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GOVERNO GOLPISTA DE MICHEL TEMER ESTÁ FORÇANDO A PARALISAÇÃO DO BRASIL

5/23/2018




A política do governo golpista de Michel Temer para os preços da gasolina e do diesel, levada pela gestão de Pedro Parente na Petrobras, põe mais combustível na greve nacional dos caminhoneiros, além de aumentar a fragilidade do país, avalia a Federação Única dos Petroleiros (FUP).


"Colocado pelo vampirão  Michel Temer no comando da Petrobrás, Pedro Parente alterou a política de preços das refinarias, em outubro de 2016, quatro meses após ser empossado. Por sua orientação, a estatal passou praticar a paridade com o mercado internacional, aumentando os preços de acordo com a variação do barril de petróleo, sem estabelecer qualquer mecanismo de proteção para o consumidor", diz a FUP.


"Além de aumentar diariamente os preços dos derivados, Pedro Parente reduziu a carga das refinarias, que estão operando com 75% da capacidade em vários estados do País. Quem ganha com isso são as importadoras de combustíveis. Já  foram importados mais de 200 milhões de barris de derivados de petróleo, número recorde da série histórica da Agência Nacional do Petróleo (ANP).



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A greve dos caminhoneiros, que já paralisa estradas de 23 Estados e o Distrito Federal, também afetou seriamente as operações da BRF, maior empresa brasileira de carne de frango e carne suína. A companhia já paralisou totalmente quatro unidades por conta dos protestos. Os caminhoneiros protestam contra a alta do diesel.

Além disso, outros nove frigoríficos da companhia terão atividades suspensas (total ou parcialmente) ainda nesta quarta-feira 23; após reunião no Planalto, caminhoneiros decidiram manter a greve nesta quinta.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o presidente-executivo interino da BRF, Lorival Luz, afirmou que a empresa suspendeu na manhã de hoje as operações das plantas de Nova Marilândia (MT), Dois Vizinhos (PR), Toledo (PR) e Campos Novos (SC).

De acordo com a BRF, a greve inviabilizou o recebimento da matérias-primas, como de animais para serem abatidos. O fornecimento de ração para os produtores de aves e suínos da BRF também enfrenta problemas.

"A companhia reforça que a impossibilidade de transporte de insumos e produtos causa perdas para os produtores rurais, colaboradores e empresa, assim como compromete severamente o bem-estar animal e prejudica o atendimento ao consumidor", advertiu a BRF.
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Filha de Michel Temer vai depor à PF sobre propina

4/30/2018


Maristela Temer, psicóloga e filha do presidente Michel Temer, deve depor à polícia na próxima semana. Ela foi intimada a prestar esclarecimentos sobre suas relações — e do pai — com o coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, que chegou a ser preso, em março, na Operação Skala.

A PF quer ouvir Maristela especificamente sobre uma reforma em sua residência, em São Paulo. A suspeita é de que a obra, com orçamento em torno de R$ 1 milhão, teria sido bancada com propina supostamente recebida pelo coronel Lima da JBS.

A Polícia Federal suspeita que o presidente tenha lavado dinheiro de propina com reformas e compras de imóveis para familiares. A investigação é parte do inquérito dos portos, que apura supostas irregularidades na edição do Decreto dos Portos.

Embora outros presidentes tenham visto os filhos se envolverem em escândalos, esta é a primeira vez que um deles é intimado a prestar depoimento enquanto o pai governa o país.

Em outros momentos da história recente, filhos e filhas de presidentes já depuseram — como Roseana Sarney, filha do ex-presidente José Sarney, e Luís Cláudio da Silva, filho do ex-presidente Lula —, mas quando seus pais já não ocupavam mais o principal cargo do Executivo do país.

Além de Maristela Temer, o atual presidente, Michel Temer também é pai de Luciana, Clarissa, Eduardo e Michel, o Michelzinho.

FONTE: R7.COM
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Neste 7 de setembro o grito de guerra foi FORA TEMER!

