. Eu reconheço o direito de espernear". 

Marco Aurélio disse que, se Cunha apresentar vários recursos ao STF, como anunciou que faria, outro ministro da Corte não pode derrubar a decisão dele. O relator disse que, se houver agravo à liminar, ele deve levar o caso ao plenário do tribunal na próxima semana.

"A autofagia não pode ocorrer. Mas, acima de qualquer dos integrantes do Supremo, está o plenário. Interposto o agravo, eu levarei imediatamente, depois de ouvir o agravado. Todos sabem que eu não sento em cima de processo. Processo para mim não tem capa, tem estritamente conteúdo", afirmou.


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Vacinação em massa contra a gripe H1N1 só no final de abril

4/03/2016




A partir de 30 de abril até 20 de maio, será realizada a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. A campanha, que só aconteceria em maio, foi antecipada pelo Ministério da Saúde devido a circulação atípica do vírus H1N1, a gripe suína, no país. Mais forte do que uma gripe comum, o H1N1 costuma se proliferar no clima frio e úmido, entre o outono e o inverno.

No entanto, a incidência incomum da doença em várias partes do Brasil, ainda no verão, fez os órgãos de saúde ficarem em alerta. Segundo a Secretaria de Saúde de Vitória da Conquista, em 2016, até dia 23 de março, foram notificados 5 casos suspeitos da doença na cidade, sendo 2 negativos, 1 inconclusivo (por falta de exame laboratorial) e 2 aguardam resultado. 

Desde o dia 30 de março todas as unidades de saúde disponibilizaram a vacina para os grupos prioritários: crianças de 6 meses a menores de 5 anos; gestantes; puérperas; trabalhador de saúde; povos indígenas; indivíduos com 60 anos ou mais de idade; população privada de liberdade; adolescentes e jovens que estão cumprindo medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional; pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).
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Johan Cruyff, lenda do futebol mundial, morre aos 68 anos

3/24/2016




O futebol perdeu um de seus grandes ícones nesta quinta-feira. Johan Cruyff, considerado o líder do chamado Carrossel Holandês da década de 1970 e um dos maiores ídolos da história do Barcelona e do futebol mundial. Cruyff morreu aos 68 anos, depois de lutar contra um câncer no pulmão.


Craque da Copa de 1974 com o temido "Carrossel Holandês", o ex-jogador lutou para deixar de fumar e chegou a fazer parte de uma campanha contra o tabaco, com o lema: "Em minha vida tive dois grandes vícios: fumar e jogar futebol. O futebol me deu tudo na vida. Fumar, por outro lado, quase acabou com a minha vida".


Johan Cruyff morreu pacificamente em Barcelona, rodeado por sua família.


Cruyff  iniciou a carreira de atleta em 1964, pelo Ajax, sendo contratado pelo Barcelona em 1973. Depois de brilhar na Espanha, o holandês se aventurou no Los Angeles Aztecs e Washington Diplomats, ambos dos EUA. Já na reta final da carreira, passou por Levante, novamente Ajax e Feyenoord. Sem contar os 11 anos de seleção holandesa.

Como treinador, ele comandou Ajax (1986 a 1988), Barcelona (1988 a 1996) e a seleção da Catalunha.
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HOLOFOTES PARA CASSIO CONSERINO

3/11/2016



Existe uma disputa pelos holofotes entre esse promotor de São Paulo e os da Lava Jato, em Curitiba, como se fossem tubarões disputando a mesma presa. Sem qualquer base jurídica, sem qualquer base legal. É uma mistura de perseguição com vontade de aparecer.

Apesar de ter admitido, na tarde de quinta-feira, em coletiva de imprensa, que não há provas de que o ex-presidente Lula seja dono do apartamento no Guarujá, imóvel alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo, o promotor Cássio Conserino solicitou a prisão preventiva de Lula.

