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Por falar o óbvio, Meirelles golpista vai ganhar o premio Nobel de Economia

9/30/2016



Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, critica as "obviedades" ditas pelo ministro da Fazenda, como a de que “teremos a recuperação da arrecadação assim que a economia retomar seu crescimento”; "Não diga, Ministro! Genial, acho que vão lançar sua candidatura ao Nobel de Economia", ironiza.

Por Fernando Brito, do Tijolaço


A falta de qualquer projeto econômico para o país senão o de cortar “custos” (custos, leia-se, são aposentadorias, salários, educação, saúde, não confunda com juros altos nem reajuste para os altos salários), o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não faz jus à sua inteligência dizendo obviedades como a que está aí acima, reproduzida do Estadão:

“Teremos a recuperação da arrecadação assim que a economia retomar seu crescimento”

Não diga, Ministro! Genial, acho que vão lançar sua candidatura ao Nobel de Economia, concorrendo com afirmações tautológicas como “nossos gastos vão diminuir quando as despesas diminuírem” ou “a receita da empresa vai aumentar quando as vendas aumentarem”.


Mas permita uma perguntinha ingênua, de quem não tem a sua sapiência: quer dizer que se a arrecadação cresce quando a economia se recupera, não será igualmente verdade que quando a arrecadação afunda é porque a economia está afundando?

E quando a arrecadação afunda de forma muito forte não é sinal de que porque a economia está desacelerando de forma intensa?

Vou dar um exemplo, bem básico. A produção de caminhões – um excelente indicador do nível de atividade das empresas, num país onde o transporte rodoviário é tudo, caíram 6,1% em agosto em relação a julho e 24,3% frente agosto de 2015.

Ministro Meirelles, o que está ficando claro, mesmo, é que se dependesse do senhor – e não das cobranças públicas de Lula por redução de juros e estímulo à economia – o tsunami não teria sido marolinha…
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O Brasil tem ministro da justiça fora da lei

9/27/2016


O deputado e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias (PT-MG) constata que o Brasil tem um ministro da Justiça fora da lei.

Em nota sobre o episódio do vazamento por Moraes da 35ª fase da Lava Jato, que prendeu Antonio Palocci, Patrus, que é advogado, diz "não há a menor sombra de dúvida" de que Moraes violou a lei e "abusou do poder político".

"A ditadura em marcha passou a exibir um elemento novo, tenebroso e escandaloso: o atual ministro da Justiça, já reconhecido protagonista de inúmeros atos antidemocráticos, travestiu-se agora, fora da lei, em arauto de operações policiais, em pregoeiro de ações de polícia a serviço de interesses eleitorais", escreve Patrus.

Ele acrescenta que não somente o ministro da Justiça "cometeu o crime de violação de sigilo funcional", mas também "abusou do poder político ao se valer da condição de Ministro de Estado da Justiça e, portanto, de superior hierárquico da Polícia Federal, para influenciar eleitores".

Abaixo, a íntegra da nota:

Um ministro da Justiça fora da lei

A ditadura em marcha passou a exibir, desde o último fim de semana, um elemento novo, tenebroso e escandaloso: o atual ministro da Justiça, já reconhecido protagonista de inúmeros atos antidemocráticos, travestiu-se agora, fora da lei, em arauto de operações policiais, em pregoeiro de ações de polícia a serviço de interesses eleitorais.
Domingo, ao participar de comício pelo candidato do PSDB à Prefeitura de Ribeirão Preto, o ministro Alexandre de Moraes anunciou para esta semana uma nova etapa da Operação Lava Jato. O que o ministro anunciou ontem, a Polícia Federal executou hoje.

Na mesma Ribeirão Preto do comício de campanha do PSDB, a instituição comandada pelo ministro Moraes cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-prefeito e ex-ministro Antonio Palocci, a quem prendeu em São Paulo.

Não há a menor sombra de dúvida de que no comício de domingo o ministro da Justiça violou de uma só vez, frontal e gravemente, o Código Penal Brasileiro, a Lei da Ficha Limpa e outras regras.

Alexandre Moraes abusou do poder político ao se valer da condição de Ministro de Estado da Justiça e, portanto, de superior hierárquico da Polícia Federal, para influenciar eleitores.

Mais grave ainda: o Ministro da Justiça cometeu o crime de violação de sigilo funcional, previsto no art. 325 do Código Penal, ao revelar fato que deveria manter em segredo e de que somente teve ciência pelo seu status de ministro. Serviu-se disso exclusivamente para fins eleitorais, num comício público, cometendo usurpação inaceitável de sua função pública.