9/07/2016


Independência ou morte? Que nada! Neste 7 de setembro, o que mais se ouviu nas ruas das capitais de praticamente todos os estados brasileiros foi um gigantesco Fora, Temer; estima-se que mais de 200 mil pessoas tenham ido às ruas pedir a saída do atual governo e a convocação de Diretas Já; no desfile, em Brasília, Temer não saiu em carro aberto e, mesmo num evento só para convidados, ouviu protestos de Fora, Temer; Grito dos Excluídos, que ocorre tradicionalmente no 7 de setembro, teve como pauta principal a volta da democracia




O 7 de setembro de 2016 entra para a história como o dia em que mais de 200 mil brasileiros foram às ruas para pedir a volta da democracia, eleições diretas para a presidente e a saída de Michel Temer do governo.

Ao todo, estima-se que mais de 200 mil pessoas tenham ido às ruas neste domingo, em protestos que foram realizados em praticamente todas as capitais do Brasil e também em várias cidades médias.

O Grito dos Excluídos, que ocorre tradicionalmente no 7 de setembro, teve como pauta principal a volta da democracia.

Leia, abaixo, reportagem da Reuters sobre os protestos que Temer enfrentou em seu primeiro evento público:

Em primeiro evento público no Brasil como presidente efetivo, Temer enfrenta protestos

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer enfrentou nesta quarta-feira protestos ao participar do desfile cívico do 7 de Setembro, data em que é comemorada a Independência do Brasil, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, em seu primeiro evento público no país desde que tomou posse efetivamente no cargo, no dia 31 de agosto.

Também houve protestos contra Temer em outras cidades do país, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, onde foram vistos cartazes com frases como "não ao golpe" e "nenhum direito a menos".

Assim que o presidente chegou ao local do desfile em Brasília, em carro fechado e sem a faixa presidencial, ao lado da primeira-dama Marcela, um grupo de pessoas em uma arquibancada próxima à tribuna presidencial passou a gritar “Fora Temer” e "golpista", gerando a reação de um homem que gritou “Fora comunistas”. Também foram ouvidos aplausos.

A arquibancada era composta, segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência, por convidados de funcionários do Palácio do Planalto. 

Após certo alvoroço, alguns manifestantes saíram voluntariamente, ocasião em que um grupo de pessoas gritou palavra de ordem afirmando que a sua bandeira “jamais será vermelha”. Pouco antes do início do evento um homem que portava um adesivo de “Fora Temer” na arquibancada foi abordado pela segurança, mas não chegou a ser retirado do local.

Ao final do desfile, quando Temer deixava a tribuna presidencial, um pequeno grupo de aproximadamente 15 pessoas gritou novamente palavras de ordem contra o presidente.  

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a Esplanada dos Ministérios recebeu um público de aproximadamente 25 mil pessoas. Ainda de acordo com a polícia, aproximadamente 2.700 manifestantes contra o governo Temer concentraram-se no Museu da República, a alguns metros de onde ocorria o desfile. 

A cerimônia contou com o efetivo de cerca de 1500 policiais e 150 agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O local do desfile foi rodeado por cercas de metal.

No Rio, o protesto teve início logo após o desfile militar no centro da cidade, e ao menos uma pessoa foi detida. Os manifestantes usaram sistema de som, carregavam faixas e cartazes contra o governo e gritavam palavras de ordem como “Fora Temer” e “golpista”.

O número de manifestantes não foi divulgado pela polícia do Rio, mas os organizadores estimaram em cerca de 10 mil pessoas.

(Com reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro)

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O vampiro conspirador isola o Brasil da América do Sul

9/02/2016



O Brasil é hoje um pária entre seus próprios vizinhos da América do Sul. De líder natural do continente, o Brasil passou a essa condição depois do golpe parlamentar de 2016, que afastou a presidente Dilma Rousseff de forma arbitrária, colocando em seu lugar o vice Michel Temer.

Em nota, o Uruguai, governado pelo moderado Tabaré Vazquez, disse considerar uma "profunda injustiça" a destituição de Dilma. "O Uruguai deseja destacar o papel da presidenta Dilma Rousseff em fortalecer a histórica relação bilateral, que permitiu alcançar uma aliança estratégica que redundou em benefício de ambos os povos", diz o texto. "Para além da legalidade invocada, o governo uruguaio considera uma profunda injustiça dita destituição". 