“O crime é de ocultação, claro que não há documento”, justificou o promotor, quando questionado se havia documentos que comprovassem que Lula é dono do triplex no litoral paulista. O pedido de prisão prevemtiva se estende ao ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O caso será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª Vara Criminal de São Paulo.

Na manhã desta quinta, o Instituto Lula afirmou que a denúncia do MP-SP “não tem base na realidade”, uma vez que o ex-presidente “não pode ocultar patrimônio que não é dele”.

O advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins, também havia se pronunciado sobre a acusação do promotor de crime de ocultação de patrimônio, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, afirmando que ela era baseada apenas em duas visitas do ex-presidente ao imóvel.

“Conserino transformou duas visitas a um apartamento no Guarujá em ocultação de patrimônio. A família do ex-presidente Lula nunca escondeu que detinha uma cota-parte de um empreendimento da Bancoop, tendo solicitado o resgate desta cota no final de 2015”, enfatizou a defesa de Lula.
     
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Juizes não são anjos nem deuses, são homens!

3/10/2016



É espantosa a manifestação  da Associação dos Juízes Federais chamando de “intimidação” a reclamação do Sindicato dos Advogados de São Paulo, que protocolou  pedido de processo disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Sérgio Moro, que preside a Operação Lava Jato.

O direito de recurso ao CNJ contra o que se julgar mau proceder de um magistrado é universal, nem mesmo exclusivo dos advogados, e é a via adequada para as reclamações que não versam contra o mérito das ações, propriamente dito, mas contra o procedimento dos juízes.

Inadmissível é, sim, a manifestação da corporação, tomando como afronta aos juízos o simples exercício de uma franquia legal.

Ninguém mais que a associação dos magistrados têm a obrigação de conhecer a frase célebre de Carlos Mário Velloso, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal: “Juízes são homens, não anjos”.

É inadmissível que o direito de petição seja encarado, justo na boca de juízes, como mecanismo de intimidação.

O que será de nós, então, cidadãos comuns, quando formos objeto de um eventual abuso judicial?
Devemos ficar quietos, para não “intimidar” suas excelências?

Então, agora, é assim? Suspeita, prende; mantém preso até julgar ou delatar e, quando não é possível prender, lança-se nos autos suspeitas e ilações porque alguém é amigo de alguém e, portanto, será seu cúmplice?

A corporação judicial é intocável?

O juiz do Porsche de Eike Batista foi intimidado por quem de seus abusos reclamou? Ou essa regra não vale quando o juiz em questão pratica possíveis abusos que são do agrado da mídia?
Juiz, mais do que qualquer servidor, não pode tomar como ofensa o questionamento, mesmo duro, dos seus atos e manifestações.

Infelizmente, a corporação judicial no Brasil “autocanonizou-se” e transforma em blasfêmia, digna de fogueira, as manifestações – regulares e legais – contra juízes.

Mais que santos, agora, são deuses. E deuses maus, prontos a despejar a ira sobre quem o duvidar.

O poder sem limites e contrastes tem um efeito terrível: transforma a lei em propriedade privada, que o juiz administra apenas de acordo com seus interesses e abre caminho para aquela que Rui Barbosa chamava de “a pior das ditaduras, a do Judiciário”.

Aliás, seria bom que os meritíssimos fossem ler o que dizia o seu patrono no caso Dreyfus,  que quando se parte do pressuposto de que o réu é culpado, o que se tem na sequência é sempre uma farsa fantasiada de devido processo legal.

E o disse anos antes que o famoso J’accuse, de Émile Zola, fizesse o mundo explodir de indignação com o caso do capitão francês.

Ou será que a carta aberta de Rui Barbosa ao presidente da República Francesa era um “intimidação”?

Tijolaço
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Violência contra mulheres não é só física

3/08/2016



A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero.

Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses caso.
Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro.  A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica.

Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil:

1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestimaAgressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional.

2: Tirar a liberdade de crençaUm homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica.

3: Fazer a mulher achar que está ficando loucaHá inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade.