É escandaloso que alguém possa se achar no direito de usurpar dessa forma o cargo de Ministro de Estado da Justiça.

O comportamento de Alexandre Moraes mancha gravemente não só a autoridade ministerial, mas também a de seu superior hierárquico, o Presidente da República, Michel Temer. E mancha inclusive a Operação Lava Jato ao reforçar as suspeitas de seu uso puramente eleitoreiro, para prejudicar campanhas de oposição ao atual governo.

Polícias políticas são próprias de ditaduras – e nós conhecemos bem os malefícios que já causaram ao Brasil. São assustadores os indícios de que estão de volta.
São assustadores os indícios de que estão de volta, entre eles a infiltração de agentes do Exército em ações de opositores ao governo golpista.

Que o povo do Brasil, que os homens e mulheres de bem possam se indignar e se levantar contra um Ministro da Justiça que age, diuturnamente, para consolidar no Brasil um Estado Policial em que a repressão política é o maior e único objetivo. 

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Golpistas aniquilam o maior patrimônio nacional

9/07/2016




Como já vem sendo noticiado pela imprensa, o Conselho de Administração da Petrobrás deve aprovar ainda este mês a venda de 90% da sua maior e mais lucrativa malha de gás.

A Nova Transportadora do Sudeste (NTS), subsidiária responsável pelo escoamento de 70% do gás natural do país, está na iminência de ser entregue a um grupo de investidores estrangeiros, liderados pela canadense Brookfield Asset Management.

Corremos, portanto, o risco do transporte desse produto estratégico ser monopolizado por uma multinacional.

Não só a Petrobrás, como qualquer outra empresa que produzir petróleo no país será obrigada a pagar o preço que a Brookfield e seus parceiros exigirem, pois não existem outros gasodutos na região Sudeste.

Isso ganha contornos ainda mais graves, se levarmos em conta o crescimento da produção de gás natural, com a exploração do Pré-Sal, cujas jazidas estão justamente no Sudeste.

Assim como aconteceu nas privatizações das distribuidoras do Sistema Elétrico, vai sobrar para a população pagar essa conta.

Além do consumo doméstico, o gás natural é utilizado pela indústria e cada vez mais presente na matriz energética, através das termelétricas.

Perde o país, perde a indústria nacional e perde o consumidor.

Além disso, a venda da NTS desarticula a Petrobrás como uma empresa integrada de energia, processo que se consolidou em dezembro de 2006, com a implantação da Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária criada para unificar o transporte de gás natural em todo o país.

No início de 2015, a empresa foi dividida em duas: a Nova Transportadora do Sudeste e a Nova Transportadora do Nordeste (NTN).

Os petroleiros chegaram a alertar que o objetivo dos gestores era a privatização.

Entregar a um grupo de investidores estrangeiros a maior malha de gás do país é crime de lesa-pátria.

O povo brasileiro está perdendo soberania e perspectivas de um futuro melhor diante da privatização das principais empresas do Sistema Petrobrás.

Fizeram isso com a Gaspetro e caminham para fazer o mesmo com a BR Distribuidora, a Liquigás e toda a malha de gás.

No rastro, virão outros ativos estratégicos, como já aconteceu com Carcará.

Pedro Parente anunciou, inclusive, a intenção de privatizar também a Transpetro e as refinarias.

Podemos perder muito mais ainda se a Câmara dos Deputados Federais aprovar o projeto que tira da Petrobrás a operação do Pré-Sal.

Estamos, portanto, diante da liquidação do maior patrimônio nacional.

O desmonte da Petrobrás será o desmonte do país.

Os petroleiros têm travado imensas batalhas para impedir que esse crime se consolide.

Essa, no entanto, é uma luta que não venceremos sozinhos.

Ou a sociedade se levanta contra a entrega da Petrobrás e do Pré-Sal, ou o Brasil perderá de vez o seu futuro.
VIOMUNDO

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Temer foge até do 7 de setembro por medo das vaias




Michel Temer não desfilará em carro aberto até o palanque de onde assistirá ao desfile do 7 de setembro. Motivo: possibilidade de vaias.