Em outro comunicado, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), liderada por Ernesto Samper, anunciou que está fazendo consultas com os chanceleres da entidade para a realização de uma reunião extraordinária, uma vez que esse processo "gera preocupação e tem implicações regionais".

Numa postura mais radical, o Equador, de Rafael Correa, a Venezuela, de Nicolas Maduro, e a Bolívia, de Evo Moraes, retiraram seus embaixadores de Brasília. O Chile, numa nota divulgada por Michelle Bachelet, manifestou "o apreço e reconhecimento à presidenta Dilma Rousseff" e não citou o nome de Michel Temer.

O Itamaraty ainda não preparou nenhuma resposta aos vizinhos, uma vez que o chanceler acompanhar Temer em sua viagem à China. Hoje, o Brasil só tem o apoio do Paraguai, que passou por golpe semelhante, e da Argentina, onde Mauricio Macri tenta implantar, sob forte reação popular, um programa ultraliberal na economia.
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O retorno dos anos de chumbo e da porrada



Michel Temer tem a receita para todos os brasileiros se darem as mãos, como numa propaganda antiga da Coca Cola. Na noite de quarta, 31, assim que assumiu a presidência na esteira de um vexame internacional, fez um pronunciamento de cinco minutos.

Prometeu reformas na previdência e nas leis trabalhistas e falou o seguinte: “Meu único interesse, e que encaro como questão de honra, é entregar ao meu sucessor um país reconciliado, pacificado e em ritmo de crescimento. Um país que dê orgulho aos seus cidadãos”.

Um de seus porta vozes na imprensa, Gerson Camarotti, da Globo News, criticou a fala de Dilma pós-impeachment antepondo-a a essa lenga lenga temerista.

Dilma, apontou o macambúzio GC, fez uma “declaração de guerra”. Segundo o jornalista, Temer estava, até então, numa “linha de conciliação”. Em anúncio de página inteira nos principais jornais — homenagem aos sócios —, a Fiesp acha que “é hora de todos juntos reconstruirmos o país”.

Como gosta de lembrar o seu filho adolescente: não vai rolar. Ou, segundo o professor Vladimir Safatle: hoje, nós apenas ocupamos o mesmo território.

Um sujeito lidera uma gangue que arma uma fraude, conspira, atropela o voto de 54 milhões, faz parte de uma campanha assassina contra titular, enxovalha sua reputação, limpa a bunda com a Constituição, cassa seu mandato, dá um golpe — e agora fala em “pacificação”.

Não. Tudo indica que não vai rolar. Temer, o covarde que fugiu de vaias na Olimpíada, terá que continuar clandestino.

Na quinta, 1º de setembro, pelo terceiro dia seguido, manifestantes ocuparam as ruas de várias capitais. Em São Paulo, uma estudante chamada Deborah Fabri teve o olho perfurado por estilhaços de uma “bomba de efeito moral”.

Pacificação?

Em Caxias do Sul, um advogado de 51 anos foi espancado por três policiais com cassetetes depois que os manifestantes já haviam se dispersado. Tomou porrada no corpo inteiro. Num determinado momento, ele caiu no chão com um soldado. O filho dele se aproximou e chutou a cabeça do PM.


Pacificação?

Um homem agrediu a senadora Vanessa Grazziotin no avião. Ela filmou o começo do entrevero, até o instante em que ele agarra a câmera. O valentão foi detido pela PF.

Segundo uma testemunha ouvida pelo Portal Paraná, o animal a pegou pelo cabelo até ela bater a cabeça no braço da poltrona. Vanessa tinha ido a Curitiba visitar a mãe. Equivocadamente, não quis registrar boletim de ocorrência.

Pouco a pouco, o golpista sem pescoço vai descobrindo maneiras de garantir a “pacificação”. Autorizou as Forças Armadas a garantir “a lei e a ordem” na Avenida Paulista no domingo, dia 4.

Oficialmente, o exército vai cuidar da passagem da tocha paralímpica. Coincidentemente, estará lá no mesmo dia em que um “Fora Temer” foi convocado. E, veja só, a Secretaria de Segurança Pública do Estado havia proibido o protesto por causa de “atos de vandalismo”.