4: Controlar e oprimir a mulherAqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixá-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail.

5: Expor a vida íntimaFalar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança.

6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braçosNem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher.

7: Forçar atos sexuais desconfortáveisNão é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência.

8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortarO ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso.

9: Controlar o dinheiro ou reter documentosSe o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial.

10: Quebrar objetos da mulherOutra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste.

Fonte:
Portal Brasil
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LULA depôs no circo. FHC, em casa

3/04/2016



A melhor forma de avaliar o espetáculo produzido em torno do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva prestado à Polícia Federal, na manhã de hoje, consiste em estudar as circunstâncias de depoimento semelhante prestado por Fernando Henrique Cardoso, oito anos atrás.

Em 2005, à mesma PF, quando fazia três anos que passara a faixa ao sucessor, FHC teve direito a um tratamento exemplar pela civilidade e respeito aos direitos humanos. Sequer se pensou em condução coercitiva de FHC por uma razão muito simples: facultou-se ao ex-presidente o direito de ser ouvido em casa.

Em 26 de janeiro daquele ano, três delegados subiram ao 8º andar de um edifício ocupado por Fernando Henrique em Higienópolis, como registra o Termo de Depoimento que ilustra essa reportagem. Ele foi ouvido numa investigação que envolvia um dos episódios mais obscuros de seu governo -- contas clandestinas no paraíso fiscal de Nassau-Bahamas, suspeitas de armazenar bilhões de dólares de investidores brasileiros, fossem investimentos legítimos, autorizados por lei, fossem recursos de caixa 2 e, como muitos suspeitavam, dinheiro de corrupção.

O caso tornou-se particularmente complicado, para o governo tucano, depois que se soube que o delegado Vicente Chelotti, diretor geral da Polícia Federal, havia ultrapassado vários degraus da investigação, para chegar ao  Caribe, de onde voltou com os documentos originais das contas clandestinas. Investigado pela corregedoria da PF, muito curiosa para entender uma iniciativa fora do padrão, Chelotti disse que havia cumprido uma ordem do presidente da República. Para sanar dúvidas, o delegado indicou o próprio FHC como a testemunha de defesa.

Como fica claro pelo documento publicado nesta página, "o depoente confirma ter determinado a Vicente Chelotti ou alguém de sua inteira confiança, que se deslocasse até Nassau para obter o citado documento, o seu original." Fernando Henrique também confirmou um dos pontos intrigantes do caso: a de que "não fosse dado conhecimento do conteúdo daquele documento para ninguém."

Quando os delegados quiseram saber a razão para o segredo, FHC explicou que não queria "dar curso a uma chantagem". Esclareceu que, além de envolver ele mesmo, a "chantagem" poderia implicar "dois ministros de Estado, o governador de São Paulo." Lembrando a morte de Sérgio Motta, um de seus homens de confiança e tesoureiro do PSDB até a morte, em 1998, recordou que, se fosse acusado, este "não poderia defender-se."

Um delegado não se conformou e insistiu na razão do segredo. O "depoente" ampliou os argumentos: "respondeu que sua determinação foi em razão de que os termos daquele papel poderiam induzir a equívocos que causariam problemas políticos e econômicos ao país." O policial perguntou se ele achava que sua preocupação era "preservar os interesses do país." FHC "respondeu que sim." O termo do depoimento encerrou-se poucas linhas depois.

O principal ensinamento do episódio não envolve culpas e suspeitas contra cada um, mas o tratamento diferenciado entre Fernando Henrique e seu sucessor. FHC foi ouvido na tranquilidade de sua casa sobre um depoimento ao qual não poderia se furtar -- pois era testemunha. Também pode alegar razões patrióticas para fazer segredo sobre o conteúdo de contas secretas no exterior. Empregou um diretor-geral da PF para ter certeza de que não haveria vazamentos e ninguém achou que deveria dar maiores explicações a respeito.