Temer não usará carro aberto para ir ao desfile de 7 de setembro



Pela primeira vez, a cerimônia de comemoração do Dia da Independência será comandada pelo presidente de facto  Michel Temer, que tomou o cargo a menos de uma semana. Ao contrário dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer não usará o rolls royce presidencial para se deslocar pela Esplanada e chegar ao local onde assistirá o desfile.



Ao lado de seus ministros-gerentes, Temer sabe que poderá enfrentar vaias, apesar do cuidado da assessoria do Palácio do Planalto em selecionar os convidados para evitar que simpatizantes do governo passado ocupem as arquibancadas que ficam em frente ao palanque  ou ao lado dele.



Este procedimento de ter controle rígido sobre as pessoas que ocuparão estas arquibancadas sempre foi feito também pelos governos anteriores, embora em muitas ocasiões tenham ocorrido gritos e vaias causando constrangimentos aos ex-presidentes. Por isso mesmo, haverá reforço na segurança no local do evento, para evitar surpresas e duas espécies de cerca impedirão que manifestantes cheguem em frente ao palanque ocupado por Temer.





A preocupação do governo de facto com o desfile aumentou depois das manifestações do fim de semana e com a ocupação do Ministério do Planejamento ocorrida segunda-feira passada (5 de setembro).
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O coronel e a mocinha. É a “moda Moro”, versão meganha

9/06/2016




Reuni, numa só edição, as “explicações” do coronel Dimitrios Fyskatoris, da PM paulista e o relato de uma das jovens detida na Rua Vergueiro – antes da manifestação de domingo na Avenida Paulista, feito para a Midia Ninja.

É a melhor maneira de confrontar as versões e enxergar o óbvio.



O coronel Dimitrios, com todo o respeito, quer que as pessoas acreditem que o suposto grupo de “vândalos”, antes de fazer “vandalismo”, confessou “espontaneamente” que iam vandalizar.

Será que em sua longa carreira o coronel já abordou um sujeito que, ao ser abordado pela PM, tenha dito: “ah, seu puliça, tô indo ali roubar uma padaria”?

Mas o coronel diz, impávido: “”Eu tenho registro da declaração deles dizendo que faziam parte de um grupo que estava reunido para praticar atos de desordem na cidade e que eram parte de várias células que estavam espalhadas pela cidade”, declarou.

É a “delação” premiada padrão PM, versão “pé de boi” das do juiz Moro.


Prendam um guri de 17 ou 18 anos uma madrugada inteira, cercado de brutamontes armados, sem acesso a advogado e é capaz de ele dizer que  foi ele que furou o casco do Titanic.

Ninguém descreveu melhor isso do que o juiz Rodrigo Tellini, que mandou soltar as moças e rapazes.

“Vivemos dias tristes para nossa democracia. Triste do país que seus cidadãos precisam aguentar tudo de boca fechada. Triste é viver em um país que a gente não pode se manifestar”

Aliás, não é curioso que tenham “ressuscitado” a ideia de “black blocs” depois de eles terem sumido desde 2013?

O pessoal das trevas tem mesmo poder sobre os mortos-vivos.


Fernando Brito em "O Tijolaço"

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Temer foi excluído da lista da reunião do G 20






Brasil de Fato - O presidente não-eleito Michel Temer foi o único líder que não teve o nome citado na lista de presença do encontro do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo todos os anos. Em vez de apresentar o nome de Michel Temer, a lista elencou "líder brasileiro", mesmo três dias após o impeachment de Dilma Rousseff. 
Neste ano, o evento aconteceu em Hangzhou, capital da província de Zhejiang, na China. Iniciada neste domingo (4), a reunião terminou nesta segunda-feira (5).
O Brasil de Fato entrou em contato com bloco por email à procura de explicações sobre a omissão do nome de Temer, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. 

F O R A   T E M E R !



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O vampiro conspirador isola o Brasil da América do Sul

9/02/2016



O Brasil é hoje um pária entre seus próprios vizinhos da América do Sul. De líder natural do continente, o Brasil passou a essa condição depois do golpe parlamentar de 2016, que afastou a presidente Dilma Rousseff de forma arbitrária, colocando em seu lugar o vice Michel Temer.

Em nota, o Uruguai, governado pelo moderado Tabaré Vazquez, disse considerar uma "profunda injustiça" a destituição de Dilma. "O Uruguai deseja destacar o papel da presidenta Dilma Rousseff em fortalecer a histórica relação bilateral, que permitiu alcançar uma aliança estratégica que redundou em benefício de ambos os povos", diz o texto. "Para além da legalidade invocada, o governo uruguaio considera uma profunda injustiça dita destituição". 