O único jeito de Michel Temer pacificar a nação que humilhou, dividiu e incendiou é ele sair. Como não vai rolar, ele viverá tempos duros pela frente. E nós também.
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NENHUM GOLPISTA VAI ADMITIR SER GOLPISTA

9/01/2016


Os militares que tomaram o poder em 64, tal como o Michel Temer de hoje, ficavam furiosos ao serem chamados pelo que eram: golpistas.

E, como não tínhamos o chique anglicismo do “impeachment”, surgiram os nomes populares, grandiosamente irônicos: Revolução, Redentora, Gloriosa e, quando queriam ser formais, “Movimento Cívico-Militar”, que era o único lugar em que os civis vinham antes dos militares.

As coisas tinham outros nomes: os delatores premiados eram mesmo “dedo-duros” mas não deixavam de ser premiados: subiam nas carreiras denunciando os chefes por simpatias esquerdistas. O “lulopetismo” era “a república sindicalista” e a Venezuela, coitada, tomou o lugar da União Soviética…


Jânio de Freitas, que o viu já sem as nuvens da infância como eu, conta melhor esta história, que começou ontem, os seus primeiros arreganhos.

Em inúmeras vezes, nas sessões do impeachment que presidiu, o ministro Ricardo Lewandowski disse ao plenário, com pequenas variações de forma: “Neste julgamento, os senadores e senadoras são juízes, estão julgando”. Entre os 81 juízes, mais de 70 declaravam o seu voto há semanas, e o confirmaram na prática. Um princípio clássico do direito, porém, dá como vicioso e sujeito à invalidação o julgamento de juiz que assuma posição antecipada sobre a acusação a ser julgada. O que houve no hospício –assim o Senado foi identificado por seu presidente, Renan Calheiros– não foi um julgamento.

Os que negam o golpe o fazem como todos os seus antecessores em todos os tempos: nenhum golpista admitiu ser participante ou apoiador de um golpe. Desde o seu primeiro momento e ainda pelos seus remanescentes, o golpe de 1964, por exemplo, foi chamado por seus adeptos  de “Revolução Democrática de 64”. Alguns, com certo pudor, às vezes disseram ser uma revolução preventiva. É o que faz agora, esquerdista extremado naquele tempo, o deputado José Aníbal, do PSDB, sobre a derrubada de Dilma: “É a democracia se protegendo”. Dentre os possíveis exemplos pessoais, talvez nenhum iguale Carlos Lacerda, que dedicou a maior parte da vida ao golpismo, mas não deixou de reagir com fúria ao ser chamado de golpista.

As perícias e as evidências negaram fundamento nas duas acusações utilizadas para o processo do impeachment de Dilma. As negações foram ignoradas no Senado, em escancarada distorção do processo. Para disfarçar essa violência, foi propagada a ideia de que a maioria dos senadores apoiaria o impeachment levada pelo “conjunto da obra” de Dilma: a crise econômica, as dificuldades da indústria, o aumento do desemprego, o deficit fiscal, a suspensão de obras públicas, as dificuldades financeiras dos Estados e outros itens citados no Congresso  e na imprensa.

Se os deputados e senadores se preocupassem mesmo com esses temas do “conjunto da obra”, teríamos o Congresso que desejamos. E os jornais, a TV e os seus jornalistas estariam sempre mentindo com suas críticas, como normal geral e diária, sobre a realidade da política e dos políticos.

Nem as tais pedaladas e os créditos suplementares, desmoralizados por perícias e evidências, nem o “conjunto da obra”, cujos temas não figuram nos interesses da maioria absoluta dos parlamentares, deram base para acusações respeitáveis em um processo e um julgamento. Se, no entanto, envoltos por sofismas e manipulações, serviram para derrubar uma presidente, houve um processo, um julgamento e uma acusação ilegítimos –um golpe parlamentar. Os que o efetivaram ou apoiaram podem chamá-lo como quiserem, mas foi apenas isto e seu nome verdadeiro é só este: golpe.

Esse desastre institucional contém, apesar de tudo, um ponto positivo. A conduta dos militares das três Forças, durante toda a crise até aqui, foi invejavelmente perfeita. Do ponto de vista formal e como participação no esforço democratizante que civis da política e do empresariado estão interrompendo.