Retirado de casa ao primeiro raio de sol, a condução coercitiva de Luiz Inácio Lula da Silva foi o primeiro lance de um conjunto de medidas marcadas pela vontade de produzir espetáculo através da humilhação. Não faz sentido do ponto de vista das garantias fundamentais previstas pela Constituição, já que prestar,  ou não depoimento é um direito da defesa, que pode ou não exercê-lo. O raciocínio é simples. Da mesma forma que uma pessoa tem o direito de ficar em silêncio durante um interrogatório, não pode ser obrigada a deslocar-se perante um delegado para prestar explicações que não deseja. Tem todo direito de aguardar, em casa, pelo curso da Justiça.

"Assistimos a uma nova versão de um velho instrumento arbitrário aplicado contra os mais fracos e desprotegidos. Observa-se que a velha "prisão para averiguações," um eufemismo empregado para manter pessoas trancafiadas em nenhuma razão plausível, foi abolido após a democratização. 

Ainda que a doutrina mais rigorosa não aceite essa exceções, pois sempre envolve a ameaça de emprego de violência do Estado contra uma pessoa presumidamente inocente, nas investigações policiais é comum aceitar e o uso de "condução coercitiva" quando uma pessoa é convocada e falta ao depoimento sem maiores explicações. Nenhum desses casos poderia ser aplicado a Lula,  que nunca deixou de prestar depoimentos sempre que foi chamado --ainda que, em teoria, não fosse obrigado a fazer isso.

Ontem, o argumento empregado pela Polícia Federal para justificar a "condução coercitiva" de Lula era a preocupação com sua segurança. Como mostra a jurisprudência-FHC, se este era o verdadeiro motivo, bastava interrogar o presidente em casa. Possivelmente, em segredo, como também se fez como se fez em janeiro de 2005, no apartamento de Higienópolis. Havia muito mais segurança e risco zero de tensões fora de hora. O problema: e o circo?

Pois é. Se havia uma preocupação com a segurança de Lula, ela não combina com a decisão de conduzir o ex-presidente para prestar depoimento num posto da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas.

O local é um conhecido ponto de passagem de uma clientela normalmente adversária dos governos petistas desde que a distribuição de renda tornou as passagens aéreas uma mercadoria acessível aos mais pobres -- e despertou o preconceito dos mais endinheirados, gerando cenas inesquecíveis de xingamentos e desaforos, que alimentaram os tele-jornais pelo dia inteiro.      
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Tereza Cruvinel: O FÓSFORO FOI RISCADO

: <p>São Bernardo do Campo- SP- Brasil- 04/03/2016- Ex-presidente Lula chega ao seu apartamento em São Bernardo do Campo. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula</p>

Nesta manhã a Lava Jato cruzou o rubicão, invadiu o Instituto Lula e levou o ex-presidente, que nunca foi por ela intimado, a prestar depoimento coercitivamente, humilhando também alguns colaboradores. Chegando ao ponto quê muita gente duvidava de que chegasse, afrontando pilares do Estado de Direito, como a presunção da notícia, garantida não a ex-presidente e expoentes mas a todo cidadão brasileiro, a Lava Jato riscou o fósforo sobre o ambiente já encharcado do combustível de ódio ao PT, seus dirigentes e governantes, de revolta dos petistas e aliados com a condução coercitiva das investigações.

As chamas vão subir, é possível que haja confrontos físicos, podendo até correr sangue. Já nesta sexta-feira os dois lados em que o Brasil foi dividido vão se defrontar em manifestações. O balanço deve ser enviado ao juiz Sergio Moro, dono da caixa de fósforos.

Quantos milhões, quiçá bilhões de reais não poderia ter  roubado, se quisesse, um presidente como Lula, com a popularidade interna e a projeção externa que ele teve? Mas por conta de obras de empreiteiras em um apartamento e um sítio que não possui foi submetido à execração, está sendo acusado de ter sido favorecido por recursos do petróleo.

