A Polícia Civil de Goiás fez uma vistoria no
quarto em que mulheres relatam terem sido abusadas por João de Deus, em
Abadiânia-GO. O cômodo tem poltronas, estátuas religiosas e vários porta-retratos.
O médium, que está preso no Núcleo de Custódia, nega as acusações. O Superior
Tribunal de Justiça negou pedido de habeas corpus feito pela defesa.
O local, onde eram feitos os atendimentos
individualizados, segundo a polícia, tem uma sala de espera, com algumas
cadeiras. A entrada é por uma porta de vidro. Na sequência, o quarto e, por
fim, um banheiro.
Não há uma divisória entre a sala de espera e os
outros ambientes. Entretanto, quem está no primeiro local não consegue ver o
que acontece no quarto e no banheiro.
Durante os trabalhos de busca da polícia, foram
apreendidos documentos, recibos de curso superior, além de uma mala com mais de R$ 400 mil e seis armas.
“Semana que vem vamos a Brasília e as armas passarão
por um processo de verificação. Mas no presente momento, nós temos posse ilegal
de arma de fogo e uma arma com a numeração raspada, ela também sofre aí uma
demanda criminal até grave”, disse o delegado-geral da Polícia Civil de Goiás,
André Fernandes.
Sobre os recibos encontrados, uma ex-funcionária da
Casa Dom Inácio de Loyola que também disse que foi abusada sexualmente, conta
que o médium tinha o costume de pagar faculdade para mulheres.
“Ele pagava muita faculdade, de muitas mulheres. Ele
me ofereceu também de pagar faculdade. Me ofereceu casa, carro. Eu nunca
aceitei”, contou.
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