O pronunciamento de ex-presidente feito por Dilma corresponde à aspiração de grande parte do país. Mas a tarefa implícita no seu “até daqui a pouco” exigiria, em princípio, mais do que as condições atuais da nova oposição podem oferecer-lhe, no seu esfacelamento. À vista do que são Michel Temer e os seus principais coadjuvantes, não cabem dúvidas de que os oposicionistas podem esperar muita contribuição do governo. Mas o dispositivo de apoio à situação conquistada será, a partir da Lava Jato, de meios de comunicação e do capital proveniente de empresários, uma barreira sem cuidado com limites.
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Caiado diz que, após derrubar Dilma, abandonará Michel Temer

8/24/2016



Não é só a tucanagem que pressiona Michel Temer.

O notório Ronaldo Caiado manda recado através do blog de Josias de Souza:

“O ajuste fiscal do governo está virando uma encenação. E não admito participar de uma mentira. Se não houver uma mudança de rumo, não tenho motivos para me envolver com o projeto.”

Depois do impeachment, vai ser mais difícil unir a vasta fauna da base de Temer.

Como se percebe nas primeiras pesquisas, as eleições municipais terão pouco ou nenhum efeito no quatro político nacional.

O foco é 2018, sempre foi.

A encrenca com Gilmar Mendes – um festival de hipocrisia – pode tanto travar os arreganhos da República de Curitiba – o provável – ou fazê-la mostrar que entendeu e obedece á ordem e deixa tudo de lado para fazer o que é a “encomenda” que recebeu: prender Lula.

Caiado é do DEM, mas ninguém duvida que ele fale pelos tucanos.

Ambos querem que Temer faça a política de terra arrasada e deixe o terreno limpo para eles.

Não ouvi falar, nos últimos 2 mil anos, que o PMDB tivesse vocação suicida.
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53% dos soteropolitanos rejeitam Michel Temer

8/23/2016



Pesquisa feita pelo Ibope sobre as intenções de voto para a prefeitura de Salvador (divulgada na noite desta segunda-feira, 22) também ouviu a opinião dos soteropolitanos sobre o presidente interino da República, Michel Temer (PMDB). De acordo com o levantamento, 53% dos eleitores da capital baiana avaliam a gestão do interino como péssima ou ruim.

A gestão de Temer é considerada regular por 28% dos entrevistados. Apenas 8% avaliaram a administração do interino como ótima ou boa.

A consulta está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) e ouviu 602 soteropolitanos entre a ultima quarta-feira (17) e esta segunda-feira (22).

Dos entrevistados, 43% não responderam à questão ou não quiseram opinar. A margem de erro é 4 pontos para mais ou para menos e o nível de confiança estimado é de 95%.
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Brasil - 100 dias de Temer: rombo fiscal, queda de ministros, vaias e protestos

8/19/2016


O governo interino de Michel Temer (PMDB) chega ao seu centésimo dia nesta sexta (19), envolvido em polêmicas, recuos e com um programa que difere totalmente daquele pelo qual a chapa que ele integrou nas eleições de 2014 foi eleita; após um início trôpego, com recuos sobre extinção de ministérios, ampliação do rombo fiscal e envolto no escândalo das gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que levou a queda de três ministros, o peemedebista foi alvo, ao longo deste tempo, de diversos protestos em todo o país, cujo ápice ocorreu na abertura dos Jogos Olímpicos, no último dia 5, quando foi vaiado no Maracanã; tal fato fez com que ele desistisse de participar do encerramento do evento; enquanto isso, mercado dá sinais de que cheque em branco dado ao presidente pode ser sustado a qualquer hora

 

O governo interino de Michel Temer (PMDB) chega ao seu centésimo dia nesta sexta-feira (19), envolvido em polêmicas, recuos e com um programa que difere totalmente daquele pelo qual a chapa que ele integrou nas eleições de 2014 foi eleita. Após um início trôpego, com recuos sobre extinção de ministérios, ampliação do rombo fiscal e envolto no escândalo das gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que levou a queda de três ministros, o peemedebista foi alvo, ao longo deste tempo, de diversos protestos em todo o país, cujo ápice ocorreu na abertura dos Jogos Olímpicos, no último dia 5, quando foi vaiado no Maracanã. Tal fato fez com que ele desistisse de participar do encerramento do evento. Mercado também já dá sinais de impaciência. Voraz no ataque ao governo Dilma Rousseff, a imprensa familiar nacional fechou os olhos para as fraquezas da gestão interina. 