A desproporção das coisas encontrará eco em uma parte do Brasil. Se  maior, menor, expressiva ou inexpressiva, as manifestações dirão.

O olhar comum pode não alcançar o encadeamento entre os fatos dos últimos dias mas enxergará a desproporção. Recordemos.

1. No sábado passado Lula anunciou que iria resistir ao cerco.

2. Em seguida enfrentou o procurador paulista Conserino, que conduz investigação que não é a Lava Jato. Prestou depoimento por escrito e apresentou habeas corpus preventivo para não sofrer o que sofreu hoje da Lava Jato.

3. Recorreu ao STF pedindo que decidisse quem tinha competência para investiga-lo, a Lava Jato ou os procuradores estaduais paulistas. A Lava Jato saiu da toca e assumiu que o investigava e queria continuar investigando.

4.  Numa clara retaliação à troca do ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, ontem começou algo como a “solução final” dos nazistas. Se não é possível acabar com eles de modo, acabemos pela eliminação. A suposta delação premiada de Delcidio do Amaral atingiu frontalmente Lula e Dilma mas até agora não sabemos se ela existe e quanto do que foi publicado existe.

5. Hoje Lula foi coagido a depor à Lava Jato, que nunca o intimou sequer a prestar  informações.  E na esteira de tudo, o cerco se fecha contra Dilma.

6. Não só petistas mas todos que têm consciência democrática denunciam a ruptura dos limites da legalidade e a marcha de um golpe de natureza ainda inédita mas eficaz, porque não tem cara de golpe e ainda consegue apresentar-se como decorrência da defesa dos princípios republicanos. 

A “solução final” está em curso mas não será uma solução, assim como as câmaras de gás não acabaram com os judeus nem garantiram o poder eterno ao nazismo.  É possível que estejamos mesmo diante de uma nova era, mas não porque será o fim do PT ou de Lula ou de Dilma.

Será uma nova era porque estaremos, como já escreveu Janio de Freitas, de volta aos anos 50 ou anteriores, em que os golpes comandavam a história pela força das baionetas. Hoje, pela força judicial de uma Lava Jato, dos procuradores e de uma PF que tem bandeira politica, não tarefa de Estado.
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Dilma, indignada, manifesta irrestrita solidariedade ao ex-presidente Lula


Em nota à imprensa nesta tarde, a presidente foi enfática ao externar seu posicionamento contrário às ações impostas ao ex-presidente Lula na 24ª fase da operação Lava Jato; Dilma frisou que sempre garantiu autonomia dos órgãos de investigação, mas sempre exigiu "o respeito à lei e aos direitos de todos os investigados"; "Manifesto meu integral inconformismo com o fato de um ex-presidente da República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos perante às autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento", afirma; Dilma voltou a criticar os vazamentos ilegais de dados em sigilo e disse que eles servem apenas para animar a "intolerância e retóricas anti-democráticas"




Após telefonar para se solidarizar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela condução coercitiva imposta pela Polícia Federal nesta sexta-feira 4, a presidente Dilma Rousseff divulgou nota à imprensa em que critica a ação da 24ª fase da operação Lava Jato.



Dilma diz que garantiu a autonomia dos órgãos responsáveis por investigações de atos corrupção, mas sempre exigiu "o respeito à lei e aos direitos de todos os investigados".



"Na qualidade de Chefe de Estado, avalio necessário ponderar que todos nós, agentes públicos, independentemente do Poder em que atuamos, devemos ter um profundo senso de responsabilidade em relação ao cumprimento das nossas competências constitucionais. É necessário que as investigações prossigam, para a final punição de quem deve ser punido. O respeito aos direitos individuais passa, nas investigações, pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em providencias mais gravosas do que as necessárias para o esclarecimento de fatos", afirmou a presidente.



Dilma voltou a criticar os vazamentos ilegais de dados em sigilo e disse que eles servem apenas para animar a intolerância e retóricas anti-democráticas. "Por isso, manifesto meu integral inconformismo com o fato de um ex-presidente da República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos perante às autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento", afirma.



