Hoje, a justiça do Brasil vive a fase do “mero arrependimento”, ou seja, deixar acontecer, e depois voltar atrás. É visto por todos que acompanham as notícias, tanto televisivas como online, as situações que alguns brasileiros viveram recentemente, a verdadeira injustiça da justiça. Que foi o caso do pernambucano Marcos Mariano da Silva, Osvaldo Marcelino de Ponta Grossa e Wagno Lúcio da Silva de Minas Gerais, esses foram presos e condenados por crimes que não cometeram, o famoso “erro judiciário”.
Como foi visto, esses não são os primeiros casos de injustiça no Brasil, foram apenas os últimos que vieram à tona, e que chamaram a atenção de muitos brasileiros, que acreditam na igualdade e no valor que cada ser humano tem diante da vida.
No entanto, o que nos revolta, é, em como a justiça ver esses casos, afirmam que foram erros, mas que simplesmente aconteceu, e que, com a liberdade essas vitimas podem recomeçar suas vidas. O interessante, é que, para a justiça, recomeçar uma vida seja tão simples assim, primeiro; as indenizações que as vitimas devem receber por direito, demoram tanto em sair e quando realmente saem, nem chegam a desfrutar, como foi o caso de Marcos Mariano que morreu no dia em que recebeu a segunda parte da indenização.
Situações como essas, nos fazem refletir, que justiça é essa?, que é capaz de inativar uma vida, que por uma simples falha destroem a vida de uma pessoa. “Há falha na Polícia, no Ministério Publico, no Judiciário e até na defesa que não consegue fazer prova imediata do equívoco”, afirmou Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal. Entretanto, é mais fácil acusar quem já estar ali, do que continuar a busca pelo verdadeiro culpado, é “menos trabalho” pra justiça.
Quantas vezes vemos a desigualdade falar mais alto, diante da justiça, enfatizando a diferença daqueles que são iletrados, que é o povão, que não “entendem de leis”, mas, que não precisam decorar todas as normas, para ser um cidadão de bem, e gerar suas vidas com dignidade. Para os letrados que são donos do poder, que apenas dão ordens, e que tem ao seu favor a segurança máxima, que entendem as múltiplas leis, decretos, medidas provisórias, que a todo o momento aumentam essas leis, para simplesmente passar por cima delas quando bem desejar. Do que serve as mais de 5.200 normas a ser seguidas pelos letrados, se por questão de segundo fraudar uma dessas, leva uma pessoa a ser o mais miserável dos homens.
Com isso, vejo a justiça brasileira, como a justiça de duas camadas, a “do poder”, e a que “deve aceitar esse poder” sem o direito de reclamar, aquela que favorece uns, e que é injusta com outros, e que não só estar em crise nesse momento, mas que viveu em crise, pelo menos, desde o século passado. Enfim, o que vale diante dos homens são as leis escritas, o caráter e a honestidade, nesse caso, não contam, mas como rege uma lei que defende os direitos humanos, vamos lutar para que essa prevaleça, e que valha de igual pra todos, independente de cor, raça, condição social e econômica.
Kedma da Costa