Relembre os fatos:

Queda de ministros

A divulgação das gravações de Sérgio Machado com políticos derrubou os ministros Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência) e Henrique Eduardo Alves (Turismo). Os áudios evidenciaram que o golpe contra Dilma Rousseff tinha o objetivo de enfraquecer a Operação Lava Jato. 

Rombo fiscal

Temer fez passar pelo Congresso um projeto que ampliou o déficit fiscal do país para R$ 170 bilhões. 


A presidente Dilma Rousseff denunciou o rombo (aqui).

O mercado já sinaliza que o cheque em branco concedido ao presidente interino está com os dias contados.

Recuos

Ao assumir o governo, Temer extinguiu o Ministério da Cultura. Após muitos protestos, desiste da ideia e recriou a pasta (aqui). O presidente interino, que acabou com a pasta do Desenvolvimento Agrário, após ser ameaçado pelo deputado Paulinho da Força, decidiu criar uma Secretaria Especial (aqui) e prometeu devolver o status de ministério ao órgão após a votação do impeachment.

Além disso, ele, que assumiu prometendo ajuste fiscal de impacto, desistiu da ideia, alegando falta de clima no Congresso (aqui). 

Teto de gastos e retirada de direitos

É projeto de Temer impor um limite de gastos, pelos próximos 20 anos, para áreas essenciais como Saúde e Educação, além de defender flexibilização das leis trabalhistas e mudanças na Previdência, com aumento da idade para aposentadoria. As propostas enfrentam resistências no Congresso.

Protestos

Protestos contra Temer ocorrem diariamente em todo o país. Por isso, ele não tem participado de agendas públicas. Inclusive, já avisou que não irá ao encerramento dos Jogos Olímpicos, após ser vaiado na abertura da Rio 2016 (aqui). O governo até tentou calar as manifestações no evento, mas não conseguiu (aqui). No último dia 9, manifestações contra Temer ocorreram em várias partes do país (aqui).
Brasil247
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MENSAGEM DO VOTO POPULAR

8/13/2016




Ninguém precisa ficar surpreso com a insistência exibida por Michel Temer para dizer que não é candidato à eleição presidencial de 2018. Não é esperteza nem fingimento. É uma questão de sobrevivência.

No Brasil de hoje, a única certeza duradoura é a desvalorização do voto popular. Tornou-se uma mercadoria de alto risco.

Querer ocupar o poder através das urnas, método banal de toda democracia digna deste nome, tornou-se sinônimo de oportunismo e irresponsabilidade. Sinaliza falta de compromisso real com as reformas estruturais que foram cozinhadas pelo empresariado que bancou Eduardo Cunha e seus aliados na campanha de 2014 e anunciadas por Temer quando tomou posse de sua interinidade e agora são apontadas como caminho indispensável para a redenção do país.

Pela mesma razão, Henrique Meirelles tem sido aconselhado a anunciar publicamente que não pretende candidatar-se ao Planalto em 2018. Isso porque o simples desejo de conquistar a simpatia da maioria do eleitorado é uma vontade suspeita, um risco inaceitável de contaminação por males indesejáveis.

É um processo que carrega mercadorias vistas necessariamente como maléficas, inevitavelmente prejudiciais ao país -- como demagogia, populismo e outras doenças contagiosas e incuráveis.

Fala-se disso como se fosse uma verdade científica que explica as coisas do mundo e da política.

Esse comportamento está no inicio e no final do golpe de abril-maio, que revelou a imensa fragilidade de nossas lideranças democráticas para resistir a uma investida descarada contra o Estado Democrático de Direito.     

A postura de quem rejeita o voto popular é uma confissão silenciosa, também. Revela o temor que esse instrumento de resistência da maioria da população desperta no bloco de empresários e políticos alinhados com um projeto de regressão histórica sabidamente incapaz de contar com apoio popular para alcançar as metas propostas.