Confira abaixo a íntegra da nota:



"Em relação às medidas decididas pela Justiça Federal, a pedido do Ministério Púbico, e executadas, no dia de hoje, pela Polícia Federal, a Presidente Dilma Rousseff declara que:



1. O cumprimento da Constituição é a única via segura para o bom exercício das funções públicas e o respeito aos direitos individuais. No meu governo, garanti a autonomia dos órgãos responsáveis por investigações de atos de improbidade e de corrupção, mas sempre exigi o respeito à lei e aos direitos de todos os investigados.



2. Nesse momento, na qualidade de Chefe de Estado, avalio necessário ponderar que todos nós, agentes públicos, independentemente do Poder em que atuamos, devemos ter um profundo senso de responsabilidade em relação ao cumprimento das nossas competências constitucionais. É necessário que as investigações prossigam, para a final punição de quem deve ser punido. Mas no ambiente republicano e democrático, o protagonismo da Constituição, sob orientação Supremo Tribunal Federal, constitui importante salvaguarda. O respeito aos direitos individuais passa, nas investigações, pela adoção de medidas proporcionais que jamais impliquem em providencias mais gravosas do que as necessárias para o esclarecimento de fatos. Vazamentos ilegais, prejulgamentos antes do exercício do contraditório e da ampla defesa, não contribuem para a busca da verdade, mas apenas servem para animar a intolerância e retóricas anti-democráticas.



3 - Por isso, manifesto meu integral inconformismo com o fato de um ex-presidente da República que, por várias vezes, compareceu voluntariamente para prestar esclarecimentos perante às autoridades competentes, seja agora submetido a uma desnecessária condução coercitiva para prestar um depoimento."
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É hora de defender nas ruas a democracia ameaçada: Março de 2016 não pode ser Março de 1964



Não é hora de atear fogo às vestes.

Os dados estão rolando. Não estamos vivendo um novo 31 de março de 1964.

Não ainda.

A Operação Aletheia – que deveria se chamar Operação Globo – não define nada. Seu mérito maior, se é possível usar essa expressão, é revelar as intenções da Lava Jato e Sergio Moro, sob  as bênçãos dos Marinhos e, por extensão, da plutocracia.

O objetivo jamais foi erradicar a corrupção, mas derrubar o governo e acabar com Lula. (No triunfo supremo do cinismo, Aletheia é uma palavra grega que significa busca da verdade.)

A sequência dos acontecimentos é clara quanto a isso: o vazamento pela PF da alegada delação de Delcídio, o Jornal Nacional de ontem com conteúdo assassino e, na manhã desta sexta, um enxame de policiais fortemente armados para capturar Lula.

Tudo isso às vésperas de uma manifestação pró-impeachment.

A grande questão, agora, é como os defensores da democracia – não estamos falando apenas de petistas – reagirão.

A verdade estará nas ruas.

Caso os antigolpistas reajam como vigor – atenção: não confundir com violência – o golpe será abortado. Caso corra sangue de brasileiros, o que seria uma tragédia, todos sabemos de quem é a culpa: dos mentores da ação desta manhã.

Não é hora de lamentar a apatia suicida com que o governo tratou a Lava Jato. Como o ministro da Justiça recém-saído pôde cruzar os braços diante das barbaridades cometidas por Moro e pela PF?

Como, em nenhum momento, o PT expôs a face real da Lava Jato? Como os governos Lula e Dilma continuaram a dar verbas bilionárias de publicidade para uma empresa com um histórico notável de golpes contra governos populares?
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Golpe não! Às ruas por Lula, pela democracia e pelo Brasil



Indignação – esta é a palavra que define o sentimento democrático brasileiro no momento em que os golpistas ousam tocar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a maior liderança política e popular da República.