Em outro comunicado, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), liderada por Ernesto Samper, anunciou que está fazendo consultas com os chanceleres da entidade para a realização de uma reunião extraordinária, uma vez que esse processo "gera preocupação e tem implicações regionais".

Numa postura mais radical, o Equador, de Rafael Correa, a Venezuela, de Nicolas Maduro, e a Bolívia, de Evo Moraes, retiraram seus embaixadores de Brasília. O Chile, numa nota divulgada por Michelle Bachelet, manifestou "o apreço e reconhecimento à presidenta Dilma Rousseff" e não citou o nome de Michel Temer.

O Itamaraty ainda não preparou nenhuma resposta aos vizinhos, uma vez que o chanceler acompanhar Temer em sua viagem à China. Hoje, o Brasil só tem o apoio do Paraguai, que passou por golpe semelhante, e da Argentina, onde Mauricio Macri tenta implantar, sob forte reação popular, um programa ultraliberal na economia.
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O retorno dos anos de chumbo e da porrada



Michel Temer tem a receita para todos os brasileiros se darem as mãos, como numa propaganda antiga da Coca Cola. Na noite de quarta, 31, assim que assumiu a presidência na esteira de um vexame internacional, fez um pronunciamento de cinco minutos.

Prometeu reformas na previdência e nas leis trabalhistas e falou o seguinte: “Meu único interesse, e que encaro como questão de honra, é entregar ao meu sucessor um país reconciliado, pacificado e em ritmo de crescimento. Um país que dê orgulho aos seus cidadãos”.

Um de seus porta vozes na imprensa, Gerson Camarotti, da Globo News, criticou a fala de Dilma pós-impeachment antepondo-a a essa lenga lenga temerista.

Dilma, apontou o macambúzio GC, fez uma “declaração de guerra”. Segundo o jornalista, Temer estava, até então, numa “linha de conciliação”. Em anúncio de página inteira nos principais jornais — homenagem aos sócios —, a Fiesp acha que “é hora de todos juntos reconstruirmos o país”.

Como gosta de lembrar o seu filho adolescente: não vai rolar. Ou, segundo o professor Vladimir Safatle: hoje, nós apenas ocupamos o mesmo território.

Um sujeito lidera uma gangue que arma uma fraude, conspira, atropela o voto de 54 milhões, faz parte de uma campanha assassina contra titular, enxovalha sua reputação, limpa a bunda com a Constituição, cassa seu mandato, dá um golpe — e agora fala em “pacificação”.

Não. Tudo indica que não vai rolar. Temer, o covarde que fugiu de vaias na Olimpíada, terá que continuar clandestino.

Na quinta, 1º de setembro, pelo terceiro dia seguido, manifestantes ocuparam as ruas de várias capitais. Em São Paulo, uma estudante chamada Deborah Fabri teve o olho perfurado por estilhaços de uma “bomba de efeito moral”.

Pacificação?

Em Caxias do Sul, um advogado de 51 anos foi espancado por três policiais com cassetetes depois que os manifestantes já haviam se dispersado. Tomou porrada no corpo inteiro. Num determinado momento, ele caiu no chão com um soldado. O filho dele se aproximou e chutou a cabeça do PM.


Pacificação?

Um homem agrediu a senadora Vanessa Grazziotin no avião. Ela filmou o começo do entrevero, até o instante em que ele agarra a câmera. O valentão foi detido pela PF.

Segundo uma testemunha ouvida pelo Portal Paraná, o animal a pegou pelo cabelo até ela bater a cabeça no braço da poltrona. Vanessa tinha ido a Curitiba visitar a mãe. Equivocadamente, não quis registrar boletim de ocorrência.

Pouco a pouco, o golpista sem pescoço vai descobrindo maneiras de garantir a “pacificação”. Autorizou as Forças Armadas a garantir “a lei e a ordem” na Avenida Paulista no domingo, dia 4.

Oficialmente, o exército vai cuidar da passagem da tocha paralímpica. Coincidentemente, estará lá no mesmo dia em que um “Fora Temer” foi convocado. E, veja só, a Secretaria de Segurança Pública do Estado havia proibido o protesto por causa de “atos de vandalismo”.

O único jeito de Michel Temer pacificar a nação que humilhou, dividiu e incendiou é ele sair. Como não vai rolar, ele viverá tempos duros pela frente. E nós também.
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