Num resumo realista, que só parece chocante: o país está diante de um ajuste extremo e radical, um Pinochet sem ditadura, incompatível com eleições e democracia, pois atinge interesses imensos, representativos.

As dezenas de milhões de vítimas do golpe -- assalariados, aposentados, afrodescendentes,  mulheres, usuários de serviços público, famílias carentes -- precisam ser destituídas de todos os meios de defesa, a começar daquele que tem uma influência direta sobre o universo político -- o voto.

Podem até resistir nas ruas e de vez em quando fazer passeatas, atos públicos e até greves, como fazem gregos, espanhóis, franceses. Mas devem ser mantidos numa posição de impotência absoluta pois toda oposição com força real é vista como obstáculo às mudanças. Por essa razão, é preciso inutilizar as lideranças que carregam, em si mesmas, grande possibilidade de contestação política. Isso explica a perseguição a Lula e tudo o que simboliza. Tornou-se perigoso porque tem muito voto.

Além dos adversários óbvios, a originalidade dessa situação é que ela também inclui os políticos que passaram a ocupar o aparelho de Estado após o afastamento de Dilma. Estes não têm força própria. Só estarão autorizados a permanecer em seus cargos enquanto se mostrarem fiéis ao projeto anti-Brasil em curso. Não podem sequer cogitar medidas fora de tom. Qualquer iniciativa que possa ser aplaudida pela população é suspeita e vista como ameaça.

Na dúvida, consulte-se o TSE, que a todo momento pode mandar a equipe interina para o chuveiro. Não por acaso, todos os seus atos são monitorados com severidade.  

Este é o país de hoje. O Estado encontra-se submetido aos verdadeiros patrões do golpe. O governo é ocupado por meninos que precisam se comportar direito, caso contrário perdem os cargos e serão expulsos de cena.

Numa nação que assistiu a destituição de uma presidente eleita por mais de 54 milhões de brasileiros, a janela democrática se fecha em dezembro. Até lá, caso Michel Temer venha a ser afastado, também, a lei prevê a escolha do novo presidente pelo voto em urna.

Depois disso, a escolha caberá ao Congresso, transformado em colégio eleitoral, com poderes semelhantes aqueles que possuía nos tempos da ditadura.
Como se vê, a desvalorização do voto é uma postura teórica com imensas consequências práticas. Tudo será feito para que o povo não possa votar. Esta é a mensagem.

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Enquanto o governo dos ricos ri à toa, o povo ó...

8/12/2016




A direita, acostumada a dirigir o País a seu bel-prazer, com ditadura, neoliberalismo, meios de comunicação lhe louvando, nunca se conformou com perder o governo em 2003. Ainda mais para um líder de origem popular, que não fracassou, como ela e a ultraesquerda vaticinavam mas, ao contrário, tornou-se o melhor presidente do Brasil e o mais consagrado internacionalmente. Desmascarou os que governavam para uma minoria, demonstrando não apenas que se deve, mas que se pode governar para todos. Que só assim se teve governos com prestígio, estabilidade e apoio popular.

A direita perdeu quatro eleições seguidas e tem todas as possibilidades de seguir perdendo, porque nas campanhas são comparados os governos feitos pela direita e pela esquerda, os tipos de sociedade, de país, de Brasil, que uns e outros desejam. E tem todas as possibilidades de seguir perdendo, ainda mais quando mostra de novo o desastre de país que almejam, massacrando o povo e o patrimônio brasileiro.

Daí apelaram para o atalho do golpe, com o que pretendem restabelecer o poder dos ricos de se apropriarem do Estado e dirigir o Brasil conforme seus interesses. Só pelo seu esboço sabemos que é um governo de vingança, de revanche dos ricos contra os pobres, do grande empresariado internacionalizado contra os projetos nacionais e que contemplam todo povo. Um governo de poucos, de uma gangue de corruptos sem voto, a serviço dos que os financiam.

Seu núcleo essencial é o desmonte do Estado brasileiro, de um projeto de país, dos interesses nacionais, junto à liquidação dos recursos para as políticas sociais e o massacre dos direitos dos trabalhadores. Seus projetos são os da privatização, do corte de salários e de empregos, de fomento dos planos privados de saúde no lugar do SUS, da diminuição dos recursos para a educação privada, em favor da educação mercantil.