O golpe está em andamento! O conluio entre a mídia da direita e setores do Judiciário e da Polícia Federal fizeram, nesta manhã de sexta-feira, o maior desafio ao povo brasileiro e ousaram prender aquele que representa a todos os democratas e progressistas. É óbvio o caráter midiático da ação. O país, os direitos civis, a democracia, foram sequestrados por uma espécie de justiça do espetáculo.

Não importam as alegações mentirosas feitas para justificar a ação arbitrária e golpista que, agora, atinge diretamente o presidente Lula.

A hora é de ação contra a desenvoltura golpista. A hora é de defesa das mudanças democráticas. A hora é de defesa de Lula e seu significado para os brasileiros. Do maior líder popular dos brasileiros. Do presidente que tirou o país do mapa da fome. A hora é de defesa do Brasil.

A resposta à ousadia golpista não será silenciosa. Vamos às ruas defender o Estado Democrático de Direito contra a ação da direita. Golpe não!
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Violência contra Lula afronta o país e o estado de direito


           
                                 

A violência praticada hoje (4/3) contra o ex-presidente Lula e sua família, contra o Instituto Lula, a ex-deputada Clara Ant e outros cidadãos ligados ao ex-presidente, é uma agressão ao estado de direito que atinge toda sociedade brasileira. A ação da chamada Força Tarefa da Lava Jato é arbitrária, ilegal, e injustificável, além de constituir grave afronta ao Supremo Tribunal Federal.

1) Nada justifica um mandado de condução coercitiva contra um ex-presidente que colabora com a Justiça, espontaneamente ou sempre que convidado. Nos últimos meses, Lula prestou informações e depoimentos em quatro inquéritos, inclusive no âmbito da Operação Lava Jato. Dezenas de testemunhas foram ouvidas sobre estes fatos alegados pela Força tarefa,  em depoimentos previamente marcados. Por que o ex-presidente Lula foi submetido ao constrangimento da condução coercitiva?

2) Nada justifica a quebra do sigilo bancário e fiscal do Instituto Lula e da empresa LILS Palestras. A Lava Jato já recebeu da Receita Federal, oficialmente, todas as informações referentes a estas contas, que foram objeto de minuciosa autuação fiscal no ano passado.

3) Nada justifica a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Lula, pois este sigilo já foi quebrado, compartilhado com o Ministério Público Federal e vazado ilegalmente para a imprensa, este sim um crime que não mereceu a devida atenção do Ministério Público.

4) Nada justifica a invasão do Instituto Lula e da empresa LILS, a pretexto de obter informações sobre palestras do ex-presidente Lula, contratadas por 40 empresas do Brasil e de outros países, entre as quais a INFOGLOBO, que edita as publicações da Família Marinho (http://www.institutolula.org/as-palestras-de-lula-a-violacao-de-sigilo-bancario-do-ex-presidente-foi-um-ato-criminoso). Todas as informações referentes a estas palestras foram prestadas à Procuradoria da República do Distrito Federal e compartilhadas com a Lava Jato. Também neste caso, o Ministério Público nada fez em relação ao vazamento ilegal de informações sigilosas para a imprensa.

5) Nada justifica levar o ex-presidente Lula a depor sobre um apartamento no Guarujá que não é nunca foi dele e sobre um sítio de amigos em Atibaia, onde ele passa seus dias de descanso. Além de esclarecer a situação do apartamento em nota pública – na qual chegou a expor sua declaração de bens – e em informações prestadas por escrito ao Ministério Público de São Paulo, o ex-presidente prestou esclarecimentos sobre o sítio de Atibaia em ação perante o Supremo Tribunal Federal, que também é de conhecimento público.

6) A defesa do ex-presidente Lula peticionou ao STF para que decida o conflito de atribuições entre o Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal (Força Tarefa), para apontar a quem cabe investigar os fatos, que são os mesmos. Solicitou também medida liminar suspendendo os procedimentos paralelos até que se decida a competência conforme a lei. Ao precipitar-se em ações invasivas e coercitivas nesta manhã, antes de uma decisão sobre estes pedidos, a chamada Força Tarefa cometeu grave afronta à mais alta Corte do País, afronta que se estende a todas as instituições republicanas.