Seu sucesso político é o golpe, seu sucesso como projeto é uma brutal reconcentração de renda a favor do grande capital, em particular do capital especulativo. Seu sucesso depende da aprovação do maior e mais brutal pacote de medidas enviadas ao Congresso, pacote anti-nacional, anti-popular, antidemocrático.

Derrotar esse projeto de destruição politica, social e economica da democracia brasileira é o objetivo maior dos que lutaram, lutam e seguirão lutando sempre pela democracia no Brasil. Derrotar as tentativas de privatização do pré-sal e da própria Petrobras, lutando pela convocação de uma consulta popular sobre o destino dos recursos do maior projeto de futuro para o Brasil, que o governo golpista quer rifar, entregando a preço de banana nas mãos de grandes empresas internacionais.

Derrotar a tentativa de restringir e engessar os recursos para a educação e a saúde por 20 anos, para ter recursos para transferir recursos para o capital financeiro. Colocar limites no aumento dos salários, pressionados pela elevação ainda maior do desemprego.

O ponto forte do governo golpista é sua maioria parlamentar, o apoio da mídia e do Judiciário. Seu ponto frágil é a falta de razões e a o repúdio popular. Só com grande campanha de conscientização do povo, de mostrar como as brutais medidas do governo afetam o cotidiano e a vida de todos os brasileiros, conseguiremos convocar as mobilizações populares que inviabilizem o projeto antidemocrático dos golpistas.

Escrachos diários de todos – parlamentares, membros do governo, juízes, promotores, empregados da mídia -, ocupar todos os espaços possíveis, ocupar e resistir, mobilizações locais e sobre temas específicos, junto a grandes mobilizações populares. Ações no Congresso, nas instâncias judiciais, no plano nacional e internacional e convocação de eventos de repudio ao golpe.
Valer-nos de todas as formas de luta que criem um clima de ingovernabilidade popular e democrática, demonstrando que não se pode governar o Brasil contra o seu povo, contra a democracia, contra o próprio Brasil. Derrotar o projeto do governo golpista, tornando-o incapaz de desmontar o pais, mostrar como a força do povo, sua inventividade, sua criatividade, a mobilização do que melhor tem o Brasil, é capaz de derrotar os planos monstruosos do governo mais corrupto, antinacional, antipopular e antidemocrático que o pais já teve.
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O PAU VAI COMER



O cheiro acre do gás lacrimogêneo pairou ontem sobre a rua da Consolação, em São Paulo, onde a Polícia Militar dispersou com bombas e cassetetes um protesto estudantil. Um outro confronto entre policiais e secundaristas, na Praça Roosevelt,  já havia produzido 13 prisões, inclusive a apreensão de alguns menores, segundo publicou no Facebook o movimento Território Livre. Os estudantes não protestavam contra Temer mas contra o projeto “escola sem partido”, que tramita na Câmara, apoiado por um movimento conservador, e visa esvaziar de conteúdos críticos os currículos e práticas pedagógicas no ensino fundamental e médio.

A ação policial contra os estudantes foi mais um ensaio da escalada repressiva que se anuncia no horizonte da vida depois do golpe. Precisamos nos adaptar ao lema de Temer, Ordem e Progresso. É disso que falam ensaios como este, bem com a proibição de protestos nos Jogos Olímpicos do Rio. Precisamos entender que daqui para a frente tudo será diferente,  não haverá complacência com protestos, movimentos sociais, com aquela farra democrática a que estávamos acostumados.

Temer tenta enquadrar o Brasil mas é enquadrado pelas elites. Por isso disse aos empresários que não será candidato à reeleição em 2018.  Com os sinais de reprovação à gastança e ás medidas populistas,  os que de fato mandam no país avisaram ao interino que está para ser efetivado: “não foi para isso que te colocamos aí”.

Mas para implementar a agenda neoliberal que é a razão do impeachment de Dilma, Temer vai ter que reprimir. E para isso, é bom ir ensaiando. Um ensaio no Rio, outro em São Paulo, afora as operações atabalhoadas contra supostos terroristas.  Tudo isso lembra um passado que parecia sepultado. Não é paranoia. Não vê quem não quer.
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