7) O único resultado da violência desencadeada hoje pela Força Tarefa é submeter o ex-presidente a um constrangimento público. Não é a credibilidade de Lula, mas da Operação Lava Jato que fica comprometida, quando seus dirigentes voltam-se para um alvo político sob os mais frágeis pretextos.

O Instituto Lula reafirma que Lula jamais ocultou patrimônio ou recebeu vantagem indevida, antes, durante ou depois de governar o País. Jamais se envolveu direta ou indiretamente em qualquer ilegalidade, sejam as investigadas no âmbito da Lava Jato, sejam quaisquer outras.
A violência praticada nesta manhã – injusta, injustificável, arbitrária e ilegal – será repudiada por todos os democratas, por todos os que têm fé nas instituições e do estado de direito, no Brasil e ao redor do mundo, pois Lula é uma personalidade internacional que dignifica o País, símbolo da paz, do combate à fome e da inclusão social.

É uma violência contra a cidadania e contra o povo brasileiro, que reconhece em Lula o líder que uniu o Brasil e promoveu a maior ascensão social de nossa história.

Informações colhidas no site do Instituto Lula
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Rio São Francisco sobe 200% em Minas Gerais e já corre em direção à Bahia

1/21/2016


 

Há oito anos a vazão da Cachoeira Casca D'anta na Serra da Canastra, em São Roque de Minas, não era tão intensa como a que foi registrada na quarta-feira (20), segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). As chuvas frequentes de uma semana inteira elevaram o nível do Rio São Francisco em quatro metros. O volume é de 200% a mais que em 2014 e 2015, quando o rio enfrentou seca drástica da nascente histórica. Ainda na região Centro-Oeste de Minas, as cidades de Divinópolis, Córrego Danta e Conceição do Pará adotam medidas para reduzir o prejuízo causado pelas chuvas.

O chefe substituto do Parque Nacional da Serra da Canastra e representante do ICMbio, Vicente Faria, disse que o Rio São Francisco percorre 14 quilômetros até a cachoeira Casca D'anta. As nascentes estão jorrando água, mas por conta das condições das estradas não é possível chegar a nenhuma delas. Turistas com carros de passeio não conseguem subir a serra. O ICMbio monitora áreas de risco de desmoronamento e informa que até o momento está tudo sob controle. A recomendação é que os turistas esperem as chuvas cessarem para então visitarem a região da Serra da Canastra.

Seca

Em 2014 a falta de chuvas na região provocou uma seca drástica que culminou na seca da nascente histórica do Rio São Francisco. A nascente é a principal de toda a extensão do rio, que tem 2.700 km. O fato alarmou o país, já que o São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro, e sua bacia hidrográfica abrange 504 municípios de sete unidades da federação – Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás e Distrito Federal. Ele nasce na Serra da Canastra, em Minas, e desemboca no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe. Só agora, em janeiro de 2016, o cenário aponta para uma recuperação efetiva da nascente histórica e das demais que fazem parte da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.

Cheias em cidades da região

Várias cidades do Centro-Oeste de Minas enfrentam problemas por causa das chuvas nos últimos dias. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a situação deve continuar até sábado (23). Em Divinópolis a Defesa Civil informou nesta quarta-feira (20) que o nível do Rio Itapecerica alcançou nível médio de 5,3 metros – três metros acima do normal. O órgão monitora todo o trecho do rio que corta a cidade e prevê estabilização da cheia, possibilidade de baixa no volume de água.

Segundo o meteorologista Luiz Ladeia, desde 2011 não chovia como tem ocorrido na região. "Pelo menos os níveis pararam de baixar. Mas as principais reservas ainda estão necessitando de complemento. Em termos de agricultura e reservatórios, essa chuva frequente e mais branda ajuda muito, afinal, os lençóis freáticos vão sendo cada vez mais umedecidos", disse.
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